Foto; Divulgação

Nesse sábado, na Austrália, a Seleção Brasileira de Rugby League de brasileiros radicados na Austrália, os Braussies, entrará em campo pela primeira vez na história na modalidade de 13 jogadores. A equipe jogará amistoso no Hillier Oval, em Liverpool, subúrbio de Sydney, contra o Peru, que busca filiação à IRL (federação internacional de Rugby League, da qual o Brasil já faz parte).

O jogo será às 04h00 da manhã pelo horário de Brasília e terá transmissão ao vivo pelo YouTube, com o jogo ficando disponíveis para ser assistido depois.

Os Braussies – do técnico Robert Burgin – têm como destaques:

  •   Matt Gardner, ex Seleção Brasileira de Rugby Sevens e de longa carreira no rugby profissional inglês, com passagens por Castleford, Huddersfield, Salford e Widnes na Super League;
  • Mark “Wacko” Jackson, ex Seleção Brasileira de Rugby XV e Desterro;
  • Lucas “Bagé” Vieira, do Maringá, ex Pé Vermelho e Curitiba;
  • Ravi Araújo, ex Guanabara e com passagem por South Canterbury, seleção provincial da Nova Zelândia (de Union);
  • Hector Hilberto, do Oakey Beas, clube do equivalente à terceira divisão australiana;
  • Dylan Nunes, do time de desenvolvimento do Mounties RLFC, clube do equivalente à segunda divisão australiano;

Estes são os 17 jogadores (dos quais serão escolhidos no dia os 13 titulares e os 4 reservas) da seleção:

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ARAÚJO, Ravi
BARREIRA, Donovan
BRAGA, Steve
CAMPINA, Juan
CLIFTON, Lachlan
DE ARAÚJO, Simon
DE FREITAS DOS SANTOS, Leonardo
GARDNER, Matt
GOMES, Rubens
HILBERTO, Hector
HILBERTO, Heitor
HOWISON, Connor
JACKSON, Mark
LEVY, Ricardo
NUNES, Dylan
REZENDE, Rodrigo
VIÑAS VIEIRA, Lucas

 

O que é o Rugby League?

O Rugby League é uma modalidade do rugby que nasceu em 1895 no Norte da Inglaterra. Na época, o rugby (o Rugby Union) proibia o profissionalismo no mundo todo, mas um grupo de clubes ingleses se opôs à proibição de pagamentos a jogadores e romperam com a federação inglesa, formando uma liga independente. A fim de mudar a dinâmica do jogo e torná-lo mais aberto, a liga passou a promover mudanças nas suas regras, criando uma modalidade distinta, jogada com regras diferentes. O League, no entanto, se difundiu fortemente apenas no Norte da Inglaterra e na Austrália, onde é mais popular que o Union. O esporte ganhou popularidade ainda na Papua Nova Guiné (país da Oceania onde é o League e não o Union quem reina) e, em menor dimensão, na Nova Zelândia e em algumas partes da França.

As entidades que organizam o Rugby League no mundo não têm ligações com as entidades do Rugby Union. A federação internacional do League é a International Rugby League (IRL) – Federação Internacional de Rugby League. No Brasil, a entidade que organiza o League é a CBRL – Confederação Brasileira de Rugby League.

Quais as principais diferenças do League para o Union?

  • O League é jogado por 2 times de 13 jogadores cada, com 4 reservas, sendo que um atleta que foi substituído poderá retornar a campo. A modalidade reduzida principal é o Nines, de 9 jogadores de cada lado;
  • No League, o try vale 4 pontos, a conversão 2, o penal 2 e o drop goal (chamado também de field goal) 1 ponto;
  • Não existem rucks. Quando um atleta sofre o tackle, é seguro e vai ao chão o jogo é parado. O atleta com a bola é liberado, rola a bola com os pés para trás e o jogo é reiniciado. É o chamado “play the ball”;
  • Cada equipe tem direito a realizar 5 vezes o play the ball e, na sexta vez que um atleta é derrubado, a posse da bola troca de equipe. É a chamada “Regra dos 6 tackles”. Com isso, é comum após o 5º tackle a equipe com a posse da bola chutá-la;
  • Se a equipe defensora tocar na bola entre um play the ball e outro a contagem de tackles é zerada. Quando uma equipe com a posse de bola comete um erro de manuseio e a bola troca de posse o primeiro tackle é considerado “tackle zero” e a contagem se inicia apenas após ele;
  • Não há lineouts. A reposição da bola que saiu pela lateral é feita a partir de um scrum. Penais chutados para a lateral são cobrados com free kick;
  • Na prática, os scrums não possuem disputas, pois a equipe que introduz a bola na formação pode introduzi-la diretamente no pé de sua segunda linha. Porém, a equipe sem a bola pode tentar empurrar a formação para roubar a bola (o que é raro de acontecer);
  • Não existe o mark. Com isso, chutes no campo ofensivo são frequentes;
  • Um chute dado atrás da linha de 40 metros do campo de defesa que saia pela lateral após a linha de 20 metros do campo ofensivo é chamado de “40/20” e premia a equipe chutadora com a manutenção da posse da bola e com a contagem de tackles zerada;
  • A numeração dos atletas no League muda. Os números mais altos são para os forwards e os números menos são para a linha. O fullback é o camisa 1 e o pilar o 13, por exemplo;