ARTIGO ATUALIZADO COM VÍDEOS – A 0ºC e diante de 2600 torcedores em Leipzig, Brasil e Alemanha se encararam pela quarta vez na história e pela segunda vez no ano. E mais uma vez a vitória ficou com a Alemanha, 36 x 14, apesar da boa partida desempenhada pelos Tupis em especial na segunda etapa.

 

O jogo começou todo a favor da Alemanha, com trabalho simples e bem feito após o lateral que resultou em try do asa Otto, marcando try em todos os seus jogos contra os Tupis. 7 x 0 logo aos 7′ para os alemães. O Brasil logo se colocou na partida, apostando no jogo de contato que deu certo na primeira partida. Mas, desta vez, os Tupis não puderem se impor decisivamente no pack sobre os alemães. Moisés logo reduziu com penal bem batido para o Brasil, mas a Alemanha respondeu pouco depois com Harris Aounallah.
 
Veja fotos exclusivas da partida, por Tárlis Schneider
 

O Brasil manteve as ações em equilíbrio, mas sem conseguir avançar decisivamente pelos espaços da defesa alemã. Com isso, Coghetto arriscou um drop goal aos 24′, mas não teve sucesso. A resposta alemã aos 29′ foi mais decisiva, com o sul-africano Ferreira rompendo os tackles na ponta para o segundo try dos donos da casa, abrindo 17 x 3. Os Tupis sentiram o golpe e logo Otto rompeu novamente a defesa para cravar o tericeor try alemão, que se provou decisivo para o andamento da partida. 24 x 03.

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Tudo parecia desmoronar para o time brasileiro quando Paganini recebeu amarelo logo após o terceiro try, deixando o Brasil com 14 homens em momento delicado. Porém, os Tupis se reposicionaram e, mais que isso, se lançaram bem ao campo ofensivo. O trabalho rápido após o ruck nas 22 encontrou Gelado na ponta para correr para o primeiro try brasileiro na Europa. Sem conversão.

 

Contudo, defender com um a menos é cruel e o Brasil por muito pouco não foi reduzido a 13 homens, quando Matias cometeu penal passível de amarelo. A Alemanha aproveitou o momento e atropelou com seu scrum, com o oitavo Vollenkemper finalizando o quarto try, colocando 29 x 08 no intervalo a favor dos anfitriões.

 

Os Tupis voltaram bem ao segundo tempo e a primeira cartada veio dos pés de Moisés, com drop goal preciso após boa sequência de fases, mostrando que o Brasil vinha com sede de pontos. Aos 51′, a pressão exercida pelo Brasil na base deu frutos e Moisés teve penal para chutar, mas não foi feliz no arremate. Outro drop goal foi tentado logo depois por Moisés, mas a sorte não parecia do lado verde e amarelo.

 

A Alemanha pôs um ponto final às esperanças brasileiras aos 58′, levando vantagem no ruck e com um rápido offload para o lado cego Clemens von Grumbkow disparou para o quinto try do time da casa. 36 x 11 incontestáveis.

 

Os 20 minutos finais foram brasileiros, com os Tupis tentando por vezes um jogo mais aberto e não tão centrado no contato físico, que se provou ineficaz para o lado verde e amarelo. As apareceram, mas a força da defesa alemã prevaleceu. Moisés ainda teve um penal a mais para reduzir a diferença, mas os números finais foram Alemanha 36 x 14 Brasil.

 

Agora, o Brasil viaja a Portugal para encarar na quinta-feira, dia 1º de dezembro (feriado português), os Lobos, em Coimbra, para o segundo jogo na história entre as duas seleções, encerrando 2016.

 

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Alemanha 36 x 14 Brasil, em Leipzig

Árbitro: Maxime Burlet (Bélgica)

 

Alemanha

Tries: Otto (2), Ferreira, Vollenkemper e Von Grumbkow

Conversões: Aounallah (4)

Penais: Aounallah (1)

1 Julius Nostadt (Chambéry, França/3ª divisão), 2 Dash Barber (False Bay, África do Sul/clube amador), 3 Samy Füchsel (Albi, França/2ª divisão), 4 Eric Marks (La Rochelle, França/Top 14 – equipe intermédia), 5 Michael Poppmeier (Heidelberger RK), 6 Jaco Otto (Heidelberger RK), 7 Sebastian Ferreira (EP Kings, África do Sul/Currie Cup), 8 Timo Vollenkemper (Heidelberger RK), 9 Tim Menzel (Strasbourg, França/4ª divisão), 10 Rayons Parkinson (Heidelberger RK), 11 Clemens von Grumbkow (Neuenheim), 12 Carlos Soteras-Merz (Pforzheim), 13 Marcel Coetzee (Sharks, África do Sul/Currie Cup), 14 Steffen Liebig (Heidelberger RK), 15 Harris Aounallah (Heidelberger RK);

Suplentes: 16 Dale Garner, 17 Jörn Schröder, 18 Antony Dickinson, 19 Robert May, 20 Kehoma Brenner, 21 Rafael Pyrasch, 22 Oliver Paine, 23 Mark Sztyndera;

 

Brasil

Try: Cléber Dias “Gelado”

Penais: Moisés (2)

Drop goal: Moisés (1)

1 Alexandre Alves “Texugo” (Desterro), 2 Yan Rosetti (Cuba, Argentina), 3 Wilton Rebolo “Nelson” (São José), 4 Lucas Piero “Bruxinho”(Desterro), 5 Gabriel Paganini (Band Saracens) , 6 Matheus da Cruz Daniel “Matias” (Jacareí), 7 Cleber Dias “Gelado” (SPAC/Wallys), 8 Nick Smith (SPAC), 9 Beukes Cremer (Poli), 10 Guilherme Coghetto (Desterro), 11 Stefano Giantorno (Niterói), 12 Moisés Duque (São José), 13 Felipe Sancery (São José), 14 Mateus Estrela (Niterói), 15 Daniel Sancery (São José).

Suplentes: 16 Daniel Danielewicz “Nativo” (Desterro), 17 Jonatas Paulo “Chabal” (Band Saracens), 18 Flavio Chuahy (Madison United, EUA), 19 João Luiz da Ros “Ige” (Desterro), 20 Joabe Souza (Band Saracens), 21 Bruno Garcia “Bruninho” (Jacareí), 22 Luan Smanio (Desterro), 23 Robert Tenorio (Pasteur).

 

Foto: Jogo 1 – Tobias Keil (Wild Rugby Academy)

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