Foto: Irish Rugby

Os amistosos internacionais de novembro foram os últimos até o período da Copa do Mundo. No ano que vem, as seleções europeias terão o Six Nations e o Hemisfério Sul o Rugby Championship, mas os cruzamentos entre os hemisférios só retornarão com a Copa do Mundo.

Portanto, o que podemos tirar da maratona de jogos deste mês?

  • A Irlanda é sem dúvida a seleção mais capaz de encarar os All Blacks;
    • Os All Blacks são ainda os melhores do mundo, apesar da derrota para a Irlanda. Trata-se do melhor elenco, do time mais vencedor. Mas provou-se em novembro que a Nova Zelândia tem falhas e não é imbatível;
    • A consolidação da Irlanda como grande força é bom para o rugby, para retirar a previsibilidade da Copa do Mundo. Mas os irlandeses que tomem cuidado para não terem atingido o pico antes do momento mais importante;
  • Inglaterra renasceu, mas ainda precisa de acertos;
    • Era óbvio que a Inglaterra, com o elenco que tem e com o treinador que possui, iria se reerguer do desastroso Six Nations. A prova foi dada com vitória sobre a África do Sul e derrota no detalhe para os All Blacks. Mas os ingleses que não se iludam, pois somente o próximo Six Nations dirá como a Rosa será realmente candidata a título;
  • Gales está mais pronto do que a África do Sul
    • Gales e África do Sul são as outras duas potências que estão mais vivamente aspirando ao protagonismo em 2019. A África do Sul parecia pronta para o passo adiante depois de desbancar os All Blacks. Porém, os Springboks falharam em obter uma vitória contundente em novembro, caindo contra Inglaterra e Gales e sofrendo para vencerem a Escócia;
    • Já Gales se provou como real candidato a protagonismo na Copa do Mundo, mostrando muita consistência. Apenas faltou jogar com os All Blacks para ter um diagnóstico completo;
    • França, Argentina e Austrália desapontaram no mês e claramente não têm ainda condições de serem protagonistas na Copa do Mundo;
  • O segundo escalão do mundo precisa de mais jogos bons;
    • O Japão mostrou força e flertou com uma vitória sobre a Inglaterra em Londres. A Geórgia fez bom jogo contra a Itália, apesar da derrota. Os Estados Unidos e Tonga tiveram bons primeiros tempos contra Irlanda e Gales, até serem dizimados. E Fiji deu o passo adiante e venceu a França;
    • Se o mundo do rugby quer ver novas forças se consolidando, oportunidades são necessárias! O calendário ainda precisa evoluir muito para comportar as transformações positivas da modalidade;
  • O XV feminino precisa de um calendário completo;
    • Passou da hora. O XV feminino já provou que é um espetáculo de qualidade quando existe apoio. França e Nova Zelândia fizeram dois jogaços e não faltou emoção ao público francês que prestigiou os confrontos de potências;
    • Novembro de 2018 bateu recorde de número de amistosos internacionais, mas ainda é preciso um calendário consistente para o restante do ano. Foi muito bom ver Nova Zelândia, Canadá, Estados Unidos, África do Sul e Hong Kong viajando à Europa, mas é preciso além dos amistosos um torneio de expressão anual entre as seleções que não disputam o Six Nations. Em outras palavras, é preciso uma versão feminina do Rugby Championship, mesmo que com um formato mais barato. Se a Argentina não tem como jogar, Canadá e Estados Unidos agregariam muito com jogos anuais contra Austrália e Nova Zelândia;