All Blacks venceram os Springboks 2 vezes em 2017. Foto: All Blacks/Getty Images

The Rugby Championship volta ao centro das atenções internacionais nesse sábado, dia 15, com sua quarta rodada que, incrivelmente, poderá já definir seu campeão, mesmo com outras 2 rodadas ainda pela frente para serem jogadas. Isso porque a líder Nova Zelândia receberá a vice líder África do Sul e, em caso de vitória bonificada dos All Blacks (isto é, com a Nova Zelândia fazendo 3 tries a mais que a África do Sul) o título já será matematicamente neozelandês, independente dos demais placares.

Enquanto isso, a Argentina tentará quebrar seu jejum de vitória contra a Austrália em solo australiano e assumir a vice liderança. Será?

 

All Blacks com uma mão e meia na taça

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Em Wellington, a Nova Zelândia receberá a África do Sul para aquele que é considerado o maior clássico do rugby mundial por muitos. Mas esse clássico historicamente tão equilibrado está cada vez mais desigual. Os All Blacks venceram os Springboks em 15 dos últimos 17 confrontos, incluindo os últimos 6 encontros. A última vitória sul-africana foi em 2014 em casa, ao passo que a última vitória dos Boks na Nova Zelândia foi no distante ano de 2009. É quase uma década de invencibilidade em casa sobre o rival a favor dos All Blacks, que vem demonstrando clara superioridade.

Steve Hansen, técnicos dos All Blacks, recompôs sua equipe depois de poupar alguns nomes contra os Pumas, mas seguiu fazendo alguns experimentos. Anton Lienert-Brown será o segundo centro no lugar de Goodhue, enquanto Ryan Crotty será o primeiro centro no posto do lesionado Laumape. Jordie Barrett voltou à camisa 15, com Ben Smith e Rieko Ioane nas pontas. Aaron Smith e Beauden Barrett voltam a ser os camisas 9 e 10, ao passo que a terceira linha será a melhor, com o capitão Kieran Read e os asas Liam Squire e Sam Cane. Sam Whitelock estará de volta à segunda linha para jogar ao lado de Scott Barrett (sim, os 3 irmãos Barrett serão titulares!), já que Retallick está lesionado, ao passo que a primeira linha será nova, com Karl Tu’inukuafe, aclamado, ganhando titularidade para jogar com Codie Taylor e Owen Franks.

Já Rassie Erasmus, técnico da África do Sul, efetuou 3 trocas em seu time, com Handré Pollard recolocado na posição de abertura titular, enquanto Malcolm Marx entrará como o hooker titular. Além disso, Lukhanyo Am será o segundo centro na vaga de Jesse Kriel, que passará para a ponta, deixando Mapimpi de fora. Com isso, na linha, Pollard promete mais qualidade que Jantjies, que sofre quando tem a camisa 10 titular, ao passo que a dupla de centros nova (De Allende com Am) é uma tentativa de evoluir no setor no aspecto defensivo. Willie Le Roux e Aphiwe Dyantyi, no fundo, seguem como armas importantes às pretensões dos Boks, mas certamente a batalha nos forwards, mais uma vez, será crucial, com a volta de Marx sendo essencial à primeira linha verde.Etzebeth e Mostert na segunda linha prometem fazer frente à Nova Zelândia no setor, enquanto Whiteley, com Du Toit e Kolisi é uma terceira linha que merecia nova chance junta.

Para os Springboks, o jogo ruim contra os Wallabies mostrou uma queda de rendimento no segundo tempo que é sempre letal contra os All Blacks. Manter posse de bola e disciplina será crucial para a África do Sul ter alguma chance no jogo, mas mesmo isso pode não bastar contra um time tão clínico como a Nova Zelândia, que pune todo e qualquer erro e é mais forte mentalmente que qualquer equipe do mundo. O título parece só uma questão de tempo para os All Blacks.


Pumas com jejum para quebrarem na Austrália

Em Gold Coast, a Austrália receberá a Argentina em jogo que valerá a vice liderança da competição, caso a África do Sul perca no jogo anterior, além de pontos valiosos no Ranking Mundial.

Os Pumas têm jejum para quebrarem, pois não derrotam os Wallabies desde 2014, tendo sido derrotados em todos os últimos 6 duelos. O jejum maior é de vitória em solo australiano, pois a Seleção Argentina venceu os Wallabies apenas uma vez na Austrália, no distante ano de 1983, muito antes da era profissional.

Para lograr o feito, a Argentina teve 3 trocas efetuadas por Mario Ledesma no XV titular: Santiago Medrano entra na primeira linha, movendo Nahuel Tetaz Chaparro para pilar fechado; Pablo Matera retorna à terceira linha; e Bertranou retorna à camisa 9. Matera será crucial na batalha de breakdown contra a Austrália, enquanto a troca na primeira linha será aspecto chave, já que os australianos vem desempenhando muito bem no setor. Para a Argentina – ainda mais tendo o técnico que desenvolveu a primeira linha australiana,já que anteriormente Ledesma trabalhou com os Wallabies – será essencial para um sucesso em Gold Coast. Já a posição de scrum-half vem sendo sempre um dilema para os argentinos, mas o nível de jogo que o abertura Nico Sánchez vem apresentando garante tranquilidade para os argentinos no aspecto criativo. Ele está com tudo e municiando perfeitamente um fundo de campo cada vez mais decisivo de Moroni (13), Boffelli (15), Delguy (14) e Moyano (11).

Michael Cheika está mais aliviado no comando dos Wallabies após o triunfo sobre os Springboks e ainda comemora os retornos de Israel Folau e David Pocock ao time titular. Folau, no entanto, não jogará com a camisa 15, com ela ficando com Haylett-Petty. Em experimento do técnico, Folau jogará com a 14, tendo Koroibete do outro lado. A dupla de centros segue com Toomua e Hodge e Kurtleay Beale fará de novo dupla de abertura e scrum-half com Will Genia. Michael Hooper deixou de última hora a terceira linha titular, lesionado, para a entrada de Pete Samu, gerando preocupação, mas os olhares estarão mesmo sobre a primeira linha de Alaalatoa, Polota-Nau e Sio pois tudo indica que as formações serão decisivas para a partida.

A evolução da Argentina impressiona mais do que a retomada da Austrália, uma vez que enquanto os Wallabies fizeram um jogo fraco apesar da vitória sobre os Springboks, os Pumas demonstraram grande qualidade contra os All Blacks, ainda que previsivelmente derrotados. Com isso, o jogo ganha contornos de imprevisibilidade, pressão sobre o time australiano e otimismo para o time argentino.

 

*Horários de Brasília

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04h35 – Nova Zelândia x África do Sul, em Wellington – ESPN2 e Watch ESPN AO VIVO / VT segunda-feira 18h00 na ESPN2

Árbitro: Nigel Owens (Gales)

Histórico: 95 jogos, 57 vitórias da Nova Zelândia, 35 vitórias da África do Sul e 3 empates. Último jogo: África do Sul 24 x 25 Nova Zelândia, em 2017 (The Rugby Championship);

Nova Zelândia: 15 Jordie Barrett, 14 Ben Smith, 13 Anton Lienert-Brown, 12 Ryan Crotty, 11 Rieko Ioane, 10 Beauden Barrett, 9 Aaron Smith, 8 Kieran Read (c), 7 Sam Cane, 6 Liam Squire, 5 Scott Barrett, 4 Samuel Whitelock, 3 Owen Franks, 2 Codie Taylor, 1 Karl Tu’inukuafe;

Suplentes: 16 Liam Coltman, 17 Tim Perry, 18 Ofa Tuungafasi, 19 Patrick Tuipulotu, 20 Ardie Savea, 21 TJ Perenara, 22 Sonny Bill Williams, 23 Damian McKenzie;

África do Sul: 15 Willie le Roux, 14 Jesse Kriel, 13 Lukhanyo Am, 12 Damian de Allende, 11 Aphiwe Dyantyi, 10 Handré Pollard, 9 Faf de Klerk, 8 Warren Whiteley, 7 Pieter-Steph du Toit, 6 Siya Kolisi (c), 5 Franco Mostert, 4 Eben Etzebeth, 3 Frans Malherbe, 2 Malcolm Marx, 1 Steven Kitshoff;

Suplentes: 16 16 Bongi Mbonambi, 17 Beast Mtawarira, 18 Wilco Louw, 19 RG Snyman, 20 Francois Louw, 21 Ross Cronjé, 22 Elton Jantjies, 23 Cheslin Kolbe;

 

versus copiar

07h00 – Austrália x Argentina, em Gold Coast – ESPN2 e Watch ESPN AO VIVO / VT 17h30 na ESPN2

Árbitro: John Lacey (Irlanda)

Histórico: 29 jogos, 23 vitórias da Austrália, 5 vitórias da Argentina e 1 empate. Último jogo: Argentina 20 x 37 Austrália, em 2017 (The Rugby Championship);

Austrália: 15 Dane Haylett-Petty, 14 Israel Folau, 13 Reece Hodge, 12 Matt Toomua, 11 Marika Koroibete, 10 Kurtley Beale, 9 Will Genia, 8 Pete Samu, 7 David Pocock (c), 6 Lukhan Tui, 5 Izack Rodda, 4 Rory Arnold, 3 Allan Alaalatoa, 2 Tatafu Polota-Nau, 1 Scott Sio;

Suplentes: 16 Folau Faingaa, 17 Sekope Kepu, 18 Taniela Tupou, 19 Adam Coleman, 20 Ned Hanigan, 21 Nick Phipps, 22 Bernard Foley, 23 Jack Maddocks;

Argentina: 15 Emiliano Boffelli, 14 Bautista Delguy, 13 Matias Moroni, 12 Jeronimo De La Fuente, 11 Ramiro Moyano, 10 Nicolas Sanchez, 9 Gonzalo Bertranou, 8 Javier Ortega Desio, 7 Marcos Kremer, 6 Pablo Matera, 5 Tomas Lavanini, 4 Guido Petti, 3 Santiago Medrano, 2 Agustin Creevy, 1 Nahuel Tetaz Chaparro;

Suplentes: 16 Julian Montoya, 17 Santiago Garcia Botta, 18 Juan Pablo Zeiss, 19 Matias Alemanno, 20 Juan Manuel Leguizamon, 21 Martin Landajo, 22 Bautista Ezcurra, 23 Juan Cruz Mallia;

 

PaísApelidoJogosPontos
Nova ZelândiaAll Blacks416
África do SulSpringboks410
ArgentinaLos Pumas48
AustráliaWallabies45