O Sul-Americano já acontece na próxima sexta e sábado, no mesmo evento que Valentín Martinez. Ou seja, em vez de existirem duas competições distintas, o tradicional torneio uruguaio levará à vaga na Copa do Mundo de Sevens em 2018 e no Hong Kong Sevens, a segunda divisão mundial.

Tudo isso foi informado em outubro, e agora, você confere como a seleção feminina se prepara para o torneio, em entrevista exclusiva com Paulinha Ishibashi, um dos grandes nomes da seleção de 7s, atleta olímpica, jogadora em dois mundiais, 2009 e 2013.

Desde a semana passada, as atletas já estão no camp e, ao final dele, 12 delas serão selecionadas para representar o país. Em relação aos anos anteriores, “estamos bem focadas na parte do rugby. Acredito que o que mudou é que não ficamos somente em análises sobre o adversário mas sim, analisando nós mesmas para extrair o melhor da equipe taticamente, tecnicamente e mentalmente“, é o que afirma Paulinha.

Sobre o aspecto técnico, “vejo muito mais intensidade na execução dos passes em velocidade. Um equilíbrio entre receber e passar com muito mais qualidade nos movimentos“, evidenciando a evolução das Yaras, também unida ao preparo físico proposto pelas academias “a parte da preparação física já foi bem feita durante os últimos dois meses. Com certeza, construir um preparo melhor vai boa ajudar a aumentar o nível técnico“.

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Definitivamente, as atletas estão grande nível de competição para o Sula. Este é um fato tanto pela parte das veteranas como das novatas; estas passam pelo aprimoramento do físico mas também precisam de apoio emocional e psicológico “acredito que tentamos transmitir o máximo de conhecimento e informações possíveis. Às vezes, até informação demais! O que pode criar um pouco de ansiedade e certa pressão nas meninas novas.  Existe a pressão em estar num grupo que vai representar um país e essa pressão sempre vai existir. Não podemos simplesmente esquecer ela porque ela também é responsável em moldar nosso carácter sobre o trabalho duro, a honestidade, a paixão e a coletividade”.

A ansiedade bate à porta, as Yaras estão confiantes no futuro que lhes aguarda em 2018 e 2019, o Sula é a porta de entrada, “Sabemos dos pontos que temos a melhorar mas hoje reconhecemos muito mais o quão boa coletivamente podemos ser quando nos comprometemos a executar as coisas básicas bem feitas. Nem sempre as coisas saem como planejamos mas hoje conseguimos reconhecer as nossas fortalezas e podemos usar elas para mostrar nossa qualidade de jogo“.