Domingo é o último dia da 1ª fase do Mundial! Hora das prévias

A fase de grupos da Copa do Mundo chega ao final nesse domingo, com as ações começando logo de manhã, às 8h00, com Argentina x Namíbia. Os jogos que têm disputas mais interessantes ocorrem na sequência, com Itália e Romênia disputando um lugar na Copa do Mundo de 2019. Na sequência, o jogo mais aguardado do dia entre França e Irlanda, valendo o primeiro lugar do Grupo D. Quem vencer, pega a Argentina nas quartas de final e quem perder terá a Nova Zelândia pela frente. E Japão e Estados Unidos encerram o dia, em jogo que não vale mais nada, apenas mais uma vitória para dar moral para a continuidade do trabalho das duas nações emergentes no rugby.

 

Argentina descansa elenco contra Namíbia

Argentina e Namíbia entram em campo amanhã com a situação do Grupo C já definida. Os Pumas terminarão invariavelmente na segunda colocação, enquanto os Welwitschias já têm a lanterna em mãos.

 

Com isso, Daniel Hourcade irá poupar seu elenco para o jogo, trocando nada menos que 11 atletas desde a última partida. Martin Landajo  será o capitão da esquadra, jogando ao lado de Juan Martín Hernández, que entra de abertura para recuperar o ritmo. Juan Pablo Socino terá sua primeira partida no Mundial. A Namíbia, por sua vez, teve a mesma conduta e aproveitou o último jogo para permitir que mais atletas entrassem em campo, fazendo 11 trocas igualmente. Os Welwitschias não terão Jacques Burger, lesionado, e Renaldo Bothma, suspenso por duas semanas, enfraquecendo sua terceira linha. Assim, a tendência é a Argentina acumular muito mais posse de bola e dificilmente um desastre ocorrerá.

 

Do lados dos Pumas, resta observar como se comportam os atletas que estão ganhando uma oportunidade, enquanto a Namíbia parte com o coração em busca de sua histórica primeira vitória em Mundiais.

 

UAR_copy_copy.jpgversus copiarnamibia logo copy copy

08h00 – Argentina x Namíbia, em Leicester – ESPN AO VIVO

Árbitro: Pascal Gaüzère (França)

Assistentes: Jérôme Garcès (França) e Marius Mitrea (Itália) / TMO: George Ayoub (Austrália)

 

Argentina: 15 Lucas Gonzalez Amorosino, 14 Matias Moroni, 13 Santiago Gonzalez Iglesias, 12 Juan Pablo Socino, 11 Horacio Agulla, 10 Juan Martin Hernandez, 9 Martin Landajo (c), 8 Facundo Isa, 7 Javier Ortega Desio, 6 Pablo Matera, 5 Matias Alemanno, 4 Guido Petti, 3 Juan Pablo Orlandi, 2 Julian Montoya, 1. Lucas Noguera.

Suplentes: 16 Agustin Creevy, 17 Marcos Ayerza, 18 Ramiro Herrera, 19. Leonardo Senatore, 20 Juan Martin Fernandez Lobbe, 21 Tomas Cubelli, 22 Marcelo Bosch, 23 Juan Imhoff.

 

Namíbia: 15 Chrysander Botha, 14 Johan Tromp, 13 JC Greyling, 12 Johan Deysel, 11 Conrad Marais, 10 Theuns Kotze, 9 Eneill Buitendag, 8 Leneve Damens, 7 Wian Conradie, 6 Rohan Kitsoff (c), 5 Tijuee Uanivi, 4 Janco Venter, 3 Johannes Coetzee, 2 Torsten Van Jaarsveld, 1 Jaco Engels.

Suplentes: 16 Louis van der Westhuizen, 17 Johnny Redelinghuys, 18 Raoul Larson, 19 Renaldo Bothma, 20 Tinus Du Plessis, 21 PJ Van Lill, 22 Eugene Jantjes, 23 Heinrich Smit.

 

Histórico: 2 jogos e 2 vitórias da Argentina. Último jogo: Argentina 63 x 3 Namíbia, em 2007 (Copa do Mundo);

 

O velho clássico europeu vale vaga em 2019

Itália e Romênia decidem o terceiro lugar do Grupo D nesse domingo, valendo vaga na próxima Copa do Mundo. Os dois times por muitos anos fizeram i grande clássico europeu dos países que não jogavam o antigo Five Nations, e a vantagem era romena. Mas, a Itália cresceu nos anos 90, superou a Romênia e foi convidada para integrar o Six Nations em 2000.

 

Entretanto, o clássico parou com a admissão italiana e a última partida entre os dois lados foi em 2007.  A Romênia está sedenta por provar que merece uma chance na elite e elegeu essa partida como o jogo mais importante do ano para o país e a vitória teria peso de ouro na pressão por um Six Nations aberto – enquanto a Geórgia também agradeceria uma vitória romena. A Romênia vai quase com força máxima para o embate, não tendo apenas o terceira linha Mihai Macovei. Valentin Calafeteanu volta com a camisa 9 no lugar do simpático Surugiu.

 

Os Azzurri temem a partida como nunca, sobretudo após sofrerem contra o Canadá, na única partida até aqui que jogavam com a obrigação de favoritos. Para piorar, a Itália não terá Sergio Parisse, lesionado novamente, dando lugar a Alessandro Zanni. Geldenhuys assumirá a condição de capitão desta vez, já que Ghiraldini também segue de fora do time. A única outra alteração é a saída do igualmente lesionado Gonzalo Garcia para a volta de Tommaso Benvenuti.

 

Os italianos mostraram melhoras sensíveis e fizeram um grande jogo diante da Irlanda, mas o fator Parisse representou muito da melhora do time. Sem ele, a Itália está diante do desafio de aproveitar o embalo e a confiança daquele jogo e não dar um vexame que poderia ter consequência para seu futuro em um nível maior do que o imaginável. A Itália apoia muito seu jogo na força de seu pack, mas as duas ausência e o fato do pack também ser o ponto forte da Romênia são um problema para o time, ainda mais com o ânimo romeno após a vitória sobre o Canadá, quando os Carvalhos mostraram capacidade louvável de reação, virando o placar no segundo tempo com muita fibra. Macovei é essencial à equipe, mas sem Parisse do outro lado sua perda diminui de importância. A Romênia tem um scrum poderoso que desempenhou muito bem até aqui, começando pela primeira linha liderada por Mihai Lazar. A Itália, por sua vez, tem um péssimo lateral, que a comprometeu diante da Irlanda, enquanto a Romênia não vai mal no alinhamento. Problemas de sobra à vista!

 

Onde a Romênia tem sérias dificuldades de defender é na linha, mas a Itália não conta com grande desempenho no jogo de mãos. A vitória italiana passará muito pelo psicológico e pelas mãos da dupla Gori e Allan, que precisarão fazer a linha italiana funcionar para os azuis ganharem uma vantagem no jogo. Dúvidas e mais dúvidas no ar.

 

italia copy copyversus copiarromênia copy copy

10h30 – Itália x Romênia, em Exeter – ESPN AO VIVO

Árbitro: Romain Poite (França)

Assistentes: George Clancy (Irlanda) e Mathieu Raynal (França) / TMO: Ben Skeen (Nova Zelândia)

 

Itália: 15 Luke McLean, 14 Leonardo Sarto, 13 Michele Campagnaro, 12 Tommaso Benvenuti, 11 Giovanbattista Venditti, 10 Tommaso Allan, 9 Edoardo Gori, 8 Alessandro Zanni, 7 Simone Favaro, 6 Francesco Minto, 5 Josh Furno, 4 Quintin Geldenhuys (captain), 3 Lorenzo Cittadini, 2 Andrea Manici, 1 Matias Aguero.

Suplentes: 16 Davide Giazzon, 17 Alberto De Marchi, 18 Dario Chistolini, 19 Valerio Bernabò, 20 Samuela Vunisa, 21 Guglielmo Palazzani, 22 Carlo Canna, 23 Enrico Bacchin.

 

Romênia: 15 Catalin Fercu, 14 Madalin Lemnaru, 13 Paula Kinikinilau, 12 Florin Vlaicu, 11 Ionut Botezatu, 10 Michael Wiringi, 9 Valentin Calafeteanu, 8 Daniel Carpo, 7 Viorel Lucaci, 6 Valentin Ursache (c), 5 Johannes van Heerden, 4 Valentin Poparlan, 3 Paulica Ion, 2 Otar Turashvili, 1 Mihaita Lazar.

Suplentes: 16 Andrei Radoi, 17 Andrei Ursache, 18 Horatiu Pungea, 19 Marius Antonescu, 20 Stelian Burcea, 21 Tudorel Bratu, 22 Adrian Apostol, 23 Csaba Gal.

 

Histórico: 41 jogos, 22 vitórias da Itália, 3 empates e 16 vitórias da Romênia. Último jogo: Itália 24 x 18 Romênia, em 2007 (Copa do Mundo);

 

Hora de saber quem segue invicto

O grande embate do domingo acontecerá em Cardiff, com França e Irlanda se encarando pelo primeiro lugar do Grupo D. A França vem em alta após um grande segundo tempo contra o Canadá – e bastante descansada. Já a Irlanda levantou dúvidas após fraco desempenho contra a Itália, além de ter acumulado duas derrotas preocupantes na preparação para a Copa. Se até o primeiro semestre a vantagem era toda da bicampeã europeia Irlanda, a França renasceu no segundo semestre para fazer uma partida de chances iguais para os dois lados.

 

Foram apenas duas mudanças no time efetuadas por Saint-André nos Bleus, com Louis Picamoles e Noa Nakaitaci entrando no time. E essas mudanças tem ares de alterações para melhor na França. Já a Irlanda não terá Payne, de fora do Mundial por fratura na perna. Henshaw e Earls formarão a dupla de centros do Trevo e Simon Zebo foi preterido por Joe Schmidt. Rob Kearney assume a camisa 15, enquanto Devin Toner e Cian Healy volta entre os forwards.

 

Contra a Itália, a Irlanda cometeu penais em excesso e muitos erros de passes, enquanto Murray e Sexton não estiveram inspirados. O scrum também não foi o ideal, mas foi compensado pela superioridade no lateral. Contra os Bleus, a qualidade da dupla O’Connell e Toner levará problemas para a França no setor, apesar dos críticos clamarem por Henderson no time titular. A França, no entanto, irá impor muito mais dificuldades aos irlandeses, inclusive no breakdown, onde Parisse fez a diferença na semana passada. Picamoles entra nos Bleus para junto de Dusautoir levar muitos problemas a Heaslip e O’Brien, que ainda podem mostrar mais na Copa. A terceira linha irlandesa hoje tem em O’Mahony seu grande nome, incansável. Na primeira linha, o momento de Guirado, Slimani e Ben Arous é ótimo e a versatilidade do trio impressiona

 

A dupla de 9 e 10 vinha sendo um problema para os franceses, mas o dueto Tillous-Borde e Michalak começa a acertar e o abertura vem sendo um destaque no Mundial. A Irlanda, por sua vez, tem uma das melhores duplas do mundo pela crítica, que terá no jogo contra os tricolores justamente sua grande prova. Na linha, as duas equipes têm qualidades inquestionáveis, com a França mostrando potência em nomes como Bastareuad, Fofana e Spedding, enquanto a velocidade e agressividade do jogo é marca dos verdes. Nesse duelo de iguais, o psicológico também dará seu ar e a Irlanda está diante de um desafio de superação maior, pelo peso que seu histórico ruins de Copa tem – e pelo fato de uma derrota significar enfrentar os All Blacks, contra quem jamais venceu.

 

França vermelhoversus copiarirlanda copy

12h45 – França x Irlanda, em Cardiff – ESPN+ AO VIVO

Árbitro: Nigel Owens (Gales)

Assistentes: Wayne Barnes (Inglaterra) e Leighton Hodges (Gales) / TMO: Graham Hughes (Inglaterra)

 

França: 15 Scott Spedding, 14 Noa Nakaitaci, 13 Mathieu Bastareaud, 12 Wesley Fofana, 11 Brice Dulin, 10 Frédéric Michalak, 9 Sébastien Tillous-Borde, 8 Louis Picamoles, 7 Damien Chouly, 6 Thierry Dusautoir (c), 5 Yoann Maestri, 4 Pascal Papé, 3 Rabah Slimani, 2 Guilhem Guirado, 1 Eddy Ben Arous.

Suplentes: 16 Benjamin Kayser, 17 Vincent Debaty, 18 Nicolas Mas, 19 Alexandre Flanquart, 20 Bernard le Roux, 21 Morgan Parra, 22 Rémi Talès, 23 Alexandre Dumoulin.

 

Irlanda: 15 Rob Kearney, 14 Tommy Bowe, 13 Keith Earls, 12 Robbie Henshaw, 11 Dave Kearney, 10 Jonathan Sexton, 9 Conor Murray, 8 Jamie Heaslip, 7 Sean O’Brien, 6 Peter O’Mahony, 5 Paul O’Connell (c), 4 Devin Toner, 3 Mike Ross, 2 Rory Best, 1 Cian Healy.

Suplentes: 16 Richardt Strauss, 17 Jack McGrath, 18 Nathan White, 19 Iain Henderson, 20 Chris Henry, 21 Eoin Reddan, 22 Ian Madigan, 23 Luke Fitzgerald

 

Histórico: 93 jogos, 55 vitórias da França, 7 empates e 31 vitórias da Irlanda. Último jogo: Irlanda 18 x 11 França, em 2015 (Six Nations);

 

O futuro em campo

A vitória da Escócia sobre Samoa tirou as chances do Japão de avançar às quartas de final, mas não é por isso que os Brave Blossoms irão diminuir seu ritmo diante dos Estados Unidos. Afinal, a “rugbymania” tomou conta do Japão e os comandados do técnico Eddie Jones querem fincar o pé na elite do rugby mundial com mais uma vitória contundente, em partida que será a última do treinador no comando da seleção. Os Estados Unidos, no entanto, têm planos ambiciosos para o futuro, se inspiram no Japão e não querem sair sem vitórias do Mundial, sobretudo tendo o histórico recente a seu favor, pois as Águias bateram os asiáticos em 2015 pela Copa das Nações do Pacífico, 23 x 18, em junho, em solo americano.

 

Jones efetuou quatro mudanças no time que superou Samoa na rodada anterior e a grande novidade é o centro australiano Craig Wing, naturalizado japonês, que, ao 35 anos de idade, se torna o atleta mais velho na história a debutar em uma Copa do Mundo. Wing tem a peculiaridade de já ter defendido a Austrália na Copa do Mundo de Rugby League, além de ter jogado o grandioso State of Origin, tendo atuado até 2009 na modalidade rival até se transferir para a Top League japonesa. Na primeira linha, entra Hiroshi Yamashita no lugar de Kensuke Hatakeyama, enquanto Justin Ives retorna à segunda linha no lugar de Hitoshi Ono. Por fim, Yoshikazu Fujita ganha a vaga na ponta no posto de Akihito Yamada.

 

Os Estados Unidos, por sua vez, entram com um time completo na busca pelo triunfo, com 13 trocas com relação ao time quase reserva atropelado pelos Springboks. Grande nomes como Chris Wyles, Takudzwa Ngwenya, Zach Test e Hayden Smith estão de volta.

 

A partida será de um embate físico de nível bom, com o Japão tendo já mostrado sua força nas formações, enquanto os EUA apresentaram um preparo físico louvável, crescendo no segundo tempo contra Samoa e Escócia. O desafio americano é lidar com o jogo parado letal dos japoneses, não cometer penais e ter máxima eficiência nos tackles. Para os japoneses, o desafio é diferente: agora o Japão precisa saber jogar como favorito e derrotar uma seleção que até o começo deste ano era cotada em um nível muito próximo do seu, com atletas experientes e de nível internacional.

 

japão logo novo copiarversus copiarusa_copy

16h00 – Japão x Estados Unidos, em Gloucester – ESPN+ AO VIVO

Árbitro: Glen Jackson (Nova Zelândia)

Assistentes: John Lacey (Irlanda) e Federico Anselmi (Argentina) / TMO: Shaun Veldsman (África do Sul)

 

Estados Unidos: 15 Chris Wyles (c), 14 Takudzwa Ngwenya, 13 Seamus Kelly, 12 Thretton Palamo, 11 Zach Test, 10 AJ MacGinty, 9 Mike Petri, 8 Samu Manoa, 7 Andrew Durutalo, 6 Al McFarland, 5 Greg Peterson, 4 Hayden Smith, 3 Titi Lamositele, 2 Zach Fenoglio, 1 Eric Fry.

Suplentes: 16 Phil Thiel, 17 Oli Kilifi, 18 Chris Baumann, 19 Cam Dolan, 20 John Quill, 21 Danny Barrett, 22 Niku Kruger, 23 Folau Niua.

 

Japão: 15 Ayumu Goromaru, 14 Yoshikazu Fujita, 13 Harumichi Tatekawa, 12 Craig Wing, 11 Kotaro Matsushima, 10 Kosei Ono, 9 Fumiaki Tanaka, 8 Ryu Koliniasi Holani, 7 Michael Broadhurst, 6 Michael Leitch (c), 5 Justin Ives, 4 Luke Thompson, 3 Hiroshi Yamashita, 2 Shota Horie, 1 Keita Inagaki.

Suplentes: 16 Takeshi Kizu, 17 Masataka Mikami, 18 Kensuke Hatakeyama, 19 Shinya Makabe, 20 Amanaki Lelei Mafi, 21 Hendrik Tui, 22 Atsushi Hiwasa, 23 Karne Hesketh.

 

Histórico: 22 jogos, 13 vitórias dos Estados Unidos, 1 empate e 8 vitórias do Japão. Último jogo: Estados Unidos 23 x 18 Japão, em 2015 (Copa das Nações do Pacífico);

 

 

Foto: ©INPHO/Ryan Byrne