Coquetel de drama de sábado: África do Sul x Escócia e Austrália x Inglaterra!

Sábado de gala, sábado grandioso.  A Copa do Mundo de Rugby se prepara para três grandes jogos amanhã, todos decisivos. O Grupo B chega às partidas cruciais pela luta pelas vagas nas quartas de fina, com Samoa e Japão duelando na abertura do dia e, na sequência, África do Sul e Escócia colidindo pela primeira colocação da chave. Depois, encerrando o dia, é a hora do maior jogo da primeira fase da competição, o superclássico Austrália contra Inglaterra, que pode custar a eliminação aos ingleses. Tudo com transmissão ao vivo dos canais ESPN e com o programa Scrum fechando o dia às 18h00.

 

Quem sobrevive: Samoa ou Japão?

Uma vitória e uma derrota para cada um após duas rodadas. Samoa e Japão se enfrentam na manhã de sábado, ambos sedentos pela vitória. Quem vencer deverá retornar à zona de classificação às quartas de final e quem perder estará em situação muito complicada com apenas uma rodada pela frente.

 

Samoa fez cinco mudanças no time que foi derrotado pela África do Sul, com Johnny Leota, Tusi Pisi, Fafili Levave, Kane Thompson e Ole Avei entrando no XV titular. As alterações colocam Samoa praticamente com força máxima e com muito mais qualidade na criação, pela volta de Tusi Pisi, no lugar de Stanley, que não convenceu. O Japão, por sua vez, colocará o time mais experiente de sua história em campo, com cinco alterações com relação ao time derrotado pela Escócia. A primeira linha será a titular que suplantou os Springboks, com as voltas de Hatakeyama e Inagaki, ao passo que o veterano Hitoshi Ono volta à segunda linha. O desfalque é o scrum-half Fumiaki Tanaka, que ficou de fora dos 23 da partida.

 

Antes do Mundial começar, o favoritismo para esse duelo era de Samoa, que tem um história bastante favorável contra os japoneses. Entretanto, a evolução japonesa recente já era expressa no fato do último confronto entre os dois, no ano passado, ter terminado com vitória nipônica, contra Samoa severamente desfalcada. Para amanhã, enquanto Samoa tem um time fisicamente maior e muitos recursos ofensivos, sobretudo na linha, com Nanai-Williams voando como fullback e Alesana Tuilagi ainda mostrando um rugby de alto nível, o Japão se mostra superior na organização tática, no jogo de chutes e nas formações.

 

Os samoanos venceram os Estados Unidos na primeira rodada, mas mostraram preocupante queda de rendimento na segunda etapa. Já na derrota para os Boks, além de não terem conseguido a posse de bola e não ter suportado o ritmo impresso pelos sul-africanos, Samoa pecou demais nos laterais e perdeu tackles em excesso. O Japão, por outro lado, depois de dar uma aula tática e de jogo parado contra os Boks, contra a Escócia, enquanto esteve bem fisicamente, o time japonês mostrou novamente muita força no scrum e nos laterais, mas o pouco tempo de repouso acabou levando os japoneses ao esgotamento. Agora, renovados, os asiáticos voltam novamente aos holofotes. Internamente, o ambiente japonês é também muito melhor, apesar do anúncio da saída do técnico Eddie Jones ao final da Copa, enquanto Samoa vive uma crise de bastidores entre atletas e entre o time e a federação do país.

 

Jogo completamente em aberto. Samoa tem potência, Japão tem organização. E ambos precisam desesperadamente do triunfo.

 

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10h30 – Samoa x Japão, em Milton Keynes – ESPN+ AO VIVO

Árbitro: Craig Joubert (África do Sul)

Assistentes: Wayner Barnes (Inglaterra) e Stuart Berry (África do Sul) / TMO: Ben Skeen (Nova Zelândia)

 

Samoa: 15 Tim Nanai-Williams, 14 Ken Pisi, 13 Paul Perez, 12 Johnny Leota, 11 Alesana Tuilagi, 10 Tusi Pisi, 9 Kahn Fotuali’i, 8 Faifili Levave, 7 TJ Ioane, 6 Ofisa Treviranus (c), 5 Kane Thompson, 4 Teofilo Paulo, 3 Census Johnston, 2 Ole Avei, 1 Sakaria Taulafo.

Suplentes: 16 Motu Matu’u, 17 Viliamu Afatia, 18 Anthony Perenise, 19 Jack Lam, 20 Vavae Tuilagi , 21 Vavao Afemai , 22 Mike Stanley, 23 Rey Lee-Lo.

 

Japão: 15 Ayumu Goromaru, 14 Akihito Yamada, 13 Male Sau, 12 Harumichi Tatekawa, 11 Kotaro Matsushima, 10 Kosei Ono, 9 Fumiaki Tanaka, 8 Ryu Koliniasi Holani, 7 Michael Broadhurst, 6 Michael Leitch (c), 5 Hitoshi Ono, 4 Luke Thompson, 3 Kensuke Hatakeyama, 2 Shota Horie, 1 Keita Inagaki.

Suplentes: 16 Takeshi Kizu, 17 Masataka Mikami, 18 Hiroshi Yamashita, 19 Justin Ives, 20 Amanaki Lelei Mafi, 21 Hendrik Tui, 22 Atsushi Hiwasa, 23 Karne Hesketh.

 

Histórico: 14 jogos, 11 vitórias de Samoa e 3 vitórias do Japão. Último jogo: Japão 33 x 14 Samoa, em 2014 (Copa das Nações do Pacífico);

 

Springboks e Escócia na luta pela ponta

África do Sul e Escócia duelam em Newcastle em jogo que promete ser do mais alto nível. Os sul-africanos se recuperaram da derrota para o Japão atropelando Samoa, em partida que os verdes voltaram a mostrar seu melhor. A Escócia, por sua vez, passou com tranquilidade os seus dois jogos contra o cansado Japão e os Estados Unidos, garantindo o 100% de aproveitamento. Baixas, no entanto, assolaram os dois lados, com a Escócia perdendo nesta semana o segunda linha Gilchrist e com os Boks ficando sem o capitão Jean de Villiers. Vern Cotter, técnico da Escócia, chamou Blair Cowan, que espantosamente havia ficado de fora da convocação, enquanto Heyneke Meyer chamou o jovem Jan Serfontein, que para muitos também já devia estar no elenco.

 

O Cardo vai confiante ao jogo e deverá contar com muitos torcedores, pela proximidade de Newcastle com a fronteira escocesa. Cotter fez muitas mudanças com relação ao time misto que colocou em campo contra os EUA, apostando em sua força máxima, que inclui Cowan na terceira linha ao lado de Strauss – sul-africano de nascimento – e Denton – zimbabuano de nascimento. Muita expectativa para a dupla de segunda linhas, com os irmãos Jonny e Richie Gray entrando juntos em campo – e com a missão de ganhar a batalha aérea contra os Boks, que terão que pensar duas vezes em seus códigos para o lateral, já que os escoceses têm, além de Strauss, outro sul-africano, o pilar WP Nel. O jogo parado escocês tem muito a melhor ainda, tendo perdido tanto laterais como scrums para os americanos. O ponto alto está no jogo de mãos e, sobretudo, na dupla de criação Greig Laidlaw e Finn Russell, que vivem juntos fase muito melhor que os sul-africanos no setor. A linha escocesa está voando e, se tiver a bola em mãos, levará muito perigo a um ainda duvidoso sistema defensivo sul-africano, que já mostrou debilidades na linha quando pressionada. Homens como Visser, Seymour e Hogg não irão perdoar eventuais buracos na linha verde.

 

Os Boks apostaram em um miolo de linha jovem, com De Allende e Kriel jogando juntos no centro. A dupla com a bola em mãos é infernal, mas ainda precisa provar sua capacidade defensiva, ao contrário da dupla renomada de pontas, Pietersen e Habana. Le Roux com a 15 dará, por sua vez, muita tranquilidade e deverá travar um duelo de tirar o fôlego com Hogg. A grande novidade está na dupla criativa, com Handré Pollard confirmado com a 10 ao lado do veterano e agora capitão Fourie du Preez, com a 9. Du Preez é o homem a mudar a cara dos Springboks no torneio e o desafio começa agora, com seu duelo pessoal com Laidlaw. O problema para a África do Sul, no entanto, segue no pack, agora sem Victor Matfield, lesionado. Bismarck du PLessis, que não vem bem, voltou a ganhar a titularidade, com o teimoso Heyneke Meyer recebendo críticas por isso. Os Boks precisam garantir total controle da bola no jogo de base para impedir que os escoceses possam criar e o pack sul-africano, apesar de ter se imposto contra Samoa, não vem bem. O alento para os torcedores verdes está na terceira linha. que pode se tornar o fator decisivo, com Burger e Vermeulen juntos trabalhando para garantir a dominação no setor e colocar Laidlaw, sobretudo, o jovem Russell sob intensa pressão. Se a ligação escocesa for destruído, o jogo deverá sorrir para os sul-africanos.

 

Na batalha de Newcastle, a pressão sobre a África do Sul fará o jogo ferver. O time de Meyer está ainda na corda bamba e terá que provar contra a boa e perigosa Escócia que as derrotas históricas do ano ficaram para trás e o Springbok está galopando rumo à briga pelo título. Nova derrota e o desastre de 2015 será consumado como o ano das trevas do rugby sul-africano.

 

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12h45 – África do Sul x Escócia, em Newcastle – ESPN AO VIVO

Árbitro: Nigel Owens (Gales)

Assistentes: Chris Pollock (Nova Zelândia) e Leighton Hodges (Gales) / TMO: George Ayoub (Austrália)

 

África do Sul: 15 Willie le Roux, 14 JP Pietersen, 13 Jesse Kriel, 12 Damian de Allende, 11 Bryan Habana, 10 Handre Pollard, 9 Fourie du Preez (c), 8 Duane Vermeulen, 7 Schalk Burger, 6 Francois Louw, 5 Lood de Jager, 4 Eben Etzebeth, 3 Jannie du Plessis, 2 Bismarck du Plessis, 1 Tendai Mtawarira.

Suplentes: 16 Adriaan Strauss, 17 Trevor Nyakane, 18 Frans Malherbe, 19 Pieter-Steph du Toit, 20 Willem Alberts, 21 Ruan Pienaar, 22 Pat Lambie, 23 Jan Serfontein.

 

Escócia: 15 Stuart Hogg, 14 Tommy Seymour, 13 Richie Vernon, 12 Peter Horne, 11 Tim Visser, 10 Duncan Weir, 9 Greig Laidlaw (c), 8 Dave Denton, 7 Blair Cowan, 6 Josh Strauss, 5 Jonny Gray, 4 Richie Gray, 3 WP Nel, 2 Fraser Brown, 1 Gordon Reid.

Suplentes: 16 Ross Ford, 17 Alasdair Dickinson, 18 Jon Welsh, 19 Tim Swinson, 20 Ryan Wilson, 21 Sam Hidalgo-Clyne, 22 Peter Horne, 23 Sean Lamont

 

Histórico: 25 jogos, 20 vitórias da África do Sul e 5 vitórias da Escócia. Último jogo: África do Sul 55 x 6 Escócia, em 2014 (amistoso);

 

O melhor jogo da primeira fase? Potencialmente sim, e com drama no ar

Encerrando o dia, Austrália e Inglaterra se enfrentam no jogo mais aguardado da primeira fase, que poderá custar a eliminação para o time inglês, em caso de derrota, ou o completo caos no grupo da morte caso os Wallabies saiam derrotados. A tônica do jogo será a pressão monumental que estará sobre as costas dos atletas e comissão técnica da Rosa, pois a Inglaterra jamais na história foi eliminada na primeira fase de um Mundial, e isso poderá ocorrer tragicamente na Copa do Mundo jogava em seu solo. Requintes de Brasil em 2014 no futebol cruelmente podem dar o tom da eliminação, ainda que, certamente, de forma mais digna da parte inglesa.

 

Para o jogo da vida, Stuart Lancaster efetuou três mudanças no time inglês derrotado por Gales. Na posição mais debatida, a e oitavo, o lesionado Billy Vunipola será substituído por Ben Morgan, que não teve boa atuação contra Fiji, com o veterano Nick Easter entrando no banco.O breakdown será um aspecto mais do que delicado para a Rosa, pois os Wallabies têm talvez a melhor terceira linha do mundo e que não irá perdoar em termos de pressão a pouco convincente terceira linha inglesa. David Pocock, Michael Hooper e Scott Fardy não apenas vão infernizar a Inglaterra como poderão ser os elementos cruciais para a vitória dourada, colocando muita pressão em Owen Farrell e Ben Youngs, que era dúvida para o jogo por questões físicas, mas foi confirmado no XV da Rainha. Extremamente contestado, Robshaw segue como o capitão da Inglaterra e poderá viver um pesadelo diante dessa terceira linha australiana. É na sua capacidade de liderar pelo exemplo que mora outro aspecto crucial da partida e seu desempenho no maior desafio que terá na primeira fase poderá se provar determinante para a sorte da esquadra branca.

 

Contra Fiji, a Inglaterra pecou demais no lateral, mas teve um desempenho na formação melhor que Gales no último sábado, apesar da lesão sofrida por Courtney Lawes. Com isso, Joe Launchbury entra no XV titular e terá a missão de colocar pressão sobre o deficiente lateral australiano, que também foi superado por Fiji, e não contará com Will Skelton, cortado da Copa por lesão. Por fim, Jonathan Joseph volta ao time que começa a partida, ganhando a camisa 13 de Sam Burgess, agora no banco, com Lancaster apostando em velocidade sobre potência.

 

Os Wallabies descansaram o time titular inteiro contra o Uruguai e voltam quase com força máxima, tendo como destaque a volta do capitão e hooker Stephen Moore, que desempenhará papel crucial no scrum – outrora problema australiano, mas que vem mostrando evolução com Mario Ledesma nos treinamentos. Kane Douglas e Rob Simmons formam a dupla da segunda linha que terá a dura missão de prevalecer sobre Launchbury e Parling no embate aéreo. Porém, os aussies contam com Scott Fardy como um segunda linha eventual e que pode fazer a balança se equilibrar no line-out. O lateral vem se mostrando ao longo do Mundial um aspecto mais do que central no jogo, com um número recorde de tries nascendo a partir dos alinhamentos.

 

O debate na Austrália sobre a dupla de scrum-half e abertura não se resolve e Michael Cheika volta a apostar em Will Genia e Bernard Foley juntos, o que não agrada muita gente, que preferia manter as parcerias de Super Rugby: ou Cooper e Genia, ou Phipps e Foley. Owen Farrell, com a 10 inglesa, também é contestado, enquanto Youngs não está 100%, o que gerará muita atenção e dúvidas dos dois lados nas posições de 9 e 10. Mas, a Austrália tem Matt Giteau, que segue como um nome chave no time ajudando na criação e distribuição do jogo com a 12. Nas pontas, a Inglaterra fala mais alto quando o assunto é agilidade, com Watson e May voando em campo, enquanto os aussies têm o veterano Ashley-Cooper e Rob Horne. O trunfo australiano está atrás, com a potência de Israel Folau, um dos poucos homens no mundo que poderá se impor sobre Mike Brown. Entretanto, Brown é a estrela ascendente da Inglaterra e o embate de fullbacks promete ser épico.

 

Nos últimos dois confrontos entre as duas seleções, ambos em solo inglês, as vitórias couberam à Inglaterra, que dominou a Austrália nos forwards. As coisas mudaram, a pressão está sobre os ingleses muito mais do que sobre os visitantes, e o histórico em Mundiais favorece os Wallabies, que inclusive venceram uma final de Copa em Twickenham sobre a Rosa, em 1991. O xadrez será lançado, o psicológico será protagonista e o mundo ganhará seu coquetel de drama.

 

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16h00 – Austrália x Inglaterra, em Twickenham, Londres – ESPN AO VIVO

Árbitro: Romain Poite (França)

Assistentes: George Clancy (Irlanda) e Marius Mitrea (Itália) / TMO: Shaun Veldsman (África do Sul)

 

Austrália: 15 Israel Folau, 14 Adam Ashley-Cooper, 13 Tevita Kuridrani, 12 Matt Giteau, 11 Rob Horne, 10 Bernard Foley, 9 Will Genia, 8 David Pocock, 7 Michael Hooper, 6 Scott Fardy, 5 Rob Simmons, 4 Kane Douglas, 3 Sekope Kepu, 2 Stephen Moore (c), 1 Scott Sio.

Suplentes: 16 tbc.

 

Inglaterra: 15 Mike Brown, 14 Anthony Watson, 13 Jonathan Joseph, 12 Brad Barritt, 11 Jonny May, 10 Owen Farrell, 9 Ben Youngs, 8 Ben Morgan, 7 Chris Robshaw (c), 6 Tom Wood, 5 Geoff Parling, 4 Joe Launchbury, 3 Dan Cole, 2 Tom Youngs, 1 Joe Marler.

Suplentes: 16 Rob Webber, 17 Mako Vunipola, 18 Kieran Brookes, 19 George Kruis, 20 Nick Easter, 21 Richard Wigglesworth, 22 George Ford, 23 Sam Burgess

 

Histórico: 43 jogos, 24 vitórias da Austrália, 18 vitórias da Inglaterra e 1 empate. Último jogo: Inglaterra 26 x 17 Austrália, em 2014 (amistoso).

 

Clube P J V E D 4+ -7 PP PC SP
Grupo A
Austrália 17 4 4 0 0 1 0 141 35 106
Gales 13 4 3 0 1 1 0 111 67 44
Inglaterra 11 4 2 0 2 2 1 133 75 58
Fiji 5 4 1 0 3 1 0 84 101 -17
Uruguai 0 4 0 0 4 0 0 30 226 -196
Grupo B
África do Sul 16 4 3 0 1 3 1 176 56 120
Escócia 14 4 3 0 1 2 0 142 139 3
Japão 12 4 3 0 1 0 0 98 100 -2
Samoa 6 4 1 0 3 1 1 69 124 -55
Estados Unidos 0 4 0 0 4 0 0 50 156 -106
Grupo C
Nova Zelândia 19 4 4 0 0 3 0 174 49 125
Argentina 15 4 3 0 1 3 0 179 70 109
Geórgia 8 4 2 0 2 0 0 53 122 -69
Tonga 6 4 1 0 3 1 1 70 130 -60
Namíbia 1 4 0 0 4 0 1 70 174 -104
Grupo D
Irlanda 18 4 4 0 0 2 0 135 35 100
França 14 4 3 0 1 2 0 117 64 53
Itália 10 4 2 0 2 1 1 74 88 -14
Romênia 4 4 1 0 3 0 0 60 126 -66
Canadá 2 4 0 0 4 0 2 58 141 -83

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