Niterói vence clássico e mantém vivo o sonho do Super 8

No último sábado, Niterói e Rio Branco se encontraram depois de um ano. Em campo, 10 títulos brasileiros numa situação inédita: a busca de uma vaga na final da Taça Tupi, e o sonho e voltar a elite nacional! Um jogo tenso e emocionante, onde os rubro-negros conseguiram manter o equilíbrio para conquistar a vitória por 30 x 12, ratificando sua campanha irrepreensível até agora.
 
A partida começou agitada, afinal só a vitória interessava a ambos. Muito equilíbrio nos primeiros minutos, mas os donos da casa conseguiam articular melhor seus ataques. E levam apenas dez minutos para abrir o placar. Numa saída rápida do scrum, a bola chega para o ponta Geudsy, que corre 30m e marca tranquilo, com fácil conversão de Grael.
 
O try não desanimou os paulistas, que acertaram a sua defesa, mostrando muita vontade, mas foi o Niterói quem teve mais uma chance de marcar, sem conseguir superar a parede dos Pelicanos.A moral cresce, e o Rio Branco põe seu pack para jogar. Num maul excelente avançam 10m, e partem para o jogo de base. Com a bola na mão, o Rio Branco empatou a partida depois de scrum nos 5m, em uma bola rápida para o scrumhalf Will driblar e marcar o try, seguido de conversão de Joe.
 
O equilíbrio do jogo dura pouco. Em mais um lance ríspido da defesa paulista, o centro Ferreirinha recebe cartão amarelo após um pilão em Estrela, e com espaço pra jogar, a linha niteroiense tratou de chamar a responsabilidade e em bela jogada na esquerda, o próprio Estrela marca na bandeira. Os rubro-negros passaram a dominar totalmente o jogo e a ansiedade atrapalhava todas as investidas do Rio Banco. O experiente David Grael se atrapalha na recepção de um passe simples e quase perde a bola, mas se recupera e avança pelo meio, deixando Geudsy com uma avenida, mas o fullback Guga salva com um grande tackle.
 
Mas o dia realmente não era dos Pelicanos. Quando conseguem organizar um ataque, batem cabeça na defesa niteroiense, e num erro dos visitantes, Maurinho rouba no meio e faz fila, deixando Geudsy livre para marcar o seu segundo try do dia. levando uma vantagem valiosa para a segunda etapa.
 
Começa o segundo tempo o Niterói não tira o pé do acelerador e marca logo no início. Na base da força de Franco e Montanha, aproveitam o adversário ainda atordoado pelos primeiros 40 minutos e entregam a bola nas mãos de Maurinho, que anota o seu try. Os Pelicanos não conseguem se organizar, e o time da casa aproveita pra jogar nos erros. Em um penal de frente para os paus, Grael aproveita para ampliar e deixar toda a pressão do lado adversário.
 
A situação do Rio Branco se tornaria quase irreversível aos doze minutos, durante um bom momento da equipe, quando esta empurrava seu maul na linha de 5m, mas a arbitragem vê uma agressão do pilar Pedro Silva, que acaba expulso, complicando ainda mais a equipe. Ainda assim o Rio Branco diminuiu com Ferreirinha, finalizando jogada de Will.
 
A vontade dos paulistas, que não era pouca, aumenta. Jogam com muita garra, mas se atrapalham com a bola na mão e dão sinais de exaustão. As substituições dos dois lados não surtem muito efeito e os vinte minutos finais seguiram tensos, com muita troca de posse de bola mas sem movimentar o placar.
 
Nas poucas oportunidades, a equipe niteroiense se atrapalha e comete penais bobos, o que levam a amarelar o ponta Luna (que havia acabado de entrar) e no final do jogo, o pilar Montanha por penal reiterado. O Rio Branco já havia deixado tudo dentro de campo, e não tinha mais como reagir, mesmo co ma superioridade numérica, não havia tempo para anotar os pontos necessários, finalizando assim uma bela vitória para o time da casa, que agora enfrenta o San Diego na grande final.
 
 
Placar final: Niterói (22) 30 X 12 (07) Rio Branco
 
 
Niterói
Tries: Geudsy (2), Estrela, Maurínho
Conversões: Grael (2)
penais: Grael (2)
Cartão Amarelo: Luna, Montanha
 
Rio Branco
Tries: Will, Ferreirinha
Conversão: Jo
Cartão amarelo: Ferreirinha
 
 
Foto: Bruno Lorenzo/FOTOJUMP
 
 
Escrito por: Thiago Moura

Comentários