SPAC mantém escrita em casa e vence Farrapos

O campo do SPAC recebeu dois grandes duelos nesse fim de semana. Abrindo o sábado de Rugby, o Keep Walking organizou um amistoso com a seleção de 1993, um jogo da velha guarda que mostrou que ainda tem muita lenha para queimar. Xavier Vouga, que ainda viria a aitar a partida seguinte, jogou o primeiro tempo com direito a try.

 

 

Mas a expectativa maior era pelo duelo do Super 8. De um lado, o SPAC, único invicto em seus domínios, e do outro, o Farrapos, com a maior série de vitórias seguidas nas últimas rodadas. Em um jogo com dois tempos completamente distintos, o bom trabalho dos donos da casa foi determinante para sacramentar a vitória e colocar os britânicos na vice-liderança da competição, beneficiado pela derrota do São José diante do Band.

 

 

Veja as fotos da partida, por Daniel Venturole

 

 

A partida começou muito agitada, os dois lados movimentando bem a bola e buscando espaços para atacar. O Farrapos abriu o placar com um penal de Javi da intermediária. Foi um dos poucos momentos em que os gaúchos visitaram o campo de ataque na etapa inicial, pois o SPAC realizou um primeiro tempo perfeito, e o setor defensivo dos visitantes deixou a desejar, cometendo muitos penais na base, que foram aproveitados pela equipe alviceleste. Lucas “Zé” Tranquez conseguiu o primeiro bom momento da equipe, abrindo caminho na defesa adversária sendo parado somente a 5m do ingoal adversário, e depois de dois penais cedidos pelo adversário, Michael Anderson apoiou no ingoal, na base da força.

 

 

Logo depois, o SPAC chegou novamente, e com estilo, saindo jogando de mãos a partir dos 5m do seu campo de defesa, em uma arrancada sensacional de Martin, contando com apoio de Zé, Michael e Boy que finalizou a jogada na ponta esquerda, para abrir 11 pontos de vantagem. Não demorou nem 5 minutos, e a defesa gaúcha ruía, com mais um try da linha do SPAC, em uma jogada que começou com Nick recebendo bem um chute e acionando seus backs, que mais uma vez costurando pelos espaços dados pelo adversário com Matias e acionou João “Torosso” Neto, que apoiou para uma fácil conversão do argentino e treinador da equipe britânica.

 

 

O ritmo imposto pelos donos da casa era muito forte, mostrando muita agilidade que deixou o adversário completamente sem ação. Os poucos momentos que o Farrapos visitou o campo de ataque foi rapidamente neutralizado e não levou mais perigo. Martin completou a blitz do SPAC no primeiro tempo, garantindo ao menos um ponto extra para os anfitriões.

 

 

O treinador do Farrapos foi à loucura com tamanha ineficiência nos tackles de sua equipe, e a bronca foi geral no intervalo. E parece que seus comandados escutaram pois o Farrapos entrou com outra atitude no segundo tempo. Em um grande avanço de Lucas Chairadia pelo centro da defesa adversária, armou terreno para a sequência do ataque terminar com Coghetto na ponta aos cinco minutos. A equipe parecia muito mais motivada, conseguia boas infiltrações e manter a posse de bola e mostrou que estava vivo na partida. Em um chute despretensioso no fundo, que poderia dar um bom contra ataque para o SPAC, saiu o segundo try gaúcho. Mesmo com quatro homens trabalhando a bola, o Farrapos conseguiu roubar a bola no ruck e acionou Gobatto que voou até o ingoal adversário para garantir mais sete pontos.

 

 

O desgaste físico pesou mais do lado do SPAC, que perdeu muitas peças valiosas desde o fim do primeiro tempo, com as saídas de Luiz Ricca, Michael, Nick e Boy, e timea da casa demorou para se reorganizar. A essa altura, os gaúchos vinham melhores na partida, mais próximos de encostar no marcador do que o SPAC abrir vantagem, com boas roubadas no line que lhe garantiram bons ataques.

 

 

Mas mais uma vez um lance despretensioso resultou em try, dessa vez para os donos da casa. Arthur Bergo conseguiu boa corrida pelo centro, e marcado, aplicou um drible da vaca no marcador antes de acionar o veterano Fernando, que mesmo no alto de seus 43 anos, estava no apoio para aproveitar a sobra e pontuar. Esse lance matou a reação do Farrapos, que seguiu brigando, mas sem a mesma intensidade, com suas baixas também não mantendo o time no mesmo ritmo.

 

 

Nos minutos finais, em mais um ataque do Farrapos, é conseguiu frustrar a tentativa de um chapéu sobre si, e correu dos 22m do seu campo de defesa até o ingoal, escapando bem da marcação do último homem dos visitantes, selando a quinta vitória do SPAC em seus domínios, para delírio da torcida presente cada vez em maior número no SPAC.

 

 

No feriado, o SPAC encara o Band Saracens, em jogo do primeiro turno que havia sido adiado devido às condições climáticas. Muita coisa em jogo. O SPAC pode chegar à liderança da competição, enquanto o Band pode entrar no G4 e entrar de vez na briga pelo título. O Farrapos não joga, e acera os ponteiros para receber o São José em casa.

 

 
No terceiro tempo, a costela de chão fez os gaúchos se sentirem em casa, e a emoção tomou conta mais uma vez de todos após o discurso do veterano Fábio Galdieri, que após homenagear os melhores em campo, deu a vez para o presidente do Farrapos Tito Flores, que relembrou a luta de Lucas Mariuzza e recebeu dos presentes quase R$6mil reais para ajudar a família a custear o tratamento do jogador.

O Portal do Rugby elegeu Lucas Tranquez como melhor jogador da partida

 

Placar final: SPAC (28) 42 X 17 (03) Farrapos

 

SPAC
Tries: Michael, Boy, Torosso, Martin, Fernando e Zé
Conversões: Matias (6)

 

Farrapos:
Tries: Guilherme Coghetto e Jonathan Gobatto
Conversões: Javi Cardoso (2)
Penal: Javi Cardoso

 

 

Equipe Cidade (Estado) P J V E D 4+ -7 PP PC SP
São José São José dos Campos (SP) 48 14 10 0 4 4 4 310 227 83
Band Saracens São Paulo (SP) 47 14 10 0 4 3 4 311 199 112
Curitiba Curitiba (PR) 42 14 9 0 5 3 3 341 214 127
SPAC São Paulo (SP) 40 14 8 0 6 5 3 322 213 109
Pasteur São Paulo (SP) 31 14 6 0 8 3 4 232 267 -35
Desterro Florianópolis (SC) 30 14 6 0 8 3 3 284 274 10
Farrapos Bento Gonçalves (RS) 22 14 5 0 9 1 1 236 356 -120
Jacareí Jacareí (SP) 12 14 2 0 12 2 2 207 493 -286

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