Foto: Daniel Venturole / Portal do Rugby

Depois do brilhante artigo escrito pelo Victor projetando os desdobramentos dentro de campo do regulamento do Super 16, as duas principais competições nacionais começaram (mas começaram mesmo?) nesse fim de semana, e se de um lado, a Taça Tupi começou sem grandes problemas o mesmo não se pode dizer da elite nacional.

E não é tudo culpa da CBRu não.

Vejamos algumas importantes críticas construtivas.

 

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Campeonatos? que campeonatos?

Até a manhã de terça, NENHUM dos canais da CBRu (site, facebook, twitter, instagram) teve publicada uma nota sequer sobre a realização da rodada de abertura dos dois campeonatos, que ocorreu no sábado.

NENHUMA, ZERO.

No que pese a necessária prioridade dada à seleção feminina disputando o Mundial, é o básico do básico ao menos informar os resultados dos torneios que você gerencia para os milhões de super-fãs do esporte (risos).

Imagine se o Portal do Rugby não existisse, como cada torcedor saberia a classificação do seu clube? Não é exatamente a melhor forma de incentivar o crescimento do esporte, tarefa que deveria ser central para a entidade.

Muito menos de tratar um produto, a menos que você não tenha interesse em vendê-lo.

 
Regulamento? Que regulamento?
Por mais que o regulamento não seja exatamente uma obra de arte, é obrigatório, de acordo com o estatuto do torcedor (capítulo 3, artigo 9º), disponibilizar o regulamento de suas competições com até 60 dias de antecedência.

Mas o do Super 8 de 2017 ainda está lá. Vai que alguém ainda precisa consultar.

WOs

Logo na primeira rodada, o SPAC quase perdeu de WO, pois a ambulância atrasou nada menos que 55 minutos e aparentemente (duas fontes confirmaram, mas precisamos entender como será o relato do árbitro), a partida entre Poli e Niterói começou com a presença do médico da partida anterior (Band e Pasteur se enfrentaram antes) e somente quando um atleta do Niterói precisou de atendimento no segundo tempo, foi percebida a ausência do médico da partida. O Niterói confirmou ao Portal do Rugby que irá pedir os pontos da partida, como manda o regulamento.

Caso se confirme a perda da Poli, e caso o SPAC acabasse também tomando o WO, ambos estariam sujeitos à multa de R$2mil e dano sério à imagem do clube. É necessário que os clubes firmem contratos com seus fornecedores que prevejam o ressarcimento.

Se os clubes estão comprando a profissionalização do esporte (todo mundo que assina embaixo ou se omite, está comprando um formato incompatível com a real dimensão do nosso esporte), tem que começar a profissionalizar o seu relacionamento com todos os stakeholders do clube (atletas, gestores, fornecedores, torcedores, patrocinadores, etc).

 

O desequilíbrio anunciado

O sistema de rankings da CBRu dá o mesmo peso para campeonatos totalmente díspares em seu nível técnico. De fato, o BH ganhou 22 pontos pelo seu título mineiro em 2017, enquanto o São José ganhou 19 pelo vice-paulista. O resultado em campo? Um BH com apenas 18 jogadores, o único atleta do time a pontuar jogava no São Carlos até uma semana atrás e um 78 a 6 no placar.

Isso só mostra que….

 

Não dá para misturar clubes do Super 8 com clubes da Taça Tupi

Em Jacareí, o duelo dos vices paulista e fluminense acabou 98 a ZER0 para o Jacareí. Que estava desfalcado de dois atletas, assim como os joseenses, que atuaram sem seis atletas de seu elenco principal.

Com as inscrições do Super 16 a R$20mil em 2018, (serão R$30mil em 2019 e R$40mil em 2020, podendo haver descontos de acordo com critérios que a CBRu não conseguiu controlar no passado), não seria mais interessante esses times canalizarem esses recursos para a base?

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