São José se impõe no Rio sobre o Niterói e assume a vice liderança

Na partida de inauguração do campo de rugby da UFRJ, que foi utilizado única e exclusivamente para treinamentos das seleções masculina e feminina no período das Olimpíadas (e fruto de uma força-tarefa entre Federação Fluminense de Rugby e o projeto social Get Into Rugby), o Niterói recebeu a equipe do São José. Desta vez, contudo, o panorama foi diferente da partida de estreia, quando os rubronegros quase venceram em “Sanja”, e o resultado não foi favorável aos donos da casa, que já vêm carregando revés atrás de revés na competição nacional e se encontram atualmente na última posição, ao contrário dos joseenses, que estão subindo e já alcançaram o segundo lugar geral. 48 x 17 para o time do interior paulista, agora vice líder da competição, depois da derrota do Curitiba diante do Farrapos.

 

O jogo começou com o Niterói ditando o ritmo de jogo, com muitas investidas dos centros Erick e Robledo oriundas do jogo de mão do veterano Daniel Gregg. Mas quem abriu o placar foi o camisa 15 joseense, Grilo, em um penal bobo cometido pelo Niterói. A reposta imediata veio de Robledo, após uma boa trama com seus companheiros de linha Gregg e Erick, convertido por Erick, o maior pontuador da equipe no Super8 2016. Contudo, logo o Niterói foi perdendo força no breakdown e jogo aberto problemático na flutuação da linha favoreceu o São José, que cravou logo seu try com Carlão na ponta, que Grilo errou.

 

Após a pausa para água, o Niterói pressionou e conseguiu um penal no meio, facilmente convertido por Erick. Em resposta, uma ducha de água fria (que deveria vir como algo bom no calor do Rio de Janeiro, mas não neste caso): dois tries idênticos de Moisés, furando a defesa e anotando entre os paus, com conversões idênticas de Grilo e fim do primeiro tempo: Niterói 10-22 São José.

 

O segundo tempo durou dez minutos para os niteroienses que, em um desentendimento na ponta, falharam na flutuação e viram Felipe Sancery livre para pontuar, sem êxito na conversão. Logo uma avalanche chamada Carlão atropelou para um try na saída de ruck sem defesa, praticamente, com conversão novamente de Grilo. Mais dez minutos, mais uma quebra de linha de vantagem e lá estava Carlão para anotar seu hat-trick na partida em uma posição muito boa para o nosso querido Grilo se consagrar após perder três penais. A resposta a esta avalanche veio de um maul rubro-negro na saída da bola onde, na saída da jogada, o segunda linha GH furou a defesa e anotou em baixo dos postes após bela jogada de André Villaça. Convertido facilmente por Erick e dando números finais à partida.

 

O Niterói jogará sua vida na próxima rodada em São Paulo contra o Band Saracens, enquanto o São José buscará se consolidar no segundo posto e recebe o perigoso Farrapos.

 

Placar final: Niterói 17 (10) x 48 (22) São José

 

Niterói

 

Tries: Robledo e GH

Conversões: Erick (2)

Penais: Erick (1)

 

São José

Tries: Carlão (3), Moisés (2), Felipe Sancery e Caio

 Conversões: Grilo (4), Moisés (1) 

Penais: Grilo (1)

 

Árbitro: Victor Barbosa

Assistentes: Marcel Santos e Edgard Freitas; 4º Árbitro: Ramon Diego

 

Clube Cidade (UF) P J V E D 4+ -7 PP PC SP
Desterro Florianópolis (SC) 62 14 13 0 1 10 0 437 198 239
Curitiba Curitiba (PR) 49 14 10 0 4 7 2 374 246 128
São José São José dos Campos (SP) 48 14 10 0 4 7 1 412 288 124
Farrapos Bento Gonçalves (RS) 33 14 6 0 8 4 5 329 287 42
Pasteur São Paulo (SP) 29 14 5 0 9 2 7 210 227 -17
SPAC São Paulo (SP) 23 14 5 0 9 2 1 230 437 -207
Niterói Niterói (RJ) 22 14 4 0 10 3 3 279 451 -172
Band Saracens São Paulo (SP) 21 14 3 0 11 3 6 300 437 -137

Vitória = 4 pontos;
Empate = 2 pontos;
Derrota = 0 pontos;
Fazer 4 ou mais tries = 1 pontos extra;
Derrota por 7 ou menos pontos de diferença = 1 ponto extra;

– Dois primeiros colocados = classificação à final

 

Escrito por: Vinícius Guedes

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