Charrua faz o trabalho de casa, vence o BC e segue na briga na Taça Tupi

Em tarde nublada, o Charrua foi a campo buscando manter-se na briga pela classificação às semifinais da Taça Tupi e encontrou um BC mais forte e mais bem preparado do que na primeira rodada. O Charrua conseguiu seu objetivo da vitória bonificada com 43 x 10 no placar e segue na perseguição ao líder San Diego.

 

Exatamente às 15h e 31min., por conta de um atraso em seu vôo, o árbitro, Mariano Goycoechea, fez soar o apito para iniciar a dura batalha que viria à frente. Por conta de alguns desfalques, o treinador da equipe azul e vermelha teve de movimentar o seu elenco e isso pode ter sido o motivo de a equipe do Charrua ter iniciado a partida um pouco desorganizada, errando em seu jogo de mão e cometendo alguns knock-ons, assim como o BC, que sofreu em campo ao longo da partida, também por conta do cansaço da viagem, mas muito por ter somente dois atletas em seu banco de reservas.

 

Após um início de jogo disputado, duro e muito parelho, a qualidade da equipe gaúcha e a intensidade de seu jogo de contato começou a pesar contra os catarinenses e, aos 13 minutos, após aglomerar a defesa adversária, a linha do Charrua fez a bola chegar até o ponta, Joaca, que apostou corrida com seu marcador e correu para abrir o placar para a equipe da casa. Try convertido pelo segundo centro, Pedro, em dia inspirado. Após acertar suas formações fixas e começar a ter maior posse de bola, dez minutos depois, aos 23’00, em um bom trabalho do seu pack de forwards em um scrum próximo à linha de 5m adversária, o scrum-half, Léo, aproveitou a desatenção dos visitantes, tirou a bola da formação e atacou pelo lado cego, mergulhando para o segundo try dos índios, esse não convertido, levando o placar a 12 a 0. Mal a partida teve seu reinício e, 5 minutos depois, aos 28’00, após uma jogada de infiltração na linha criada pelo abertura, Cata, o ponta, Joaca, recebeu no limite, quebrou a linha de marcação catarinense, evadiu dois adversários e correu meio campo para marcar o seu segundo try no jogo e terceiro dos índios, convertido por Pedro, ampliando o marcador para 19 a 0. Aos 40 minutos o fullback, Barba, abriu o marcador da equipe laranja, acertando um penal de frente aos postes e dando números finais ao primeiro tempo, 19 a 3.

 

Após o intervalo o treinador do Charrua fez três alterações simultâneas, mas pouca coisa mudou e isso não foi nada negativo. A intensidade se manteve a cada tackle, em maior quantidade do lado do BC, que tinha menos a bola em sua posse, porque a equipe da casa era quem conduzia as ações da partida e impunha o seu jogo. Logo após o reinicio da partida, os índios chegaram a mais dois tries, aos 43’00 com o asa Ícaro e aos 48’00 com o Pilar Gudão, ambos de pick and go na linha de 5m catarinense, mostrando a sua força no jogo de base. O segundo desses foi convertido por Pedro, levando a contagem a 31 a 3.

Mesmo dando as cartas na partida, aos 52’00 a equipe da casa foi pressionada em seu campo de defesa e, após uma tentativa mal executada de um chute de alívio, abafado pelo scrum-half do BC, Artur, o Charrua acabou sofrendo o seu primeiro e único try. Artur abafou o chute, recolheu a bola que pingava no chão e apoiou no ingoal, anotando o try de honra da sua equipe, convertido em seguida por Barba, levando o placar à Charrua 31 x 10 BCR.

 

Na partida do primeiro turno, a equipe de Balneário Camboriú havia aberto o marcador nos primeiros lances com um try de maul após um lateral, pegando os porto-alegrenses desprevenidos, mas, dessa vez, voltando às suas origens, quem marcou um lindo try de maul foram os índios, aos 62’00, devolvendo a gentileza com Uary em um maul iniciado, também, a partir de um lateral na linha de 22m, quando os catarinenses já não tinham forças para segurar o ímpeto gaúcho, esse não convertido, elevando o placar para largos 36 a 10. Um minuto depois o BCR tentou reagir através de um penal não convertido por Barba, mas o Charrua respondeu com mais outro try, aos 70’00, com Alemão, convertido por Pedro, fechando a conta e dando números finais a partida com o marcador em 43 a 10.
Junto com o último try, vieram nuvens pesadas de chuva, que trouxeram, consigo raios e trovões, levando o árbitro a encerrar a partida, de forma muito prudente, aos 76’00.
No próximo sábado, dia 29 de agosto, o Charrua viaja a Caxias do Sul para enfrentar o Serra, ao passo que o BCR recebe o San Diego.

 

Placar final: Charrua (19) 43×10 (3) BC Rugby

 

Charrua

Tries: Joaca (2), Leozinho, Ícaro, Gudão, Uary e Alemão.

Conversões: Pedro (4)

 

BC Rugby

Try: Artur

Conversão: Barba

Penal: Barba

 

Escrito por Fellipe Aguilar

Foto: Fotojump

 

Clube Cidade (Estado) Pts J V E D 4+ 7- PP PC
Grupo A
Wallys Louveira (SP) 24 6 5 0 1 4 0 206 69
Rio Branco São Paulo (SP) 24 6 5 0 1 4 0 258 59
Maringá Hawks Maringá (PR) 11 6 2 0 4 3 0 159 251
Pé Vermelho Londrina (PR) 1 6 0 0 6 0 1 50 295
Grupo B
Niterói Niterói (RJ) 30 6 6 0 0 6 0 273 84
Poli São Paulo (SP) 21 6 4 0 2 4 1 194 118
BH Rugby Belo Horizonte (MG) 11 6 2 0 4 3 0 142 203
Guanabara Rio de Janeiro (RJ) 0 6 0 0 6 0 0 47 251
Grupo C
San Diego Porto Alegre (RS) 28 6 6 0 0 4 0 218 47
Serra Caxias do Sul (RS) 17 6 3 0 3 3 2 157 137
Charrua Porto Alegre (RS) 15 6 3 0 3 2 1 170 93
BC Rugby Balneário Camboriú (SC) 0 6 0 0 6 0 0 56 324

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