A viagem pioneira de uma equipe brasileira ao exterior para um torneio de Rugby League chegou ao fim com aguerrida apresentação no último dia de jogos do 1º Campeonato Latino Americano de Rugby League, em Los Angeles, no Chile, organizado pela Latin Heat, entidade baseada na Austrália que tem por objetivo fomentar a modalidade entre a comunidade latino americana.

Brasil e Colômbia decidiram o 3º lugar, após caírem sexta nas semifinais. O jogo teve o Brasil se colocando na frente e liderando o placar na reta final do jogo por 18 x 16. Mas, um try no fim para os colombianos virou o marcador, 22 x 18, com minutos finais empolgantes. Liniker (pelo segundo jogo seguido), Elias e Mauro marcaram os tries do Brasil XIII, enquanto Lucas “Bagé” chutou as 3 conversões.

Elias, experiente atleta do Curitiba, comentou a experiência. “Foi muito divertido jogar, é outro esporte. Fomos bastante elogiados e foi uma grande oportunidade”. “E ressalvou, “se tivéssemos preparado jogadores específico para o contato teria sido outro jogo”.

Essa foi a primeira vez que foi formado um combinado para representar o Brasil no rugby de 13 jogadores. A modalidade ainda não é jogada com regularidade no pais, mas um grupo de entusiastas encarou o desafio de representar o Brasil na modalidade.

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Na final do torneio, deu Chile sobre a Argentina, 32 x 12.

 

Brasil XIII:

AMORIM FILHO, Mauro

BATISTA, João

CÂNDIDO SILVA, Vinicius

DA FONSECA, Cardoso Elias

DA SILVA, João Pedro

DA VITORIA FERREIRA, Caio

DE ARAUJO, Murillo

DOS SANTOS, Clayson

FERNANDES, Earle

FIAMONCINI JUNIOR, Arestides

FROES CANEIRO, Gilberto

FROES CARNEIRO, Hugo

GRAEF RIBEIRO, Gabriel

PEREIRA DE FARIA, Liniker

ROCHA ARANTES, Alexandre

ROSA SILVA, Carlos

SILVA GARROS, Gabriel

VINAS VIEIRA, Lucas

 

O que é o Rugby League?

O Rugby League é uma modalidade do rugby que nasceu em 1895 no Norte da Inglaterra. Na época, o rugby (o Rugby Union) proibia o profissionalismo no mundo todo, mas um grupo de clubes ingleses se opôs à proibição de pagamentos a jogadores e romperam com a federação inglesa, formando uma liga independente. A fim de mudar a dinâmica do jogo e torná-lo mais aberto, a liga passou a promover mudanças nas suas regras, criando uma modalidade distinta, jogada com regras diferentes e organizada por entidades distintas do Union. O League, no entanto, se difundiu fortemente apenas no Norte da Inglaterra e na Austrália, onde é mais popular que o Union. O esporte ganhou popularidade ainda na Papua Nova Guiné (país da Oceania onde é o League e não o Union que reina) e, em menor dimensão, na Nova Zelândia e em algumas partes da França, onde segue bem abaixo do Union.

Quais as principais diferenças?

  • O League é jogado por 2 times de 13 jogadores cada, com 4 reservas, sendo que um atleta que foi substituído poderá retornar a campo;
  • No League, o try vale 4 pontos, a conversão 2, o penal 2 e o drop goal (chamado também de field goal) 1 ponto;
  • Não é usado sistema de pontos bônus nas tabelas de classificação. A vitória vale 2 pontos, o empate 1 e a derrota 0;
  • Não existem rucks. Quando um atleta sofre o tackle, é seguro e vai ao chão o jogo é parado. O atleta com a bola é liberado, rola a bola com os pés para trás e o jogo é reiniciado. É o chamado “play the ball”;
  • Cada equipe tem direito a realizar 5 vezes o play the ball e, na sexta vez que um atleta é derruba, a posse da bola troca de equipe. É a chamada “Regra dos 6 tackles”. Com isso, é comum após o 5º tackle a equipe com a posse da bola chutá-la;
  • Se a equipe defensora tocar na bola entre um play the ball e outro a contagem de tackles é zerada. Quando uma equipe com a posse de bola comete um erro de manuseio e a bola troca de posse o primeiro tackle é considerado “tackle zero” e a contagem se inicia apenas após ele;
  • Não há lineouts. A reposição da bola que saiu pela lateral é feita a partir de um scrum. Penais chutados para a lateral são cobrados com free kick;
  • Na prática, os scrums não possuem disputas, pois a equipe que introduz a bola na formação pode introduzi-la diretamente no pé de sua segunda linha. Porém, a equipe sem a bola pode tentar empurrar a formação para roubar a bola (o que é raro de acontecer);
  • Não existe o mark. Com isso, chutes no campo ofensivo são frequentes;
  • Um chute dado atrás da linha de 40 metros do campo de defesa que saia pela lateral após a linha de 20 metros do campo ofensivo é chamado de “40/20” e premia a equipe chutadora com a manutenção da posse da bola e com a contagem de tackles zerada;
  • A numeração dos atletas no League muda. Os números mais altos são para os forwards e os números menos são para a linha. O fullback é o camisa 1 e o pilar o 13, por exemplo;