A eleição para a presidência do World Rugby (a federação internacional) será domingo, dia 26, e vários dos membros eleitores do Conselho do World Rugby estão declarando seus votos (que serão secretos durante a eleição) – concorrem à presidência o inglês Bill Beaumont e o argentino Agustín Pichot. Apenas 18 países têm direito a votos na eleição, ao passo que todos os demais países são representados na eleição pelas federações continentais, que contam com 2 votos cada.

A Asia Rugby (a federação asiática) decidiu que seus 2 votos irão para Pichot por meio de uma votação interna entre seus 28 membros, que votaram unanimemente no argentino. Porém, outras federações continentais não publicaram como realizaram a decisão de seus votos. A DRV, a federação alemã de rugby, questionou publicamente a Rugby Europe (a federação europeia) dizendo que os países membros da Rugby Europe não foram consultados sobre o assunto e, para piorar, que ela própria não sabe sequer como o voto da Rugby Europe será decidido.

A Sudamérica Rugby (a federação sul-americana) é uma das 3 entidades que nomearam Pichot como candidata à presidência (junto das federações de Argentina e Austrália), isto é, uma das entidades que lançaram Pichot à presidência (com tal decisão sendo anterior à própria eleição). Beaumont teve sua candidatura nomeada pelas federações de França e Fiji.

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Como funciona a eleição? Quem vota?

O Conselho do World Rugby (World Rugby Council) é quem elege o presidente e o vice presidente, havendo 51 votos, distribuídos da seguinte maneira:

  • Países com 3 votos cada: Inglaterra, Gales, Escócia, Irlanda, França, Itália, Argentina, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia;
  • País com 2 votos: Japão;
  • Países com 1 voto cada: Canadá, Estados Unidos, Uruguai, Geórgia, Romênia, Fiji e Samoa;
  • Federações com 2 votos cada: Asia Rugby (federação asiática), Oceania Rugby (federação oceânica), Rugby Africa (federação africana), Rugby Europe (federação europeia), Rugby Americas Rugby (federação norte-americana) e Sudamerica Rugby (federação sul-americana);
    • Isto é, países que não têm votos diretos são representados por suas federações continentais. O Brasil é representado apenas pelos 2 votos da Sudamérica Rugby;
    • Para os países e federações com ao menos 2 votos, 1 voto é obrigatoriamente de uma representante do rugby feminino.