Taça Tupi chega à segunda fase

Nesse fim de semana, começa a segunda fase da Taça Tupi, depois de uma fase de classificação que contou com dezoito jogos e classificou nove equipes para se juntar aos times já garantidos anteriormente – Rio Branco, BC Rugby e Londrina. E o nível da disputa promete ser duríssimo, pois teremos apenas quatro vagas em aberto. Passam às semifinais o vencedor de cada grupo e o melhor segundo colocado, em jogos de ida e volta dentro de cada grupo.

 

 

Veja a tabela completa de jogos

 

 

 

 

 
Grupo 1 – Rio Branco (SP), Wallys (SP), Maringá (PR) e Londrina (PR)
O duelo São Paulo X Paraná pende para o lado de cima do Rio Ribeira de Iguape, que separa os estados. O tetra-campeão brasileiro Rio Branco, recém-rebaixado juntamente com o Niterói, foi o primeiro classificado, tendo ganho sua vaga por conta da desistência de outros participantes. Há mais de um mês sem jogar, teve tempo suficiente para ajustar os erros encontrados ao longo do Paulista, mas por outro lado, a falta de ritmo pode complicar ao menos na partida inicial, contra o Londrina, que foi apenas o quarto colocado no estadual desse ano e outra equipe que se classificou automaticamente para a segunda fase, após desistência do seu adversário às vésperas da competição.

 

O Maringá mostrou bom conjunto e força em momentos importantes, como a vitória em cima do Charrua e do Brummers na casa dos adversários, mas a instabilidade da campanha foi notória. Mesmo vencendo adversários superiores, caiu diante de equipes mal colocadas na competição e prejudicou seu sucesso na Taça Tupi de 2014. Já o Wallys, estreante na competição, mas já familiarizado com jogos de alto nível. A equipe disputou a primeira divisão paulista em 2014, e mesmo rebaixada, mostrou qualidade que pode levar a equipe longe nesse ano.

 

Há uma boa possibilidade do melhor segundo colocado sair do grupo. O Rio Branco é o favorito, Maringá e Wallys devem brigar pela segunda vaga, com Londrina correndo por fora, mas não descartado da disputa. A primeira rodada vai permitir verificar o nível das equipes com mais precisão.

 

 

Grupo 2 – Niterói (RJ), Guanabara (RJ), Poli (SP) e BH Rugby (MG)
Talvez o grupo mais duro da segunda fase, é encabeçado pelo Niterói, hexa-campeão nacional e que saiu fortalecido do mata-mata, fazendo o jogo de melhor nível técnico, contra o Tornados e eliminando os paulistas da sequência da competição. Possui um grupo muito experiente, mas com uma média de idade mais alta que as demais equipes, e a dependência de nomes como Estrela, Gregg e Grael pode ser um problema, mas ao mesmo tempo, são jogadores que desequilibram a partida.

 

Poli e Guanabara se enfrentaram ano passado em dois duelos muito equilibrados, com os fluminenses saindo por cima, mas no final, os paulistanos terminaram na frente. Ambos tiveram vida fácil na primeira fase, com o Guanabara se garantindo sem nem ao menos entrar em campo, fruto de um WO do Lechuza. A Poli passou pelo Uberlândia sem grandes percalços, mas mostrou defeitos que não podem se repetir contra um lado mais experiente e que saberá explorar as suas falhas.

 

Os alvinegros vem de uma campanha fraca na edição do ano passado, mas arrancou uma vitória em cima do Guanabara em casa. Na fase de classificação também passou fácil pelo seu rival, o Montes Claros. Um denominador comum à Poli é o confronto contra o Uberlândia. Na campanha do hexa mineiro, o BH sofreu para vencer o primeiro jogo da final, mas não deu chances ao adversário no jogo de volta, um desempenho semelhante à Poli.

 

Em um grupo com três equipes duras, conseguir pontos de bonificação pode ser difícil, e prejudicar sua classificação para as semis. O Niterói é favorito para o primeiro posto, mas Poli e Guanabara não estão muito atrás. O BH tem a sua força, mas pode não estar à altura da disputa.

 

 

Grupo 3 – Charrua (RS), Serra (RS), San Diego (RS) e BC Rugby (SC)

Um mini campeonato gaúcho! Esse é o grupo C da Taça Tupi, com o BC Rugby, clube de Balneário Camboriu de intruso. O Charrua, clube mais antigo do Rio Grande do Sul já chegou perto da elite em 2010, ao chegar às semifinais da Copa do Brasil e cair diante do então ascendente e desconhecido Farrapos. A equipe terminou na quarta colocação naquele ano, perdendo para o BH Rugby, que herdou a vaga da Federal, que encerrou suas atividades às vésperas de estrear no Super 8.

 

 

Nesse ano a história é outra. O clube da capital está voltando a viver tempos áureos, chegando ao vice-campeonato do estadual desse ano e mantendo um bom nível na reta final, enquanto o Serra, sensação do ano passado, vem decaindo lentamente. Depois de quase superar o Farrapos no ano passado, a equipe teve dificuldades contra equipes mais fracas, e se classificou com a menor margem de pontos para essa fase, passando pelo Centauros, penúltimo colocado no estadual.

 

 

O San Diego por sua vez passou sem dificuldades pelo Joaca e terá pela frente duelos mais duros, mas dos quais se saiu relativamente bem no estadual contra seus conterrâneos, sempre com jogos muito equilibrados, e pode virar o jogo na competição que é o grande objetivo de todos. O BC Rugby por sua vez, vai precisar mostrar muito serviço para tentar seguir na competição, tendo terminado apenas na terceira colocação no Catarinense desse ano e também beneficiado pela classificação automática, faz seu primeiro jogo em mais de um mês.

Um grupo que promete equilíbrio entre adversários que se conhecem muito bem. O Charrua tem leve favoritismo, com Serra e San Diego próximos e o BC como azarão para a classificação.

 

 

Foto: Tarlis Schneider/Fotojump

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