Nesse fim de semana, dias 5 e 6 de agosto, será de largada para o Super Sevens, o Campeonato Brasileiro Feminino de Sevens, que conta com 6 torneios entre agosto e novembro.

O Super Sevens terá como equipes fixas: São José (SP), SPAC (SP), Band Saracens (SP), Leoas de Paraisópolis (SP), Niterói (RJ), Curitiba (PR), Desterro (SC) e Delta (PI). Cada torneio ainda contará com 4 ou 8 times convidados.

Em cada etapa as equipes somam pontas na classificação geral de acordo com suas colocações e ao final das seis etapas conheceremos a grande campeãs nacional. Na ordem, a campeã de cada etapa somará 25 pontos, o segundo colocado 21, o terceiro 18, o quarto 15, o quinto 12, o sexto 10, o sétimo 8, o oitavo 6, o nono 4, o décimo 3, o décimo primeiro 2 e o décimo segundo 1 ponto.

Quem vai ficar com a taça? Vamos passar a limpo os concorrentes.

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Equipes fixas

Band Saracens

Cidade (Estado): São Paulo (SP)

2016: 6º colocado

Qualificatório 2017: Campeão

2017 (opinativo): O Band Saracens vem em uma crescente em relação à performance que apresentou em 2016. Em cada uma das etapas do Circuito Paulista Feminino de 7s, um novo degrau alcançado, culminando com o triunfo de campeãs numa semifinal acirrada contra o São José e em uma grande vitória sobre o SPAC na Final pelo ouro. O estilo de jogo encaixou com mais velocidade que antes e o misto de veteranas e ascendentes do M19 têm surtido efeito.

 

Curitiba

Cidade (Estado): Curitiba (PR)

2016: Campeão

2017 (opinativo): Um time jovem e veloz que chega com a experiência na ponta, Haline. Em 2016, não à toa, a performance foi impecável, com habilidades muito bem distribuídas em todo o elenco. As Touritas são o time a ser batido após duas temporada seguidas como as melhores do país. O trunfo maior das curitibanas está na constância do time que, inclusive, foi campeão em 2016 com um título apenas em quatro etapas, mas sempre povoando as semifinais de todas os torneios. Trabalho sólido e consistente no Paraná, no topo da lista de favoritas.

 

Delta

Cidade (Estado): Teresina (PI)

2016: 5º colocado

Qualificatório 2017: 4 º colocado

2017 (opinativo): Na temporada passada, definitivamente, o Delta brilhou. Embora a classificação não tenha vindo entre as etapas, aconteceu no Qualificatório, mostrando que o rugby do Nordeste tem qualidade inequívoca para estar em evidência na cena nacional. Conquista merecida. Se depender da persistência para se manterem entre as 8 melhores equipes do país, as piauenses já estão em vantagem, afinal, o histórico de longos dias de viagens até as cidades-sedes das etapas está no DNA de um time que é pura paixão e doação. A equipe é experiente e entrosada, mas sofreu um baque de última hora, com o treinador Carlos Marvel tendo se afastando do rugby por problemas de saúde. Em 2017, o time jogará muito por Marvel para deixar dar forças ao treinador em sua batalha pessoal.

 

Desterro

Cidade (Estado): Florianópolis (SC)

2016: 7º colocado

Qualificatório 2017: 3º colocado

2017 (opinativo): O Desterro é o maior campeão da história do Super Sevens, mas sofreu uma queda sensível na temporada passada, terminando com sua pior colocação e vem em uma geração de transição. O Desterro mostrou força na Liga Sul deste ano sendo competitivo contra o campeão nacional Curitiba e poderá mostrar mais a nível nacional. Retornos de atletas experientes são esperados para reforçarem o vitorioso clube catarinense. Vanessa Chagas, comenta o momento do clube: “Acredito que estaremos numa crescente, ao longo da temporada retornam algumas lesionadas como Tata e Amanda Bonetti, e as nossas jogadoras mais inexperientes vão crescer na competição”.

 

Leoas de Paraisópolis

Cidade (Estado): São Paulo (SP)

2016: 13º colocado

Qualificatório 2017: Vice campeão

2017 (opinativo): Não há dúvidas, as Leoas conquistaram a torcida na temporada 2016. Participando apenas de duas etapas e estreantes na categoria adulta, a classificação aconteceu em Florianópolis, em uma final eletrizante contra o Band Saracens – que, aliás tem se tornado um dérbi. Neste ano, com todas as etapas ao alcance e com elenco ainda muito jovem, mas mais experiente e presente na seleção brasileira feminina, as Leoas podem ser a pedra no sapato com seu estilo de jogo comunicativo e determinado. No Paulista desse ano, deram uma mostra do que vem pela frente se firmando como a quarta força do estado, atrás de São José, Band Saracens e SPAC. Para o Super Sevens, é possível que elas Leoas recebam reforços das Yaras (Luiza e Raquel, vindas do Charrua) e as chances podem subir e muito a favor do time da Paraisópolis. Olho nelas!

 

Niterói

Cidade (Estado): Niterói (RJ)

2016: Vice campeão

2017 (opinativo): Trata-se de uma equipe experiente e de elenco que não se desfaz há tempos. Baby, Claudinha Teles e Izzy foram peças fundamentais na temporada 2016. Campeãs na segunda e quarta etapas, as meninas do Nikity estão sempre entre as favoritas aos títulos nacionais. Porém, quando desfalcadas de suas atletas de maior projeção, as fluminenses oscilam, como vem sendo visto nos torneios nacionais que conflitam com atividades das Yaras e nos torneios estaduais. Ainda falta um passo adiante para o Niterói ter a solidez necessária para levantar a taça nacional de novo e elas sabem qual o caminho para 2017.

 

São José

Cidade (Estado): São José dos Campos (SP)

2016: 3º colocado

2017 (opinativo): Uma equipe promissora, campeã e vice de etapas mas que também já conheceu momentos na base da tabela. Na terceira fase da competição, no último ano, terminaram em 7º – o que, com certeza, conta para as adversárias que podem colocar a fortaleza joseense à prova! As “Minas do Sanja” estão entre as grandes favoritas ao título nacional e é justamente uma conquista do Super Sevens que falta ao currículo desse que é um dos clubes mais vitoriosos do país em todas as categorias. O São José é uma fábrica de grandes atletas e já deu seu passo adiante no feminino em âmbito estadual. Resta o nacional e a hora pode ser agora. Olho nelas!

 

SPAC

Cidade (Estado): São Paulo (SP)

2016: 4º colocado

2017 (opinativo): Entre as 4 primeiras colocadas, é a equipe que manteve o equilíbrio e não avançou à nenhuma corrida pelo ouro no último ano. No Circuito Paulista de 2017, o SPAC chegou a duas das finais porém sem vitórias. Para o Super Sevens, as paulistanas chegam preparadas e determinadas a corrigirem os pontos falhos e também conta com o retorno de atletas importantes da seleção feminina, Maíra e Paulinha, permanecendo com a experiência da capitã, Binha e a crescente de atletas jovens que têm aderido ao clube. O SPAC foi a força dominante do rugby nacional feminino por muito tempo, tem camisa e atletas de alto nível para voltar a brigar pelo topo. Mas a concorrência está forte e as azuis sabem disso.

 

1ª Etapa – 5 e 6 de agosto – São Paulo (SP)

Grupo A: Curitiba (PR), Delta (PI), Melina (MT) e Convidada a definir;

Grupo B: Niterói (RJ), Desterro (SC), USP (SP) e Pasteur (SP);

Grupo C: São José (SP), Leoas de Paraisópolis (SP), Rio Rugby (RJ) e BH Rugby (MG);

Grupo D: SPAC (SP), Band Saracens (SP), Vitória (ES) e Guanabara (RJ);

 

Restante do calendário

2ª Etapa – 26 e 27 de agosto – Curitiba (PR)

3ª Etapa – 16 e 17 de setembro – Rio de Janeiro ou Niterói (RJ)

4ª Etapa – 7 e 8 de outubro – Florianópolis (SC)

5ª Etapa – 28 e 29 de outubro – São Paulo (SP)

6ª Etapa – 18 e 19 de novembro – São José dos Campos (SP)

Classificatório para 2018 – 9 e 10 de dezembro – São Paulo (SP)

 

Ano Campeão Cidade (Estado)Competição
2008/09NiteróiNiterói (RJ)Campeonato Brasileiro
2009/10SPACSão Paulo (SP)Campeonato Brasileiro
2010/11SPACSão Paulo (SP)Campeonato Brasileiro
2011SPACSão Paulo (SP)Campeonato Brasileiro
2012SPACSão Paulo (SP)Super Sevens
2012/13DesterroFlorianópolis (SC)Brasil Sevens
2013DesterroFlorianópolis (SC)Super Sevens
2013DesterroFlorianópolis (SC)Brasil Sevens
2014DesterroFlorianópolis (SC)Super Sevens
2014CharruaPorto Alegre (RS)Brasil Sevens
2015CuritibaCuritiba (PR)Super Sevens
2016CuritibaCuritiba (PR)Super Sevens