Com 2017 acabando, nossa série de Retrospectivas vai entra em sua reta final e hoje voltamos aos meses de julho e agosto, quando o rugby mundial parou de olho nos eventos do British and Irish Lions e da Copa do Mundo Feminina!

Ao mesmo tempo, o rugby brasileiro vivia intensamente suas competições nacionais, com Super 8, Taça Tupi e Super Sevens rolando. Mas eles serão assunto para os próximos dois times.

 

Mais uma primeira vez para o Brasil!

- Continua depois da publicidade -

Yaras e Tupis não tiveram atividades nesse período, mas os Curumins foram destaque. A Seleção Brasileira M20 foi ao Uruguai para a disputa do Torneio Sul-Americano Juvenil, uma competição neste ano de transição, preparando as seleções M19 para se tornarem M20 em 2018.

Em campo, o Brasil começou com uma derrota para o Uruguai por 43 x 07 na semifinal. Depois, os Curumins brilharam na disputa do 3º lugar, conseguindo a primeira vitória na história da seleção sobre o Chile no rugby juvenil: histórico 7 x 5 e tabu quebrado!

 

Equilíbrio total no Super 8

Julho e agosto foram de Super 8 brasileiro, com a primeira fase da competição apresentando equilíbrio e surpresas. Maior campeão da década, o São José acabou no último lugar da primeira fase, enquanto Jacareí e Farrapos fizeram campanhas notáveis terminando a primeira fase igualados em pontos, seguidos pelo Pasteur, que deu um salto desde o Paulista. As finais foram em setembro e são tema para a próxima retrospectiva!

 

A reviravolta dos Lions

Em julho, as atenções do mundo estavam todas sobre os British and Irish Lions visitando a Nova Zelândia, com os dois jogos finais da série contra os All Blacks rolando nos dias 1 e 8 daquele mês.

O dia 1º de julho quebrou os prognósticos. Quem esperava a confirmação da vitória neozelandesa na série “quebrou a cara” com os Lions conseguindo uma crucial vitória por 24 x 21, aproveitando-se da expulsão de Sonny Bill Williams no começo do jogo.

A expectativa para o terceiro e último duelo só cresceu e o jogo correspondeu às expectativas, com os Lions mantendo o duelo parelho até o fim e arrancando um histórico empate em 15 x 15 com um penal a 3 minutos do fim. Série empatada! Coisa rara e digna de um clássico dessa magnitude.


Nova Zelândia, a rainha do mundo

O outro grande evento de 2017 foi a Copa do Mundo Feminina de Rugby XV, que parou em agosto a Irlanda. As melhores jogadoras do mundo agitaram Dublin e Belfast, naquele que foi o melhor Mundial tecnicamente da história, com clara evolução de todas as seleções dentro de campo.

A Irlanda desapontou, não conseguiu passagem à segunda fase, assim como o badalado Canadá. A França jogou como nunca, mas perdeu como sempre, e a grande final acabou opondo as duas favoritas, Nova Zelândia e Inglaterra. E as Black Ferns deram o troco nas inglesas e voltaram a serem as melhores do mundo. 41 x 32 para as neozelandesas, campeãs pela quinta vez na história e com Portia Woodman incrível.

Crusaders voltam a brilhar

Por fim, ainda vale lembrar do Super Rugby, que teve sua grande final em agosto. A temporada foi de domínio absoluto das franquias neozelandesas, de crise sem precedentes no rugby australiano – que acabou encerrando a temporada com o anúncio da exclusão do Western Force da liga para 2018 – e de muita decepção no rugby argentino.

Já o rugby sul-africano, que também viveu a situação de ter duas equipes excluídas do Super Rugby (Cheetahs e Kings, prontamente incorporadas pelo PRO12 europeu, agora PRO14), viu suas equipes também fazerem campanhas insossas, com a exceção de um time: o Lions. O time de Joanesburgo foi brilhante até o fim, despachou na semifinal o campeão de 2016, o Hurricanes, e recebeu na finalíssima o Crusaders. Porém, no fim, foi o rugby neozelandês que falou mais alto, e o Crusaders, maior campeão da história do Super Rugby, venceu por 25 x 17, erguendo a taça pela primeira vez desde 2008. No comando, Scott “Razor” Robertson, ex técnico do Brasil, que se tornou o primeiro campeão do Super Rugby como jogador e como treinador.