All Blacks 100% massacram os Springboks e igualam recorde de vitórias

ARTIGO COM VÍDEO – Os All Blacks mostraram que são a maior força do rugby mundial. Venceram os Springboks em Durban com uma aula de Rugby no segundo tempo, venceram o The Rugby Championship com 100% de vitórias com ponto bônus e ainda por cima igualam novamente o recorde de vitórias seguidas em jogos de seleções, 17 partidas seguidas. Um ano para ficar na história de uma seleção que está acostumada a quebrar recordes (até o de mais jogos sem marcar tries, Owen Franks, 83 jogos) e que já leva alguns a apontarem que pode estar surgindo uma geração ainda mais vitoriosa que a atual.

 

Liderados por Beauden Barrett e TJ Perenara, a seleção da oceania começou a partida parecendo que não conseguiria igualar o recorde; cometia muitos erros de handling e perdia muitas bolas que poderiam complicar o andamento de seu jogo e o resultado. Mas os All Blacks deram uma aula de rugby mostrando que durante o jogo tudo pode acontecer se a concentração no jogo for encontrada. Aos 4 minutos, em um impedimento no ruck, o primeiro penal do jogo foi marcado. Mornè Steyn cobrou e converteu, quase do meio campo. Barrett teve a chance de igualar o placar dois minutos depois, mas desperdiçou o chute, em mais uma noite de baixo aproveitamento no fundamento pelo abertura preto.
 
Aos 7 minutos, a África do Sul quase anotou seu primeiro try, mas a defesa dos All Blacks, bem postada, como em toda a partida, não permitiu. Os Springboks pressionam, mas All Blacks se mantêm firmes e os sulafricanos cometem penal que é cobrado pela Nova Zelândia para a lateral. Nos ataques, os All Blacks ainda se embaralhavam em muitos momentos e deixavam a bola cair ou paravam facilmente na parede sulafricana. E os penais ocorriam. Em mais um deles, aos 16 minutos, Steyn converteu mais um belo chute próximo ao meio do campo. 6 x 0 para o time da casa.

 

Aí começou a reação dos visitantes. Logo depois, os All Blacks acordaram e tramaram bela jogada de ataque em que a bola passa por toda extensão e terminou nas mãos de Israel Dagg que anotou o try. Barrett chutou aos postes, mas não converteu. Os All Blacks vacilaram muito no começo da partida e cometeram penais que permitiram aos Springboks converter facilmente os chutes. Ainda mais contando com Steyn. Outro penal aos 25 minutos, novamente em impedimento em ruck. Cinco minutos depois, nova jogada bem trabalhada pela Nova Zelândia, Perenara invadiu o ingoal e apoiou a bola. O árbitro precisou do TMO para validar o try, mas ainda sim, uma decisão controversa de Jerome Garcès, consumou a virada para os All Blacks e o placar final do primeiro tempo, que ainda teve Steyn tentando o empate com um drop mal-sucedido e um try corretamente anulado a favor dos homens de preto.
 
Ao iniciar a segunda etapa, notou-se que os All Blacks vieram para decidir a partida. Vieram mais concentrados e focados que na primeira etapa e logo aos 3 minutos, uma jogada que fazem muito bem, bola de um lado a outra na linha para terminar com o try de Dagg, seu segundo na partida, seguido de novo chute para fora de Barrett. Os Boks reduziram poucos minutos depois, com mais um chute de Steyn, única arma efetiva do ataque na partida, deixando a diferença em apenas cinco pontos.
 
Depois de roubar muito bem um line do adversário, os Boks levaram a bola para a linha e de forma precipitada, Pat Lambie tentou um chute próximo da marcação e acabou bloqueado por Brown, permitindo Barrett chegar e apoiar no ingoal o seu primeiro try do dia. Steyn ainda teve tempo para anotar mais um penal e deixar a seleção verde e dourada viva na partida.
 
Mas o público não sabia que aquela seria a nota final e prematura da África do Sul, que viu um monólogo neozelandês nos vinte minutos seguintes da partida. Em jogada bem armada por Barrett com Reid, a bola foi de mão em mão passando por Dagg e Coles sobrando para Perenara marcar seu segundo try no jogo. Le Roux entrou no segundo tempo e conseguiu uma boa corrida saindo do fundo, levando perigo ao ingoal adversário, mas os Boks não conseguiram dar sequência. Situação diferente dos All Blacks, que saindo do seu campo de defesa conseguiram um contra ataque mortal finalizado novamente pelo abertura neozelandês, praticamente selando o triunfo. Codie Taylor ampliou após um grande trabalho dos forwards na saída do lineout, formando um maul imparável até a meta adversária. Sopoaga, substituindo Barrett nos chutes não desperdiçou, e três minutos depois, anotaria mais uma conversão, após try de Ben Smith, aproveitando o homem a mais em campo.
 
A cereja no bolo de uma apresentação de gala viria no último lance da partida, já com cronômetro zerado e um homem a menos em campo, saindo do campo defensivo após roubar a posse de bola dos Boks que tentaram uma última vez fazer ao menos o try de honra na partida. Trabalhando muito bem a bola, os All Blacks anotaram seu nono try na partida, com Squire, e Sopoaga finalizou o massacre com uma conversão quase da lateral do campo, dando números finais à partida.
 
 

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África do Sul 15 x 57 Nova Zelândia, em Durban

 

Árbitro: Jérôme Garcès (França)

 

 

África do Sul: 

 

Penais: Mornè Steyn (5)

 

15 Patrick Lambie, 14 Francois Hougaard, 13 Juan de Jongh, 12 Damian de Allende, 11 Bryan Habana, 10 Morné Steyn, 9 Faf de Klerk, 8 Warren Whiteley, 7 Teboho Mohoje, 6 Francois Louw, 5 Pieter-Steph du Toit, 4 Eben Etzebeth, 3 Vincent Koch, 2 Adriaan Strauss (c), 1 Tendai Mtawarira;

 

Suplentes: 16 Bongi Mbonambi, 17 Stephen Kitshoff, 18 Julian Redelinghuys, 19 Lood de Jager, 20 Willem Alberts, 21 Jaco Kriel, 22 Lionel Mapoe, 23 Willie le Roux;

 

 

Nova Zelândia:

 

Tries: Dagg(2), Perenara(2), Barrett(2), Taylor, Smith e Squire.

 

Conversões: Barrett(3) e Sopoaga (3)

 

15 Ben Smith, 14 Israel Dagg, 13 Anton Lienert-Brown, 12 Ryan Crotty, 11 Waisake Naholo, 10 Beauden Barrett, 9 TJ Perenara, 8 Kieran Read (c), 7 Matt Todd, 6 Jerome Kaino, 5 Samuel Whitelock, 4 Brodie Retallick, 3 Owen Franks, 2 Dane Coles, 1 Joe Moody;

 

Suplentes: 16 Codie Taylor, 17 Wyatt Crockett, 18 Charlie Faumuina, 19 Liam Squire, 20 Ardie Savea, 21 Tawera Kerr-Barlow, 22 Lima Sopoaga, 23 George Moala;

 

 

País Apelido Jogos Pontos
Nova Zelândia All Blacks 6 30
Austrália Wallabies 6 13
África do Sul Springboks 6 10
Argentina Pumas 6 05

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