Chegou a hora: o Super Rugby 2016 vai começar!

A tão aguardada temporada 2016 do Super Rugby chegou! Nessa sexta-feira, dia 26, será dado o pontapé inicial para a maior liga de rugby do mundo – maior do que nunca! Criado em 1996 como uma liga profissional envolvendo franquias regionais das três grandes potências do Hemisfério Sul – África do Sul, Austrália e Nova Zelândia – o Super Rugby dará em 2016 um passo adiante, passando a incorporar pela primeira vez equipes da Argentina e Japão, deixando de ser simplesmente uma liga do Sul para se tornar uma verdadeira liga mundial.

 

Com 18 equipes e boa parte dos grandes craques dos All Blacks, Wallabies, Springboks, Pumas (as quatro melhores seleções da última Copa do Mundo) e Brave Blossoms (a sensação de 2015), o Super Rugby será novamente exibido para o Brasil pela ESPN. O torneio é organizado pela SANZAAR, a mesma entidade que rege o Rugby Championship, e será disputado do fim de fevereiro a maio, tendo uma pausa em junho para jogos das seleções nacionais e retornando em julho. A grande final está marcada para o dia 6 de agosto.

 

A transmissão para o Brasil será, mais uma vez, da ESPN.

 

Liga em expansão

A história do Super Rugby remete a 1986, quando foi criado o South Pacific Championship, competição que reunia os melhores times provinciais de Nova Zelândia e Austrália, além de Fiji. O torneio foi remodelado, passou a se chamar Super 6 em 1992 e, em 1993, incorporou os melhores times da África do Sul, virando o Super 10, estabelecendo os moldes do que viria a ser o Super 12 em 1996. Com a profissionalização do rugby no mundo no fim de 1995, Nova Zelândia, Austrália e África do Sul transformaram o amador Super 10 em uma liga profissional, dando origem ao Super 12, hoje conhecido como Super Rugby.

 

O conceito da competição era de se basear em franquias regionais, juntando as seleções provinciais em super-times profissionais. Assim, cada federação provincial neozelandesa e sul-africana é ligada a uma franquia regional do Super Rugby, ao passo que as federações estaduais da Austrália correspondem diretamente às equipes do Super Rugby. O calendário passou a ser dividido em duas partes: no primeiro semestre, as franquias jogam o Super Rugby, enquanto no segundo semestre são as seleções provinciais que vão a campo em seus campeonatos nacionais, que em geral não contam com os jogadores das seleções nacionais, que disputam nesse período o Rugby Championship (chamado de Tri Nations entre 1996 e 2011).

 

Originalmente, o Super 12 contava com 5 franquias da Nova Zelândia (Blues, Chiefs, Hurricanes, Crusaders e Highlanders), 4 da África do Sul (Stormers, Sharks, Bulls e Cats) e 3 da Austrália (Reds, Waratahs e Brumbies). Mas, em 2006, a liga foi expandida para Super 14, com a entrada de um quinto time su-africano (com a entrada do Cheetahs, desmembrado do Cats, que logo seria rebatizado para Lions) e de um quarto time australiano (o Force). Em 2011, a liga realizou nova expansão, com a introdução da quinta franquia australiana (o Rebels), sendo definitivamente renomeada para Super Rugby.

 

A pressão sul-africana por mais uma expansão resultou no estabelecimento de um nova franquia do país, o Kings, que participou em 2012 da competição, substituindo o Lions, “rebaixado”. Mas, o sistema de rebaixamento sul-africano não vingou, o Lions retornou à liga e o Kings entrou em estado de hibernação até 2016, quando, enfim, se concretizará a maior expansão da história do Super Rugby, que passará a contar com 18 times.

 

A grande em 2016, contudo, não é o sexto time sul-africano, mas a entrada de mais dois novos países na liga: o Jaguares, que representará toda a Argentina, e o Sunwolves, representante do Japão, que ainda mandará alguns jogos em Cingapura.

 

Novidades no formato e nas regras

Com a expansão, a fórmula de disputa do Super Rugby será nova. As equipes foram divididas em 2 grupos – o Australasiano, com 10 times, de Austrália e Nova Zelândia, e o Sul-Africano, com 8 times, de África do Sul, Argentina e Japão – cada um dividido em 2 conferências – a Australiana, com os 5 times da Austrália, e a Neozelandesa, com os 5 times da Nova Zelândia, de um lado, e a África 1, com 3 times da África do Sul e 1 do Japão, e a África 2, com os outros 3 times da África do Sul e 1 da Argentina, do outro lado). Assim:

 

Grupo Australasiano

Conferência Australiana: Reds, Waratahs, Brumbies, Rebels e Force;

Conferência Neozelandesa: Blues, Chiefs, Hurricanes, Crusaders e Highlanders

 

Grupo Sul-Africano

Conferência África 1: Bulls, Cheetahs, Stormers e Sunwolves

Conferência África 2: Lions, Kings, Sharks e Jaguares

 

Cada equipe jogará 15 vezes na temporada regular (com 7 ou 8 jogos em casa), sendo que 6 partidas serão contra equipes da mesma conferência e 9 partidas serão contra equipes de outras conferências, sendo que cada equipe enfrentará uma vez todos os times da outra conferência de seu grupo e todas as equipes de uma das conferências do outro grupo. Em 2016, a Conferência Australiana cruzará com a Conferência África 1, enquanto a Conferência Neozelandesa cruzará com a Conferência África 2. Tais cruzamento mudarão a cada ano.

 

Com a conclusão da temporada regular, os 5 primeiros colocados do Grupo Australasiano e os 3 primeiros colocados do Grupo Sul-Africano se classificarão às quartas de final, sendo que terão o mando de jogo os 2 primeiros colocados de cada grupo. Nas semifinais e na final o mando será do time de melhor campanha na temporada regular.

 

Mas, o formato não será a única mudança. Nesta temporada, a SANZAAR introduzirá um novo sistema de ponto bônus, adotando o modelo usado pelo Top 14 francês. A vitória segue valendo 4 pontos e o empate 2 pontos, porém, a partir de 2016, o ponto bônus ofensivo (1 ponto a mais na classificação) será dado à equipe que vencer sua partida fazendo uma diferença de 3 ou mais tries com relação ao oponente. Até 2015, bastante uma equipe marcar 4 tries que ganharia o bônus. Desta forma, uma equipe derrotada jamais poderá ganhar um bônus ofensivo, que também não poderá ser conferido em caso de empate. O ponto bônus defensivo segue igual, com 1 ponto sendo dado ao time que for derrotado por diferença de 7 ou menos tries.

 

Favoritismo disperso

O Super Rugby teve durante os anos 2000 um grande papa títulos: o Crusaders, que venceu nada menos que 7 vezes a liga entre 1998 e 2008. Porém, desde então, a liga ganhou grande equilíbrio, com nada menos que 5 times diferentes conquistando o título entre 2009 e 2015, dos quais 4 o fizeram pela primeira vez. Com o Bulls decretando o fim da hegemonia do Crusaders ao conquistar três títulos em 2007, 2009 e 2010, o Super Rugby passou a experimentar grande variação no topo. Em 2011, o Reds faturou o título pela primeira vez (ou pela terceira, na visão de seu torcedor, que conta as taças do Super 10 de 1994 e 1995), enquanto em 2012 e 2013 o Chiefs faturou sua primeiro bicampeonato. Em 2014, a taça saiu da Nova Zelândia e voltou à Austrália com o Waratahs se sagrando campeão, mas em 2015 ela voltou à terra dos All Blacks com o Highlanders conseguindo seu primeiro título em final inédita contra o Hurricanes, hoje único neozelandês que jamais faturou o Super Rugby.

 

A Copa do Mundo de 2015 confirmou a supremacia mundial do Hemisfério Sul, a qual é atribuída por muitos ao nível físico e técnico exibido pelo Super Rugby. Nada menos que os quatro primeiros colocados do Mundial, pela primeira vez na história, são do Sul: Nova Zelândia, Austrália, África do Sul e Argentina. Contudo, se no campo a supremacia é do Sul, fora dele, na carteira, é da Europa, que segue tirando a cada ano importante jogadores do Super Rugby.

 

Nesta temporada, já se mandaram para o Velho Continente homens como Dan Carter, Ma’a Nonu, Conrad Smith, Colin Slade, Frank Halai, Charles Piutau, Hosea Gear, Ben Tameifuna, Ben Franks, Jeremy Thrush (neozelandeses), Nic White, James Horwill, Will Genia, Quade Cooper, James O’Connor, Sekope Kepu, Adam Ashley-Cooper (australianos), Duane Vermeulen, Bismarck Du Plessis, Jannie Du Plessis,, Willem Alberts, Victor Matfield, Flip van der Merwe, François Steyn, Jean De Villiers (sul-africanos) e Telusa Veainu (tonganês), enquanto Scott Higginbothan (australiano), Pierre Spies, Heinrich Brüssow (sul-africanos) e Tim Nanai-Williams (samoano) foram para a Top League japonesa e Sonny Bill Williams e Lima Messam (neozelandeses) trocaram o XV pelo sevens olímpico. Richie McCaw, Keven Mealamu, Tony Woodcock também não estarão mais na liga, aposentados. Porém, alguns retornos ocorreram e o acréscimo de dezenas de Pumas (como Agustín Creevy, Ramiro Herrera, Juan Manuel Leguizamón, Facundo Isa, Pablo Matera, Leonardo Senatore, Juan Martín Hernández, Nicolás Sánchez, Santiago Cordero, Joaquín Tuculet) prometem dar fôlego novo ao certame.

 

E em 2016, de quem é o favoritismo? Vamos passar o olho em cada time.

 

1ª rodada

Sexta-feira, dia 26 de fevereiro

Blues x Highlanders

Brumbies x Hurricanes

Cheetahs x Jaguares

 

Sábado, dia 27 de fevereiro

Sunwolves x Lions

Crusaders x Chiefs

Waratahs x Reds

Force x Rebels

Kings x Sharks

Stormers x Bulls

 

Conferência África 1

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Sunwolves

Cidade: Tóquio

País: Japão

Estádios: Estádio Príncipe Chichibu (27.000 lugares), em Tóquio / Singapore Sports Hub, em Cingapura (55.000 lugares)

Títulos: 0

2015: não participou

2016: O debutante time japonês não teve vida fácil em sua montagem. O ano de 2015 foi estupendo para o Japão com sua melhor campanha na história da Copa do Mundo, que incluiu vitória sobre os Springboks. Mas, o que era doce virou amargo quando o técnico Eddie Jones deixou o país e vários nomes de destaque da seleção optaram por não jogar pelos Sunwolves, dispersando-se por outros times do Super Rugby e pela Europa. Caberá ao técnico neozelandês Mark Hammett, ex Tasman, comandar os Lobos do Sol, que apostaram em um elenco mesclando bons e jovens talentos japoneses (nada menos que 12 japoneses no time não jogaram o Mundial) com alguns estrangeiros radicados no país, como o samoano Tusi Pisi e o argentino Tomás Leonardi. A expectativa é um início humilde para os Sunwolves no qual a maior preocupação serão os custos e desgastes com os deslocamentos e o desafio de formar uma torcida engajada.

 

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Bulls

Cidade: Pretória

País: África do Sul

Estádio: Loftus Versfeld (51.700 lugares)

Títulos: 3 (2007, 2009 e 2010)

2015: 9º lugar geral, 3º lugar na Conferência Sul-Africana

2016: Técnico novo, êxodo de atletas e muitas dúvidas. O Bulls não terá vida fácil em 2016, com Nollis Marais fazendo sua estreia como técnico de Super Rugby. A perda por lesão de Handré Pollard parecia tornar as coisas mais difíceis para o novo comandante, mas uma ótima pré-temporada serviu para animar o torcedor de Pretória. Os Bulls têm um sistema defensivo tradicionalmente forte e esperam que o novo formato do Super Rugby lhes ajude a voltarem aos playoffs. O fato de não enfrentarem neozelandeses neste ano garantirá ao Bulls vantagem decisiva na briga pela classificação na Conferência Sul-Africana.

 

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Cheetahs

Cidade: Bloemfontein

País: África do Sul

Estádio: Free State Stadium (48.000 lugares)

Títulos: 0

2015: 12º lugar geral, 5º lugar na Conferência Sul-Africana

2016: Uma montanha-russa, o Cheetahs é tradicionalmente imprevisível. O time do centro do país é conhecido pelo seu jogo aberto e ofensivo, com predileção por jogos de muitos tries, mas sempre sofre defensivamente. Para 2016, os Cheetahs parecem mais fracos e condenados a brigarem na parte de baixo da África do Sul, sobretudo pela perda de seu atleta mais influente, Willie Le Roux, transferido para o Sharks. Porém, o bom Sias Ebersohn é o novo reforço da equipe e a presença do Sunwolves em seu grupo e o fato da África 1 cruzar com os times da Austrália podem lhe ajudar a não ter uma temporada tão sofrida. Playoffs seriam lucro.

 

Stormers logo

Stormers

Cidade: Cidade do Cabo

País: África do Sul

Estádio: Newlands Stadium (51.900 lugares)

Títulos: 0

2015: Eliminado na Repescagem – 4º lugar geral na 1ª fase, 1º lugar na Conferência Sul-Africana

2016: Potencialmente o time mais forte da África do Sul, o Stormers foi beneficiado pelo fato de não enfrentar neozelandeses na primeira fase. Dono de uma sólida defesa, o time do Cabo não é famoso por um ataque vistoso, preferindo o jogo de contato e de chutes. Os Stormers têm novo técnico, Robbie Fleck, promovido de assistente com a saída de Allister Coetzee, mas perderam seus dois grandes líderes, Duane Vermeulen e Jean De Villiers. Entre os reforços, Jano Vermaak e Cornal Hendricks deverão dar maior velocidade ao ataque da equipe e uma mudança no sistema de jogo tradicional dos listrados poderá ser vista. A classificação à segunda fase é obrigação, mas com as perdas sofridas no elenco a incerteza toma conta das perspectivas.

 

Conferência África 2

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Kings

Cidade: Porto Elizabeth

País: África do Sul

Estádio: Nelson Mandela Bay Stadium (48.400 lugares)

Títulos: 0

2015: não disputou

2016: Candidato a pior time de todo o Super Rugby, os Kings voltam ao Super Rugby quebrados financeiramente e com um elenco baseado em apostas de risco, com pouca experiência e baixos salários. Será uma grande surpresa não ver o time de Porto Elizabeth no último lugar de seu grupo. Muito trabalho e dor de cabeça pela frente ao técnico Deon Davids.

 

lions rugby

Lions

Cidade: Joanesburgo

País: África do Sul

Estádio: Emirates Airlines Ellis Park (62.500 lugares)

Títulos: 1 (1993)*

2015: 8º lugar geral, 2º lugar na Conferência Sul-Africana

2016: Forte candidato a chegar às quartas de final (pela primeira vez desde 2001), o Lions tem tudo para dar um passo adiante em 2016, depois de uma boa campanha em 2015. Sob o comando de Johan Ackermann, o time de Joanesburgo deixou de ser um eterno lanterna para se tornou uma força considerável no Super Rugby e, com poucas mudanças no elenco, 2016 é o ano para o trabalho se concretizar. Defensivamente ainda longe de ser um primor, o ataque forte fisicamente os Lions e sua capacidade de reação em partidas complicadas deixam animada a torcida da maior cidade da África do Sul.

 

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Sharks

Cidade: Durban

País: África do Sul

Estádio: Growthpoint Kings Park (55.00 lugares)

Títulos: 0

2015: 11º lugar geral, 4º lugar na Conferência Sul-Africana

2016: O Sharks foi a grande decepção do Super Rugby 2015 ao fazer uma campanha medíocre mesmo com um time recheado de Springboks. O técnico Gary Gold, que pegou o time em crise no meio da temporada passada, poderá agora ter mais tempo e calma para preparar seu grupo que, no papel, segue sendo um forte candidato às finais. O elenco sofreu profundas mudanças, com a saída de muitos veteranos, como os irmãos Du Plessis, François Steyn e Willem Alberts, mas ganhou nomes de peso como Chiliboy Ralepelle, Keegan Daniel, Willie Le Roux, Michael Claassens, Jacques Potgieter e Joe Pietersen. A renovação fará bem aos alvinegros de Natal e as expectativas são ótimas. O problema é a dificuldade do grupo, que conta ainda com Lions e Sharks, e a tabela, com jogos contra os neozelandeses. A vitória sobre o Toulon na pré-temporada prova o potencial do time de Durban.

 

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Jaguares

Cidade: Buenos Aires

País: Argentina

Estádio: Estadio José Amalfitani (49.500 lugares)

Títulos: 0

2015: não disputou

2016: Novato de ouro. Os Jaguares farão história em 2016 como a primeira equipe argentina no Super Rugby e a expectativa não poderia ser melhor. Sendo formados pela base dos Pumas, de campanha exuberante em 2015, e com jovens talentos no lugar dos veteranos que optaram por ficar na Europa, o time argentino é, sem qualquer ingenuidade, um dos mais fortes da liga e fortíssimo candidato a avançar ao mata-mata. Nomes de classe internacional como Agustín Creevy, Leonardo Senatore, Pablo Matera, Ramiro Herrera, Facundo Isa e Juan Manuel Leguizamón fazem do pack dos Jaguares uma poderosa arma, implacável nas formações, e aliada a um linha incisiva, capaz de dar show (e declaradamente com essa proposta para o Super Rugby), contanto com homens como Martin Landajo, Juan Martín Hernández, Nicolás Sánchez, Santiago Cordero e Joaquín Tuculet. O espetáculo da Copa do Mundo tem que continuar! Mas, como pedras no caminho estão as imensas viagens, que serão acompanhadas por um desgaste maior dos argentinos com relação a qualquer rival direto, e a inexperiência no torneio.

 

Conferência Austrália

Brumbies logo

Brumbies

Cidade: Canberra

País: Austrália

Estádio: Canberra Stadium (25.000 lugares)

Títulos: 2 (2001 e 2004)

2015: Semifinalista – 6º lugar geral na 1ª fase, 2º lugar na Conferência Australiana

2016: A esquadra da capital da Austrália é certamente uma das mais fortes do país, liderada pelo treinador Stephen Larkham e pelo capitão Stephen More, em fim de carreira, e sedento por uma taça. O título do Super Rugby não é dos Brumbies desde 2004 e a pressão vem aumentando para que a talentosa geração dê frutos. No pack, a Scott Sio, David Pocock e Scott Fardy são parte de uma das formações mais fortes da Austrália, senão a mais forte, enquanto na linha Kuridrani, Tomane e Toomua ganharam a parceria do argentino Tomás Cubelli, contratado para substituir Nic White. Pretensões altas em Canberra.

 

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Force

Cidade: Perth

País: Austrália

Estádio: nib Stadium (20.500 lugares)

Títulos: 0

2015: 15º lugar geral, 5º lugar na Conferência Australiana

2016: Último colocado de 2015, o Western Force não fez adições promissoras em seu elenco e deverá, de novo, brigar contra a rabeira. O sul-africano Peter Grant foi a principal adição do time de Perth.

 

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Rebels

Cidade: Melbourne

País: Austrália

Estádio: AAMI Park (30.000 lugares)

Títulos: 0

2015: 10º lugar geral, 3º lugar na Conferência Australiana

2016: O Rebels mostrou grande evolução em 2015 e quase chegou a brigar pela classificação. O time de Melbourne, no entanto, perdeu nomes importantes como Higginbothan e Luke Burgess, e não os repôs, dando a entender que o tão esperado passo adiante não esteja assim tão próximo. Mais uma temporada de aprendizado para a equipe da terra do futebol australiano, que se foca também no lado de fora de campo, em sua luta contínua por atenção numa cidade de tantos times e eventos esportivos.

 

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Reds

Cidade: Brisbane

País: Austrália

Estádio: Suncorp Stadium (52.500 lugares)

Títulos: 3 (1994, 1995, 2011)*

2015: 13ºlugar geral, 4º lugar na Conferência Australiana

2016: O título de 2011 do Super Rugby conquistado pelo Queensland Reds parece hoje uma relíquia. O assustador declínio da agremiação de Brisbane assusta seu torcedor, que olha hoje com desconfiança para uma geração que parecia promissor, mas não vingou como se esperava. Com as saídas de Will Genia, Quade Cooper e James Horwill, os Reds estão prontos para se reconstruirem, apostando em novos valores, no retorno ao país de Kane Douglas e na contratação do craque japonês Ayumu Goromaru, em quem recairão todas as atenções. A pré-temporada dos Reds não foi boa, mas na cabeça do torcedor de Queensland “pior do que tá não fica”.

 

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Waratahs

Cidade: Sydney

País: Austrália

Estádio: Allianz Stadium (45.500 lugares)

Títulos: 1 (2014)

2015: Semifinalista – 3º lugar geral na 1ª fase, 1º lugar na Conferência Australiana

2016: Campeão de 2014, o NSW Waratahs é novamente um dos favoritos ao título e concorre com o Brumbies como o mais forte da Austrália. Kepu, Nayaravoro e Ashley-Cooper se foram, assim como o técnico Michael Cheika, e agora muitas dúvidas estão em cima do técnico Daryl Gibson sobre como se comportará o time de Sydney no início de um novo trabalho. Mas, apesar das perdas, os ‘Tahs seguem com nomes de peso no time, como Foley, Folau, Phipps, Beale, Horne, Hooper e Mumm. O neozelandês Zac Guildford foi a grande contratação, para substituir Ashley-Cooper. Acima de tudo, os Waratahs querem e devem brigar pelo título.

 

Conferência Nova Zelândia

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Blues

Cidade: Auckland

País: Nova Zelândia

Estádio: Eden Park (50.000 lugares)

Títulos: 3 (1996, 1997, 2003)

2015: 14º lugar geral, 5º lugar na Conferência Neozelandesa

2016: Potência das primeiras temporadas do Super Rugby, o Blues, time da maior cidade da Nova Zelândia, vive hoje uma crise interminável, públicos pífios e o peso da sombra de seus rivais neozelandeses. Em 2016, a palavra de ordem em Auckland é recuperar o orgulho e voltaram a aspirar à segunda fase. O processo de renovação nos Blues é promissor, com os jovens Akira e Rieko Ioane confirmados no time, assim como George Moala e Rene Ranger, produzindo uma formação de linha que poderá dar o que falar na competição, em especial tendo como treinador Tana Umaga. O novo comandante terá muito trabalho em recuperar a confiança dos azuis, mas as peças para tal estão disponíveis. Com as aposentadorias de Mealamu e Woodcock, a liderança dentro de campo caberá a Jerome Kaino. Para agora, o importante é voltar a sentir o gostinho da ambição ao invés de respirar diariamente os ventos das últimas posições.

 

Chiefs

Chiefs

Cidade: Hamilton

País: Nova Zelândia

Estádio: Waikato Stadium (25.800 lugares)

Títulos: 2 (2012 e 2013)

2015: Eliminado na Repescagem – 5º lugar geral na 1ª fase, 3º lugar na Conferência Neozelandesa

2016: Uma máquina de vitórias nos últimos anos, os Chiefs seguem como grandes candidatos ao título do Super Rugby, tendo feito o mata-mata no ano passado. As perdas no elenco foram pesadas, em especial no pack, com as saídas de Tameifuna e Messam, enquanto Nanai-Williams, Tom Marshall e Hosea Gear desfalcam a linha. Apesar disso, o técnico Dave Rennie ainda terá peças para montar um elenco vencedor, sobretudo com a expectativa de contar com Aaron Cruden em boa forma e com Sam Cane e Brodie Retallick devendo cada vez mais exercer liderança na equipe. A dúvida será o nível de disponibilidade de Sonny Bill Williams na equipe.

 

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Crusaders

Cidade: Christchurch

País: Nova Zelândia

Estádio: AMI Stadium (18.600 lugares)

Títulos: 7 (1998, 1999, 2000, 2002, 2005, 2006 e 2008)

2015: 7º lugar geral, 4º lugar na Conferência Neozelandesa

2016: Maior campeão da história do Super Rugby, o Crusaders entra em uma nova era, sem os mitos Dan Carter e Richie McCaw. É fato que os dois não vinham sendo figuras tão presentes nos Crusaders nos últimos anos, mas é igualmente perceptível que o time de Christchurch iniciou um perigoso declínio conforme a influência dos dois craques foi diminuindo. Hoje, os ‘Saders não são mais a potência de outros tempos e terão um grande desafio pela frente buscando seguir como candidatos às finais. No papel, o elenco rubronegro não impressiona mais como em outro tempos e deve se preocupar em não acabar na parte debaixo da tabela em seu país. Israel Dagg foi ejetado do elenco e está agora apenas treinando e longe do time titular. O desafio maior está na camisa 10, com o fijiano promissor Volavola e o jovem McKenzie, ex Chiefs, sendo contratados com o peso de substituir Carter, Slade e Taylor. A liderança caberá a veteranos de calibre, como Sam Whitelock, Wyatt Crockett e Kieran Read que, mais do que nunca, serão essenciais na manutenção do Crusaders entre os favoritos aos playoffs. O problema, é a forma da concorrência.

 

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Highlanders

Cidade: Dunedin

País: Nova Zelândia

Estádio: Forsyth Barr Stadium (30.700 lugares)

Títulos: 1 (2015)

2015: Campeão – 2º lugar geral na 1ª fase, 2º lugar na Conferência Neozelandesa

2016: Campeão de 2015, quando não era cotado no topo da lista de favoritos, o Highlanders terá a missão de se firmar como candidato a título mais uma vez. Aaron Smith e Lima Sopoaga seguem formando uma das mais eficientes e temíveis duplas de 9 e 10 da liga e poucas perdas abalaram o elenco do técnico Jamie Joseph para este ano. Rugby ofensivo a todo vapor novamente nas previsões. A dúvida no momento está em como se portará uma equipe que ascender rápido demais ao topo agora com o peso do favoritismo nas costas.

 

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Hurricanes

Cidade: Wellington

País: Nova Zelândia

Estádio: Westpac Stadium (34.500 lugares)

Títulos: 0

2015: Vice campeão – 1º lugar geral na 1ª fase, 1º lugar na Conferência Neozelandesa

2016: Para muitos torcedores dos Hurricanes, a chance de ouro de quebrar o tabu e se tornar campeão do Super Rugby foi irremediável perdida em 2015. Os ‘Canes fizeram uma campanha impecável na temporada regular do ano passado e morreram na grande final em casa contra os Highlanders. O elenco segue muito forte, é verdade, mas a perde dos dois nomes mais influente, Ma’a Nonu e Conrad Smith, e a reposição longe de estar à altura – Laumape foi tirado do rugby league para ser testado no centro dos ‘Canes – levam a muitos questionamentos. O técnico Chris Boyd terá um missão dificílima de manter os aurinegros da capital na parte de cima do Grupo Neozelandês após o choque da derrota na última final. Mas, homens para a tarefa não faltam no ótimo elenco, que tem Milner-Skudder, Julian Savea, Beauden Barrett e Perenara formando uma das mais poderosas linhas do mundo. Potencial não falta para brigar pelo título, a questão maior estará no psicológico.

 

Lista de campeões do Super Rugby (desde 1996)

1 – Crusaders (Nova Zelândia) – 7 títulos

2 – Blues (Nova Zelândia) – 3 títulos

Bulls (África do Sul) – 3 títulos

4 – Brumbies (Austrália) – 2 títulos

Chiefs (Nova Zelândia) – 2 títulos

6 – Highlanders (Nova Zelândia) – 1 título

Reds (Australia) – 1 título

Waratahs (Austrália) – 1 título

 

Lista de campeões desde o Super 10 (desde 1993)

1 – Crusaders (Nova Zelândia) – 7 títulos

2 – Blues (Nova Zelândia) – 3 títulos

Bulls (África do Sul) – 3 títulos

Reds (Australia) – 3 títulos

5 – Brumbies (Austrália) – 2 títulos

Chiefs (Nova Zelândia) – 2 títulos

7 – Highlanders (Nova Zelândia) – 1 título

Lions (África do Sul) – 1 título

Waratahs (Austrália) – 1 título

 

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