No começo do mês, acompanhei a turma da HURRA! no estádio do Pacaembu durante a última partida dos Tupis pelo Americas Rugby Championship, contra o Canadá.
 
O Portal do Rugby é um parceiro da entidade que atua na rede pública buscando transformar a realidade de milhares de jovens através da prática esportiva e de seus valores.E vi algo mágico acontecer.
 

 
Para muitos de nós que vivemos o esporte diariamente, parece natural destacar esse ou aquele jogador. E foram muitos até aqui. Mocho, Tonhão, Junior, Portugal, Tanque, Ige…a lista é grande e muitos outros vão se limitando à memória de quem viveu ao lado deles.
 
Mas agora é diferente. Tirando as aulas semanais e os eventos mensais, o contato da maioria das crianças de 5 a 17 anos que participa do projeto não é grande, devido a escassez de divulgação nos grandes meios, os mais acessíveis para quem tem poucos recursos.
Além dos alunos que migraram para clubes de forma natural, poucos acompanham os torneios estaduais ou nacionais, conhecem poucos clubes e jogadores menos ainda.
 
Mas bastaram apenas duas partidas no Pacaembu para que um nome ficasse grudado na cabeça delas: Moisés Duque.
 
Craque. Brasileiro. Formado na base de um clube.
 
Sim, nos primeiros anos tivemos Portugal, um excelente jogador e líder ganhando um merecido destaque sobretudo com apoio da entidade, que precisava de ídolos no esporte.
“Ídolos inspiram pessoas” disseram.
 
Sem dúvida.
 
Mas ídolos esportivos surgem da manifestação espontânea e admiração popular, e talvez pela visibilidade não tão grande da seleção na época, e o momento do expansão do esporte, não tenha alcançado um impacto maior além dos que já conhecem o esporte.
Surgem do grito daqueles que se encantam ao vê-lo em campo, sem nem conhecê-lo direito e ainda assim querer mais. Não se fabricam.
 
Foi isso que vi na sexta-feira chuvosa no Pacaembu.Crianças que conheceram o esporte há pouco tempo, deixando de se importar com a chuva para apoiar o seu escolhido.
Moisés é de fato o primeiro ídolo da geração CBRu.
 
Que a entidade dê condições para que surjam mais Moisés (e Juniores, Mochos, Portugais, Tanques, Iges) pelos clubes do país.
 
Foto: Fotojump

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