Nos anos 1970, o mundo do rugby vivia uma encruzilhada devido o fato tanto dos sul-africanos quanto dos argentinos viverem em um regime autoritário sob diferentes perspectivas.

Os argentinos viviam sob uma forte ditadura militar que quase dizimou a prática do rugby no país por causa dos estudantes que viviam na cidade de Mar Del Plata. Berço do rugby local. A seleção nacional não disputava jogos amistosos com outros times da região onde o Uruguai era um dos poucos países onde o esporte não era perseguido pela ditadura local

Os sul-africanos viam os springboks sendo boicotados em vários países da comunidade britânica como Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido devido uma campanha de ativistas que exigiam o fim do regime segregacionista do Apartheid.

Isso forçou o isolamento de tais países naquele momento no esporte. Os boks tentaram uma excursão na Nova Zelândia em 1983 que foi duramente boicotada por ativistas anti-apartheid diante da recusa do então premiê neozelandês Robert Noon sob o argumento de que o rugby é um esporte nacional.

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Com o fim de tais regimes autoritários. Argentina e África do Sul virão um florescimento do esporte em regimes democráticos. Os pumas tem bons desempenhos na copa do mundo desde 2015 enquanto os Boks ganharam a competição em 1995 unindo o país com François Pienaard e Nelson Mandela como foi contado no filme Invictus.

Isso explica o nosso amor pelo rugby.

 

Escrito por: César Augusto, publisher do Planeta Rugby