Prévia da Copa: Canadá, tradição conta e não pode ser esquecida

canada copy copy Canadá

Apelido: Canucks

População: 35.700.000

Capital: Ottawa

Continente: América do Norte

Principais títulos: Pacific Rim Cup (3 vezes) e Super Powers Cup (2005)

Mundiais disputados: Todos

Melhor campanha em Mundiais: Quartas de final (1991)

Copa do Mundo de 2011: 4º lugar na fase de grupos

Caminho para o Mundial 2015:

17/08/2013 – Estados Unidos 9 x 27 Canadá; 24/08/2013 – Canadá 13 x 11 Estados Unidos;

Técnico de 2015: Kieran Crowley

2015: Grupo D

19/09 – x Irlanda – Histórico: 6 jogos, 1 vitória e 5 derrotas. Último jogo: Canadá 14 x 40 Irlanda, em 2013 (amistoso);

26/09 – x Itália – Histórico: 7 jogos, 2 vitórias e 5 derrotas. Último jogo: Canadá 16 x 25 Itália, em 2012 (amistoso);

01/10 – x França – Histórico: 8 jogos, 1 vitória e 7 derrotas. Último jogo: França 46 x 19 Canadá, em 2011 (Copa do Mundo);

06/10 – x Romênia – Histórico: 5 jogos, 2 vitórias e 3 derrotas. Último jogo: Romênia 18 x 9 Canadá, em 2014 (amistoso)

 

Tradição não falta, e o trabalho é de longa data. O Canadá chega a mais uma Copa do Mundo de forma discreta, mas com a ambição de ser uma grata surpresa. No banco, um ex All Black comanda a equipe: Kieran Crowley, que assumiu o posto em 2008 e, apesar de alguns bons resultados, como a vitória sobre Tonga na última Copa do Mundo, ainda sofre com o peso de não ter conseguido reconduzir os canadenses a uma vitória sobre uma equipe do Top 10 do Ranking mundial, o que seria essencial para os Canucks (gíria para “canadense”) voltarem a sonhar com a volta a seus tempos dourados.

 

O grande jogo recente dos Canucks foi no ano passado, o que é animador para os canadenses. Jogando em casa, o Canadá caiu por apenas 19 x 17 contra a Escócia, com a vitória sendo conquistada pelos escoceses graças ao penal salvador de Laidlaw aos 71′. Em 2013, o Canadá já havia conquistado uma inspiradora vitória sobre Fiji por 20 x 18, e outra sobre Tonga, 36 x 27, pela Copa das Nações do Pacífico. Contra Samoa, no entanto, os Canucks ainda estão por conseguir uma primeira vitória. No ano passado, os dois times fizeram amistoso e a vitória ficou com os samoanos, por 23 x 13.

 

Os últimos desafios internacionais do Canadá apontam para a solidez da equipe, mas duas derrotas seguidas para a Romênia, rival no Grupo D do Mundial 2015, nos dois últimos anos, deixam uma incerteza sobre o time. Além dos romenos, o grupo conta com a Irlanda, seleção que os canadenses jamais derrotaram, a Itália, contra quem a última vitória do Canadá veio em 2000, e França, derrota apenas uma vez pelos vermelhos, em 1994, na era de ouro do rugby canadense.

 

Certamente, o peso da tradição permite que o Canadá sonhe. O início dos anos 1990 foi dourado para os canadenses, que chegaram pela primeira e única vez às quartas de final da Copa do Mundo em 1991, derrotando Romênia e Fiji na primeira fase, apenas para caírem por honrosos 29 x 13 diante dos All Blacks no mata-mata, talvez no maior jogo da história da equipe. Em 1993, o Canadá derrotou Gales em Cardiff em amistoso, enquanto no ano seguinte venceu a França em Ottawa, além de ter empatado com a Irlanda, seu melhor resultado diante dos verdes na história. Duas vitórias em 1990 sobre os Pumas ainda completam os feitos da geração de Gareth Rees Mike James e Al Charron. A era profissional fez a distância do Canadá para as potências alargar de forma a jogar os Canucks para um segundo bloco de forças.

 

Hoje, a realidade para o Canadá é simples. Enquanto o profissionalismo no rugby doméstico não se tornar realidade, a equipe dependerá de sua exportação de atletas para o rugby europeu e terá que apostar muito mais em seu sucesso no sevens do que no XV, como os últimos anos vem provando. Ainda assim, apesar das dificuldades, o Canadá vai à Inglaterra com a ambição de conquistar ao menos um lugar direto na Copa do Mundo de 2019, isto é, de terminar em terceiro lugar em seu grupo. Para tal, uma vitória sobre a Romênia, algoz dos últimos anos, é mandatória, enquanto as esperanças de derrubar a Itália são reais.

 

Friamente, é evidente a superioridade dos italianos, mas a obrigação de vitória dos Azzurri e a falta de qualidade de sua linha podem ajudar o Canadá que, apesar de tradicionalmente apostar muito na qualidade de seu pack – o que é essencial para superar a Itália – tem uma geração talentosa na linha, com atletas que vem se destacando como excelentes finalizadores no rugby europeu, mais especificamente os pontas Jeff Hassler, do Ospreys, DTH Van der Merwe, campeão com o Glagow Warriors no PRO12 deste ano, e Taylor Paris, do Agen, da França.

 

No pack, o oitavo Tyler Ardron, do Ospreys, é o capitão, jogando ao lado do asa Jebb Sinclair, do London Irish, e do grande nome da equipe, o segunda linha Jamie Cudmore, do Clermont. A qualidade é inegável na frente, mas as derrotas para a Romênia em 2013 e 2014, para a Geórgia, em 2013, e para Samoa, em 2014, expõem que quando defronte uma base de forwards poderosa o Canadá tende a ceder à pressão, o que contra a Itália seria fatal. As dúvidas estão colocadas sobre os Canucks, mas de forma alguma o sonho de uma boa apresentação na Inglaterra diminui.

 

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