Primeiro jogo do Brasil desde a vitória sobre a Colômbia no Sul-Americano em maio. Foto: Daniel Venturole

O sistema de promoção e rebaixamento será mesmo introduzido entre a primeira e a segunda divisões das Américas, isto é, entre o Americas Rugby Championship e o Americas Rugby Challenge. O sistema teria início em 2020, com o próximo Americas Rugby Championship já valendo rebaixamento, com seu último colocando encarando repescagem contra o campeão do Challenge. Já as edições de 2021 e 2022 do Americas Rugby Championship somadas contarão como Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2023, o que reforça a ideia de que o torneio de 2020 já é parte do sistema de Eliminatórias.

A informação foi dada pelo novo presidente da Federação Chilena de Rugby, Cristian Rudloff, em entrevista a um programa da CDO, Canal Deportivo Olimpico do Chile (minuto 25).

O Campeonato Sul-Americano,  segundo o dirigente chileno, não acabaria, mas ganharia caráter de desenvolvimento.

 

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MLR vs SLAR

A nova Super Liga Sul-Americana (SLAR), a liga profissional que terá início em 2020, sendo disputada por franquias dos países sul-americanos entre março e junho de 2020, de acordo com a mesma entrevista. A liga deverá ter 10 rodadas, seguidas de semifinais e final, como já era especulado, e o presidente da Chile Rugby ainda comentou que um duelo anual entre o campeão da SLAR e o campeão da MLR (a liga norte-americana) deverá ocorrer na sequência – algo também anteriormente sugerido.

 

Corinthians e Fluminense na SLAR? Calma lá

Rudloff falou ainda sobre o projeto da liga e sobre os avanços da franquia chilena, considerada uma das mais avançadas até o momento, por ser, na prática, a própria seleção do país. O Brasil terá duas franquias, uma em São Paulo e uma no Sul do país, com Florianópolis sendo citada como a principal opção. O dirigente chileno falou no Fluminense, no entanto a informação não se confirma.

A possibilidade existente de Corinthians e Fluminense serem as franquias brasileiras foi sugerida pelo dirigente chileno no programa (minuto 25 do vídeo abaixo). No entanto, a Agustín Danza, CEO da Confederação Brasileira de Rugby, foi contatado pelo Portal do Rugby e afirmou que não há nada definido ainda e que contatos foram feitos com outros clubes de futebol, não apenas os clubes citados pelo chileno. Nos últimos meses vem sendo ventilado que além de São Paulo a outra cidade que deverá receber uma franquia brasileira seria Florianópolis – e não o Rio de Janeiro.

A SLAR vem buscando parcerias em todos os países com equipes de rugby. Peñarol e Nacional deverão assumir as duas franquias uruguaias e o Olímpia está fortemente vinculado a uma franquia paraguaia para o futuro.

 

Entrevista na íntegra:

2 COMENTÁRIOS

  1. Sistema de rebaixamento no ARC é uma ideia excelente, até pelo fato de proporcionar a países como Colômbia e Paraguai (os mais avançados do challenge) uma oportunidade de enfrentar seleções mais fortes. Sobre o SLAR, espero que o Brasil indique uma franquia de São Paulo e outra do Rio Grande do Sul. Não tenho perspectivas de evolução do rugby com uma franquia em Santa Catarina.

  2. Só fico um pouco com pé atrás com relação a associação a equipes grandes de futebol nesse momento, principalmente quando se trata de clubes que geram tanto amor e ódio em torno de si. Se por um lado podem trazer mais olhos para o esporte, por outro pode afastar muitos outros, dificilmente veremos, por exemplo, um Flamenguista assistir a um jogo do Fluminense, e torcer por ele, em qualquer esporte.