Essa brincadeira já fizemos na Copa do Mundo de 2014 e na Copa do Mundo de 2010. É ano de Mundial de Futebol – que começa nessa quinta – e nós nos perguntamos: como são no rugby os países que estarão na Rússia neste mês?

Passamos grupo e a grupo para mostrar qual o nível no rugby de cada um dos países que estarão no maiores evento do futebol mundial. Será que você sabe tudo dessas nações na bola oval?

Obs: Como o Mundial é de futebol masculino abordamos apenas o rugby XV masculino adulto desses países.

 

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Grupo A: Rússia, Arábia Saudita, Egito e Uruguai

Ranking no Rugby XV:

  • Uruguai: 18º lugar do mundo / 3º colocado do Americas Rugby Championship (“Six Nations B”) 2018;
  • Rússia: 19º lugar do mundo / 2º colocado* do Rugby Europe Championship 2018;
  • Arábia Saudita: não ranqueada / Filiada apenas à Asia Rugby
  • Egito: não ranqueado / sem filiação

Quem venceria a chave no rugby:

  • Se fosse rugby… Uruguai e Rússia protagonizariam grandes jogos entre si, ambos já classificados para a Copa do Mundo de Rugby de 2019. Mas é fato que hoje os Teros estão acima, ainda mais após vitórias sobre Canadá e Argentina XV neste ano.
  • Arábia Saudita e Egito têm curtas histórias jogando XV. Os sauditas jogaram somente em 2016 a 4ª divisão asiática, ao passo que o Egito jogou a 4ª divisão africana até 2013. Os eventos políticos no país fizeram o rugby egípcias deixar as competições internacionais e o país não é mais filiado à Rugby Africa. Porém, em 2017, o Egito formou uma seleção de sevens para jogar o novo Campeonato Árabe de Sevens;

 

Grupo B: Portugal, Espanha, Marrocos e Irã

Ranking no Rugby XV:

  • Espanha: 20º lugar do mundo / 4ª colocada* do Rugby Europe Championship (“Six Nations B”) 2018;
  • Portugal: 23º lugar do mundo / Campeão do Rugby Europe Trophy (“Six Nations C”) 2017-18;
  • Marrocos: 38º lugar do mundo / Campeão da Taça Prata da Copa da África 2017;
  • Irã: não é ranqueado / 2º colocado do Grupo Oesta da 4ª divisão do Campeonato Asiático 2018;

Quem venceria a chave no rugby:

  • Espanha, Portugal e Marrocos têm longa história de confrontos parelhos entre si no rugby. Isso porque os marroquinos jogaram o “Six Nations B” até o ano de 2000, antes de se transferirem para a África. O Marrocos viveu recentemente uma crise mas retornou para 2018 à elite da Copa da África, que se inicia neste mês valendo vaga na Copa do Mundo;
  • No momento, a Espanha é a seleção mais forte e flertou com classificação à Copa do Mundo de 2019, mas perdeu sua vaga em meio à crise de atletas irregulares. Portugal não está atrás e ainda têm chances de ser promovido ao “Six Nations B” e de ir à Copa do Mundo, já que está garantido na Repescagem Europeia. Ambos vem dominando o segundo escalão europeu no M20, com Portugal tendo uma geração promissora.
  • O Irã é uma nação emergente na Ásia e milita na 4ª divisão do continente, tendo sido derrotado neste ano pelo Líbano em jogo que valia promoção à 3ª divisão;

 

Grupo C: França, Austrália, Peru e Dinamarca

Ranking no Rugby XV:

  • Austrália: 3º lugar do mundo / 2ª colocada do Rugby Championship 2017;
  • França: 8º lugar do mundo / 4ª colocada do Six Nations 2018;
  • Dinamarca: 79º lugar do mundo / 2ª colocada do Grupo Norte da Rugby Europe Conference 2 de 2017-18 (5ª divisão europeia);
  • Peru: 80º lugar do mundo / 3º colocado do Sul-Americano B 2017

Quem venceria a chave no rugby:

  • Se fosse rugby… esse grupo teria um verdadeiro clássico mundial da bola oval entre Austrália e França, seleções que inclusive se enfrentaram na final da Copa do Mundo de Rugby de 1999. Ambas viveram momentos ruins recentemente mas apresentaram evolução já em 2018, com a Austrália derrotando a campeã europeia Irlanda e a França alcançando um honroso 4º lugar no Six Nations, que incluiu vitória sobre a Inglaterra;
  • Dinamarca e Peru, apesar de nunca terem se enfrentado no rugby, são equivalentes. Os dinamarqueses jogam a quinta divisão europeia, enquanto os peruanos a segunda divisão sul-americana, com ambos hoje apostando mais no sevens do que no XV;

 

Grupo D: Argentina, Islândia, Croácia e Nigéria

Ranking no Rugby XV:

  • Argentina: 10º lugar do mundo / 4ª colocada do Rugby Championship 2017;
  • Croácia: 55º lugar do mundo / 2ª colocada do Grupo Sul da Rugby Europe Conference 1 de 2017-18 (4ª divisão europeia);
  • Nigéria: 73º lugar do mundo / abandonou a Taça Bronze da Copa da África 2018;
  • Islândia: não ranqueada / joga apenas a Rugby Europe Sevens Conference 2

Quem venceria a chave no rugby:

  • Se fosse rugby… o grupo não teria a menor graça. A Argentina é muito superior a todos os demais países e venceria o grupo sem qualquer problema;
  • A Croácia é isoladamente a segunda força no rugby, flertando constantemente – sem sucesso – com promoção ao “Six Nations C”. O rugby croata era o elo mais forte do rugby iugoslavo;
  • A Nigéria é um gigante adormecido do rugby. Muitos atletas de ascendência nigeriana vem se destacando no rugby inglês – como Maro Itoje e Nick Isiekwe. Porém, a federação do país é turbulenta e o país – que estava na 3ª divisão africana – não jogará XV neste ano;
  • A Islândia jamais formou uma seleção de XV e sua comunidade de rugby é minúscula, mas o país é filiado à Rugby Europe e tem disputado a 4ª divisão do sevens europeu;

 

Grupo E: Brasil, Suíça, Costa Rica e Sérvia

Ranking no Rugby XV:

  • Brasil: 26º lugar do mundo / Campeão do Sul-Americano 2018 e 5º colocado do Americas Rugby Championship 2018;
  • Suíça: 33º lugar do mundo / 4ª colocada do Rugby Europe Trophy (“Six Nations C”) 2017-18;
  • Sérvia: 82º lugar do mundo / 3ª colocada do Grupo Sul da Rugby Europe Conference 2 de 2017-18 (5ª divisão europeia);
  • Costa Rica: 93º lugar do mundo / Campeã do Sul-Americano C 2017;

Quem venceria a chave no rugby:

  • Não há dúvidas. Assim como no futebol, o Brasil seria a grande força no rugby se enfrentasse suíços, sérvios e costariquenhos. Os Tupis hoje estão acima dessas seleções com toda a certeza;
  • A Suíça seria a segunda força, com evolução constante no “Six Nations C” e ranking próximo do Brasil, mas ainda com um grau inferior de profissionalismo de seu alto rendimento;
  • O rugby na Sérvia sofre com a concorrência do Rugby League e não tem nenhuma força, com o país caindo no ano passado para a 5ª divisão europeia;
  • A Costa Rica é o único país que o Brasil já enfrentou no rugby nesse grupo – contra o qual o Brasil obteve a maior vitória de sua história: 95 x 00 em 2006. Los Guairas evoluíram recentemente e jogarão neste ano o Sul-Americano B;

 

Grupo F: Alemanha, México, Suécia e Coreia do Sul

Ranking no Rugby XV:

  • Alemanha: 29º lugar do mundo / 3ª colocada* do Rugby Europe Championship (“Six Nations B”) 2018;
  • Coreia do Sul: 31º lugar do mundo / 2º colocado do Campeonato Asiático 2018;
  • México: 53º lugar do mundo / 3º colocado do Rugby Americas North Championship;
  • Suécia: 57º lugar do mundo / 3ª colocada* do Grupo Norte da Rugby Europe Conference 1 de 2017-18 (4ª divisão europeia);

Quem venceria a chave no rugby:

  • Se fosse rugby… Alemanha e Coreia brigariam pelo primeiro lugar. No papel, o rugby alemão é superior, mas o racha recente na seleção do país coloca dúvidas sobre sua condição. O rugby sul-coreano é tradicional e tem longo histórico de relativo sucesso na Ásia, mas ainda não se internacionalizou da maneira que poderia. Enquanto a Alemanha usa muitos atletas estrangeiros, a Coreia tem jogadores atuando no rugby japonês;
  • O México é uma nação emergente no rugby, mas ainda muito longe de entrar no Top 30. Las Serpientes terão em 2018 seu momento mais importante, jogando o novo Americas Challenge, a 2ª divisão das Américas;
  • Já a Suécia está em baixo, após ser rebaixada no ano passado do “Six Nations C”. Os suecos não estiveram nada perto de retornarem em 2018 e estão mais focados no sevens, tendo alcançado a elite europeia. O rugby, apesar de antigo na Suécia, está longe de ganhar relevância no país nórdico;

 

Grupo G: Bélgica, Panamá, Tunísia e Inglaterra

Ranking no Rugby XV:

  • Inglaterra: 4º lugar do mundo / 5ª colocada do Six Nations 2018;
  • Bélgica: 25º lugar do mundo / 5ª colocada* do Rugby Europe Championship (“Six Nations B”) 2018;
  • Tunísia: 42º lugar do mundo / 4ª colocada da Copa da África 2018;
  • Panamá: não ranqueado / 4ª colocada do Sul-Americano C;

Quem venceria a chave no rugby:

  • Se fosse rugby… a Inglaterra dominaria esta chave com muita facilidade, sendo muito mais forte na bola oval que todos os seus possíveis oponentes;
  • A Bélgica é a segunda força, tendo alcançado o “Six Nations B” e permanecido. Os belgas venceram os alemães neste ano, mas foram parte das turbulências que assolaram o rugby europeu na crise dos atletas irregulares. Ainda assim, com desempenho razoável na base, o rugby belga vem evoluindo;
  • A Tunísia é a terceira força é no passado chegou a ser mais forte que a Bélgica, com o país jogando as competições europeias até 2000. O rugby tunisiana decaiu nos últimos anos mas o país ao menos se manteve na elite da Copa da África;
  • O Panamá seria a seleção mais fraca, integrando as competições sul-americanas há poucos anos. O rugby está em seus estágios iniciais por lá;

 

Grupo H: Polônia, Senegal, Colômbia e Japão

Ranking no Rugby XV:

  • Japão: 11º lugar do mundo / Campeão asiático de 2017;
  • Polônia: 35º lugar do mundo / 5ª colocada do Rugby Europe Trophy (“Six Nations C”) 2017-18;
  • Colômbia: 43º lugar do mundo / 6ª colocada do Sul-Americano 2018;
  • Senegal: 49º lugar do mundo / 6º colocado da Copa da África 2017;

Quem venceria a chave no rugby:

  • Se fosse rugby… sem dúvida alguma o país mais forte seria o Japão, sede da próxima Copa do Mundo e nação que conta com um rugby maduro, profissional, agora parte do Super Rugby e que poderá se firmar em breve dentro do primeiro escalão mundial;
  • Polônia, Colômbia e Senegal poderiam fazer entre si jogos parelhos, apesar de jamais terem se enfrentado. O rugby polonês é o mais tradicional e até os anos 90 o país chegou a militar no “Six Nations B”, com o esporte tendo relevância na região portuária de Gdnask, contando com públicos razoáveis. Muitos atletas de ascendência polonesa já fizeram sucesso sobre na França, como Szarzewski;
  • A Colômbia cresce a passos largos no rugby e debutou neste ano na elite do Sul-Americano, flertando com uma vitória histórica sobre o Paraguai. Os Tucanos ainda jogarão o inicial Americas Challenge, mas o caminho ainda é considerável para os colombianos;
  • Por fim, o Senegal cresceu no rugby recentemente e alcançou a elite do rugby africano, mas foi rebaixado e terá que jogar a segunda divisão em 2018;

 

Quem levaria?

Se todos esses países jogassem uma competição no rugby, a briga pelo título ficaria entre Austrália, França, Inglaterra e Argentina, sensivelmente acima dos demais. O Brasil faria boa figura, com plenas chances de sonhar com o Top 8! O Japão seria a principal força concorrendo para derrubar um dos favoritos, com Uruguai, Espanha, Rússia, Portugal, Alemanha e Brasil correndo por fora. Bélgica e Coreia seriam competidores pelas quartas também.