ARTIGO ATUALIZADO COM VÍDEOS – Repeteco de 2013? A França coloca mais uma vez duas equipes na grande final do Velho Continente. Na temporada inaugural da Champions Cup, a grande final da máxima competição europeia de clubes será a reedição da final da Heineken Cup de 2013, com Clermont e Toulon decidindo o título. O palco será Londres e, no ano da Copa do Mundo, Twickenham assistirá a uma festa genuinamente francesa.

 

O Clermont alcançou a sua segunda final na história ao derrotar os ingleses do Saracens por 13 x 9 e agora vai em busca de seu primeiro título da Copa Europeia. Já o Toulon, atual bicampeão do torneio, buscará o que ninguém jamais conseguiu: três títulos em sequência. Na semifinal, os galáticos da Riviera venceram o poderoso Leinster na prorrogação em jogo épico, 25 x 20. Agora é contagem regressiva para o dia 2 de maio, quando o melhor time da Europa será definido!

 

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Clermont devolve derrota da temporada anterior e vai disputar a final

Uma temporada depois de decidiram a vaga na final da Heineken Cup, Clermont e Saracens voltaram a se enfrentar no mesmo estágio da copa europeia, desta vez em solo francês. Diante de mais de 41 mil torcedores que viajaram 150km de Clermont-Ferrand para St Éthienne, Brock James realizou o momento mágico da partida aos 3 minutos da segunda etapa: um magistral passe com os pés por sobre a linha de defesa do Saracens onde a bola encontrou Wesley Fofana livre pra anotar o único try da partida. A atuação de James foi digna de Homem do Jogo, indicação que recebeu logo ao fim da partida.

 

Com dois chutes de Charlie Hodgson para os Saracens e um de James para o Clermont, o placar do primeiro tempo foi definido. Um primeiro tempo em que a cadência constante do time londrino não permitiu ofensivas ameaçadoras por parte do time francês. E o time londrino cometia muitos deslizes quando atacava: ora knock-ons, ora penais que impediram os Sarries de ultrapassarem a excelente defesa do Clermont e anotar um try.

 

No começo do jogo, aos 2 minutos, James falhou em uma tentativa de drop-goal contra o time londrino. Oportunidade que Hodgson não desperdiçou aos 14 minutos, abrindo o placar com um belo drop-goal. Aos 25 minutos em um penal, James empatou a partida. Saracens dominou as ações da partida, pressionando o Clermont e o forçando a cometer erros. O time londrino apenas não conseguia transformar seu domínio em pontos no placar, principalmente com os dois penais desperdiçados por Hodgson na primeira etapa. Entre os dois, uma conversão de um penal, colocou os Sarries novamente na liderança no placar. Saracens 6 x 3.

 

Atrás no placar e jogando em casa, o Clermont voltou para a segunda etapa decidido a reverter a situação. Pressionou o Saracens desde o chute inicial e impôs um ritmo frenético de ataque. O Saracens resistia com sua defesa, mas em uma pequena falha de posicionamento de Alex Goode em um lance apenas, o lance magistral, um “balãozinho” perfeito num chute de Brock James deixou Fofana inteiramente à vontade para invadir o ingoal dos ingleses e anotar o único try da partida. Isso aos 3 minutos da segunda etapa. O Saracens não se abalou e continuou atacando em sua cadência, mas a defesa dos franceses estava muito bem posicionada e falhava muito pouco, proporcionando apenas um penal em que Owen Farrell converteu para os ingleses. Para selar a vitória do Clermont, faltando apenas 8 minutos para o fim da partida, James converteu um penal que impediria uma nova virada no placar com apenas um penal. Fato que não aconteceu. Placar final  13 x 9 para o Clermont.

 

Com esta vitória, Clermont chega a uma segunda final européia em menos de três anos. Em 2013, Clermont e Toulon fizeram a final da Heineken Cup daquela temporada. Final vencida pelo Toulon com Johny Wilkinson.

 

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Clermont 13 x 9 Saracens, em St. Étienne

 

Marselha vive prorrogação dramática, mas comemora vitória do Toulon

Jogando em Marselha, com chuva intermitente, o Toulon recebeu o Leinster para um jogo de titãs, envolvendo os dois últimos campeões europeus. Campeão de 2013 e 2014, o Toulon precisou de uma dramática prorrogação para bater o Leinster, campeão de 2009, 2011 e 2012, em semifinal épica. Como esperado, o duelo no pack de forwards, sobretudo nas monumentais terceiras linhas foi de tirar o fôlego, com o Toulon assegurando maior domínio territorial no primeiro tempo – 70% de território e 65% de posse de bola – mas abaixo do Leinster nas formações – ao final do tempo regulamentar, os irlandeses tiveram 100% de aproveitamento em scrums e laterais, com o Toulon perdendo metade de suas formações.

 

O Toulon largou na frente com penal batido por Halfpenny aos 9′. Mas, os franceses não entraram no jogo concentrados e cometeram uma sucessão de erros infantis cedendo três penais em sequência para Madigan dar a frente aos irlandeses, 6 x 3, exercendo grande pressão nos rucks e apresentando uma taxa quase perfeito de sucesso em tackles. Logo na sequência, os rubronegros tiveram grande chance de virar o marcador, com o chute de Michalak causando estrago na defesa irlandesa, levando McFadden e Kearney batendo cabeça no in-goal e deixando a bola solta para Masoe voar e apoiar para aquele que seria o primeiro try do jogo, mas não foi. Wayne Barnes pediu o TMO e verificou que Masoe estava a frente de Michalak na hora do chute, em posição ilegal.

 

Quem não faz leva, e Madigan ampliou com penal a vantagem azul, 9 x 3. Porém, os franceses cresceram no jogo de contato e passaram a ter vantagem territorial absoluta recompensada com penal aos 30′ de Halfpenny, para levar o duelo ao intervalo em 9 x 6. E com um festival de turnover, com mais de oito cedidos pelos franceses e sete pelos irlandeses.

 

O segundo tempo se iniciou com Halfpenny jogando para fora chance de penal. A vantagem territorial se seguiu para os franceses e Halfpenny teve novo chute de penal para empatar a peleja, 9 x 9. O Leinster cresceu, voltou a igualar o jogo territorialmente e Madigan teve a chance de se colocar em vantagem, mas Madigan falhou em penal. Novamente, agora ao contrário, quem não faz, leva, e Halfpenny deu a frente aos franceses aos 68′, 12 x 9. A vantagem durou pouco, pois Lobbe cometeu penal e Madigan deixou tudo igual, não titubeando. A tensão foi absoluta até o fim e o Leinster não teve medo de arriscar dois drop goals, com Gopperth e Kearney, congelando o Stade Vélodrôme. Os dois chutes não foram precisos e, aos 80′, foi a vez do Toulon conquistar o penal que poderia ter sido decisivo, mas, com 60 metros de distância, Delon Armitage não foi capaz de dar a vitória aos donos da casa. Prorrogação!

 

Cruel, como sempre, a prorrogação parecia iniciar com vantagem para os visitantes, já que o Leinster deu a impressão de encerrar melhor fisicamente o tempo normal. Mas, quem se pôs na frente foi o Toulon, com Halpenny chutando penal pouco depois do reinício. Abatimento do lado azul? De jeito nenhum. Os Leões de Leinster arrancaram penal para Madigan empatar tudo novamente, depois de bobagem de Jocelino Suta. E parecia que os dublinenses teriam tudo para vencer o jogo, com Ali Williams levando cartão amarelo por carga em Devin Toner, que estava no ar. Mas, o Leinster jogou tudo fora 5 minutos depois. Madigan deu um passe longo e desastroso que foi interceptado brilhantemente por Bryan Habana, que correu para o primeiro try do jogo, pouco antes do intervalo. 25 x 15!

 

Leinster morto? Jamais! O segundo tempo da prorrogação provou a valentia do tricampeão, que foi para cima e, com volante devastador após lateral, O’Brien cravou o try que devolveu as esperanças aos azuis. Contuodo, Gopperth jogou a conversão para fora. Um banho de água fria, pois mais um try se fazia necessário. As forças do Leinster se exauriram e o Toulon confirmou passagem para sua terceira final europeia consecutiva. 25 x 20, números finais

 

 

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Toulon 25 x 20 Leinster, em Marselha

 

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Rugby Champions Cup 2014-15 – Copa Europeia de Rugby

Final – dia 02 de maio

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13h00 – Clermont x Toulon, em Twickenham, Londres

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