África do Sul renascida se impõe sobre a Escócia

ARTIGO COM VÍDEO – Newcastle parou para um dos grandes embates da primeira fase da Copa do Mundo: Escócia e África do Sul. A cidade do norte inglês estava tomada de escoceses, pela proximidade da fronteira com o país vizinho, mas as atenções maiores estavam sobre os Springboks, que precisavam da vitória para não darem adeus ao Mundial e, de quebra, assumirem a liderança do grupo. O Japão já havia colocado pressão sobre os Boks ao atropelar Samoa, mas os sul-africanos souberam fazer um jogo sólido, apesar de alguns erros recorrentes, e garantiram preciosos 34 x 16. Liderança para os verdes, mas nada de desespero para os azuis.

 

A África do Sul começou soberana a partida e dominante, com seu pack destruindo as jogadas escoceses e garantindo o controle da posse de bola e do território. Com seu lateral funcionando e seu scrum sem os problemas de outrora, os Boks não tardaram a abrir o placar. Aos 12′, Schalk Burger tirou do ruck e mergulhou sob pressão para o try, mas o TMO comprovou e a bola foi apoiada na força no chão.

 

O controle sul-africano passou decisivamente pelas mãos de Fourie Du Preez e a terceira linha de Vermeulen e Burger incomodou. Aos 16′, a Escócia cedeu penal após lateral e Pollard ampliou o placar para os verdes. O domínio teve sequência, o lateral escocês evoluiu com Jonny Gray colocando maior pressão em Etzebeth, mas o volume seguiu nas mãos da África do Sul e, aos 24′, mais um penal resultou em mais três pontos de Pollard.

 

A reação escocesa parecia se iniciar quando Laidlaw reduziu aos 29′ com penal e, aos 33′, Jannie Du Plessis recebeu amarelo, deixando os Boks com um homem a menos. Porém, sem Finn Russell e com Laidlaw aquém de seu melhor, a Escócia pouco produziu com a vantagem numérica e, aos 37′, ainda foi punida com os verdes emplacando um maul devastador. Os escoceses não souberam defender a investida e Du Preez explorou o buraco na base para deixar a bola com JP Pietersen, que furou para o segundo try sul-africano, mesmo com um a menos. 20 x 6.

 

A Escócia voltou do intervalo mais focada e buscou aproveitar os últimos minutos de vantagem numérica. Logo após a retomada os azuis ganharam um penal, puseram para s lateral e nada produziram a partir da formação. Na sequência, ganharam novo penal e Laidlaw optou pelo mais seguro, adicionando mais três pontos para o Cardo.

 

O penal deu alívio para a Escócia e, aos 48′, Duncan Weir interceptou passe sul-africano e arrancou brilhantemente mais de metade do campo, foi derrubado por Pietersen, mas manteve a bola viva e Seymour finalizando um lindo try que deu ânimo para o time britânico. O que, contudo, durou pouco. Aos 50′, Handré Pollard foi inteligente e arrematou um drop goal para esfriar a reação escocesa. E, aos 52′, Laidlaw foi infantil e levou cartão amarelo, deixando os escoceses com 14 em campo.

 

O golpe da exclusão de Laidlaw foi menos sentida do que o esperado e Weir reduziu aos 59′ com novo penal para o Cardo. A Escócia melhorou, cresceu no jogo, mas voltou a sofrer no lateral e, aos 59′, Pollard adicionou mais três pontos para os Boks. E, aos 67′, mais um penal praticamente afastou as chances dos azuis, que já não conseguiam mais aumentar seu ritmo na partida. Exausta, a Escócia ainda se abriu no fim e Habana mergulhou na ponta para o terceiro e último try sul-africano no duelo, recebendo do lado cego do ruck. 34 x 16. Apesar de não fazer um jogo perfeito, a África do Sul melhorou, em especial psicologicamente.

 

A Escócia ainda enfrenta a eliminada Samoa no dia 10 e precisa de uma simples vitória para carimbar sua vaga ao mata-mata, ao passo que a África do Sul duela com os Estados Unidos, no dia 7, precisando também de uma simples vitória.

 

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África do Sul 34 x 16 Escócia, em Newcastle

Árbitro: Nigel Owens (Gales)

Assistentes: Chris Pollock (Nova Zelândia) e Leighton Hodges (Gales) / TMO: George Ayoub (Austrália)

 

África do Sul

Tries: Burger, Pietersen e Habana

Conversões: Pollard (2)

Penais: Pollard (4)

Drop goals: Pollard (1)

15 Willie le Roux, 14 JP Pietersen, 13 Jesse Kriel, 12 Damian de Allende, 11 Bryan Habana, 10 Handre Pollard, 9 Fourie du Preez (c), 8 Duane Vermeulen, 7 Schalk Burger, 6 Francois Louw, 5 Lood de Jager, 4 Eben Etzebeth, 3 Jannie du Plessis, 2 Bismarck du Plessis, 1 Tendai Mtawarira.

Suplentes: 16 Adriaan Strauss, 17 Trevor Nyakane, 18 Frans Malherbe, 19 Pieter-Steph du Toit, 20 Willem Alberts, 21 Ruan Pienaar, 22 Pat Lambie, 23 Jan Serfontein.

 

Escócia

Try: Seymour

Conversões: Laidlaw (1)

Penais: Laidlaw (2) e Weir (1)

15 Stuart Hogg, 14 Tommy Seymour, 13 Richie Vernon, 12 Peter Horne, 11 Tim Visser, 10 Duncan Weir, 9 Greig Laidlaw (c), 8 Dave Denton, 7 Blair Cowan, 6 Josh Strauss, 5 Jonny Gray, 4 Richie Gray, 3 WP Nel, 2 Fraser Brown, 1 Gordon Reid.

Suplentes: 16 Ross Ford, 17 Alasdair Dickinson, 18 Jon Welsh, 19 Tim Swinson, 20 Ryan Wilson, 21 Sam Hidalgo-Clyne, 22 Peter Horne, 23 Sean Lamont

Clube P J V E D 4+ -7 PP PC SP
Grupo A
Austrália 17 4 4 0 0 1 0 141 35 106
Gales 13 4 3 0 1 1 0 111 67 44
Inglaterra 11 4 2 0 2 2 1 133 75 58
Fiji 5 4 1 0 3 1 0 84 101 -17
Uruguai 0 4 0 0 4 0 0 30 226 -196
Grupo B
África do Sul 16 4 3 0 1 3 1 176 56 120
Escócia 14 4 3 0 1 2 0 142 139 3
Japão 12 4 3 0 1 0 0 98 100 -2
Samoa 6 4 1 0 3 1 1 69 124 -55
Estados Unidos 0 4 0 0 4 0 0 50 156 -106
Grupo C
Nova Zelândia 19 4 4 0 0 3 0 174 49 125
Argentina 15 4 3 0 1 3 0 179 70 109
Geórgia 8 4 2 0 2 0 0 53 122 -69
Tonga 6 4 1 0 3 1 1 70 130 -60
Namíbia 1 4 0 0 4 0 1 70 174 -104
Grupo D
Irlanda 18 4 4 0 0 2 0 135 35 100
França 14 4 3 0 1 2 0 117 64 53
Itália 10 4 2 0 2 1 1 74 88 -14
Romênia 4 4 1 0 3 0 0 60 126 -66
Canadá 2 4 0 0 4 0 2 58 141 -83

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