Rugby XV feminino no Brasil: uma iniciativa que deu certo

Uma grande expectativa para as equipes femininas tem se tornado realidade: passo a passo, os clubes se motivam para incentivar o Rugby XV. No último sábado (2), Wallys, Tsunami/USP/Jabaquara e Rio Líbero (uma junção do Rio Branco com a Cásper Líbero) mostraram, no Campo do Listradão, em Jundiaí, que o XV crescerá, também, entre as equipes femininas.

 

O convite inicial havia sido dos times realizarem amistosos de 7s. No entanto, com a intenção de estimular o XV feminino, a treinadora da Cásper Líbero e Tsunami/Jabaquara, Adriana Alves, ofereceu a ideia de um triangular experimental: dois tempos de 15 minutos com 15 jogadoras em cada time.

 

Todas as equipes acataram a sugestão e, durante uma semana, os treinos foram voltados para posicionamento e características próprias do XV. Na USP, 40 jogadoras chegaram a frequentar os dias de treino e, o resultado do sábado, não poderia ter sido diferente: muita união e presença de coletividade.

 

O primeiro jogo foi entre Tsunami/USP/Jabaquara e Wallys, com vitória do time de Louveira por 10 x 0. No entanto, o combinado uspiano-santista demonstrou enorme habilidade para limpezas de ruck, no scrum forte e na organização entre forwards e linha e, também, numa grande saída em maul com bola garantida quando os times desceram do line. O Wallys, com grandes tackles e uma defesa bem formada impediu que as universitárias fizessem try, apesar da posse de bola se manter entre elas.

 

Mais tarde, em diferença de 3 tries e conversões, o Rio Líbero venceu o time de Louveira e Jundiaí, com a posse de bola na maior parte do tempo, a velocidade da linha e a potência do scrum formado por grandes atletas deixou que o jogo fosse mais fechado e realizado em boas fases, surpreendente para um primeiro jogo de XV.

 

O último confronto foi entre duas equipes que se conhecem bem: Rio Líbero e Tsunami/Jabaquara e, numa diferença de quatro tries – inclusive um saindo de um maul – a junção de universitárias e pelicanas acabou por vencer a partida. Porém, a diferença na técnica praticamente não existiu.

 

Wallys, Rio Branco, Cásper Líbero e Tsunami/Jabaquara estão motivados para seguir incentivando o XV feminino. O próximo passo é criar um torneio da modalidade só para mulheres e, nas palavras da treinadora, Adriana: “O 7s ficou pequeno para a quantidade de jogadora que temos,  o XV é democrático e coletivo”.

 

Resultados:
Tsunami/USP/Jabaquara 00 x 12 Wallys
Rio Líbero 15
x 00 Wallys
Tsunami 00 x 20 Rio Líbero

 

 

Foto: Marina/Wallys

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