Foto: Laís Zampiere

ARTIGO COM VIDEO – Jogo bom. Mas com público de apenas 417 pessoas no Estádio José Liberatti, em Osasco. Brasil e Espanha entraram em campo pelo segundo confronto entre Tupis e Leões na história e a Espanha prevaleceu no sufoco, 22 x 16, em partida que sempre teve os espanhóis na liderança do placar, mas com o Brasil reagindo no fim e flertando com a virada.

A Espanha começou forte o jogo e o primeiro try saiu rápido, com David Mélé chutando rasteiro nas costas da defesa para o ponta Julen Goia cravar no in-goal. O Brasil sentiu o golpe e viu a Espanha imprimir forte ritmo e arrancar dois penais para Mélé converter um, 10 x 00 em questão de 10 minutos.

O Brasil só foi mexer no marcador aos 14′, com Josh chutando penal certeiro. Os Tupis ganharam volume de jogo e exerceram pressão sobre os Leões, arrancando penal e apostando na lateral. Sem sucesso na primeira tentativa, o Brasil apostou em Josh, que reduziu a distância a 10 x 06. Mas a Espanha reverteu a situação com um maul que resultou em amarelo para Abud. Logo na sequência, os espanhóis saíram em velocidade pelo lado cego do scrum com Jordi Jorba cravando o try.

Apesar de ter 14 em campo, o Brasil conseguiu segurar o jogo e a Espanha não capitalizou mais. Aos 33′, a linha brasileira encaixou seu jogo, com Sancery se infiltrando e De Wet foi tacleado perto do in-goal. E aos 35′ a Espanha falou em recepção de chute e Daniel Sancery não perdoou, cravando o try brasileiro. Novamente, no entanto, o XV del León respondeu rápido, com jogada pela ponta, que teve o scrum-half Bonilla disparando para o try. 22 x 13 no intervalo.

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O segundo tempo começou com pressão brasileira, com os Tupis mostrando superioridade no scrum. Buda levou o primeiro perigo rompendo a defesa espanhola até o Brasil ganhar um scrum. A pressão veio, os penais na formação se seguiram, mas o Brasil não achou o espaço para concluir sua jogada, mesmo quando a Espanha foi reduzida a 14 com amarelo para Blanco. Novamente, aos Tupis faltou desenvolverem o jogo quando da posse da bola, enquanto os Leões resistiram às investidas brasileiras.

Em um de seus poucos ataques, o XV del León arrancou penal em momento decisivo, mas desperdiçou. E Josh deu o troco na sequência, guardando 3 pontos preciosos (de longa distância), que incendiaram o duelo. Mas o tempo era pouco e o Brasil não arrancou o try da vitória na sequência final de ataque, faltando argumentos ofensivos aos Tupis. 22 x 16, números finais.

A Espanha viaja agora ao Chile e o Brasil receberá a Romênia em Jundiaí.


16versus copiar22

Brasil 16 x 22 Espanha, em Osasco

Árbitro: Juan Pablo Federico (Argentina)

Brasil

Try: Sancery

Conversão: Josh (1)

Penais: Josh (3)

15 Daniel Sancery (c), 14 Lucas “Zé” Tranquez, 13 Lorenzo Massari, 12 De Wet Van Niekerk, 11 Daniel “Maranhão” Lima, 10 Josh Reeves, 9 Lucas “Tanque” Duque, 8 André “Buda” Arruda, 7 Arthur Bergo, 6 Cléber “Gelado” Dias, 5 Luiz “Monstro” Vieira, 4 Matteo Dell’Acqua, 3 Jardel Vettorato, 2 Wilton Murilo “Nelson” Rebolo, 1 Lucas Abud;

Suplentes: 16 Yan Rosetti, 17 João Pedro “Sininho” Talamini, 18 Matheus “Blade” Rocha, 19 Gabriel Paganini, 20 Lucas “Bruxinho” Piero, 21 Laurent Bourda-Couhet, 22 Moisés Duque, 23 Robert Tenório;

Espanha

Tries: J Goia, Jorba e Bonilla

Conversões: Mélé (2)

Penais: Mélé (1)

15 Richard Stewart, 14 Julen Goia, 13 Ignacio Contardi, 12 Alvar Gimeno, 11 Jordi Jorba, 10 David Mélé, 9 Facundo Munilla, 8 Afa Tauli, 7 Oier Goia, 6 Victor Sánchez, 5 Michael Walker-Fitton, 4 Manuel Mora, 3 Alberto Blanco, 2 Steve Barnes, 1 Fernando Lopez (c);

Suplentes: 16 Thierry Feuteu, 17 Vicente Del Hoyo, 18 Mattius Pisapia, 19 Ien Ascroft.Leigh, 20 Michael Hogg, 21 Tomás Munilla, 22 Emiliano Calle, 23 Federico Castiglioni;

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