Prévia da Copa: Samoa, o orgulho do Pacífico

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Apelido: Manu Samoa

População: 195.000

Capital: Apia

Continente: Oceania

Principais títulos: Pacific Tri Nations (11 vezes) e Copa das Nações do Pacífico (2010, 2012 e 2014)

Mundiais disputados: 6 (1991, 1995, 1999, 2003, 2007 e 2011)

Melhor campanha em Mundiais: Quartas de final (1991 e 1995)

Copa do Mundo de 2011: 3º lugar na fase de grupos

Caminho para o Mundial 2015: Classificada antecipadamente como uma das 12 melhores da Copa do Mundo de 2011

Técnico de 2015: Stephen Betham

2015: Grupo B

20/09 – x Estados Unidos – Histórico: 4 jogos, 4 vitórias. Último jogo: Estados Unidos 16 x 21 Samoa, em 2015 (Copa das Nações do Pacífico); 

26/09 – x África do Sul – Histórico: 8 jogos, 8 derrotas. Último jogo: África do Sul 56 x 23 Samoa, em 2013 (amistoso);

03/10 – x Japão – Histórico: 14 jogos, 11 vitórias e 3 derrotas. Último jogo: Japão 33 x 14 Samoa, em 2014 (Copa das Nações do Pacífico);

10/10 – x Escócia – Histórico: 10 jogos, 1 vitória, 8 derrotas e 1 empate. Último jogo: Escócia 17 x 27 Samoa, em 2013 (amistoso);

 

Melhor seleção do Pacífico Sul? Pelo Ranking Mundial, sim. Samoa vai à Inglaterra badalada, independente de conquistar ou não o título da Copa das Nações do Pacífico, cuja final ocorre na próxima segunda-feira. A nona colocação no Mundo hoje confere aos samoanos a condição de seleção melhor ranqueada entre os países que não fazem parte nem do Six Nations, nem do The Rugby Championship. Samoa, aliás, está acima da Escócia, contra quem jogará provavelmente pelo segundo lugar do Grupo B, e da Itália. No Mundial, o XV titular samoano deverá inteiramente atuar em grandes clubes do mundo, sendo certamente o elenco mais forte e completo entre as chamadas seleções do segundo escalão mundial. Ao contrário de seus rivais da região, Fiji e Tonga, Samoa encontra um maior equilíbrio entre suas unidades, com grandes nomes tanto entre os avançados como na linha, o que lhe confere um status diferente, com fortes chances de avançar às quartas de final. Antes das partidas, o Siva Tau, a dança de guerra, mantém a tradição do Pacífico Sul, e honra a alma guerreira da seleção, apelidada de Manu Samoa, nome de mítico guerreiro das ilhas.

 

Ao longo de sua história, Samoa esteve entre os oito melhores da Copa do Mundo duas vezes, em 1991, quando assombrou o mundo ao ser protagonista da maior zebra do rugby internacional até então, logo em sua primeira participação na Copa do Mundo (após não ser convidada para 1987, torneio inaugural que não contava com eliminatórias). No dia 6 de outubro, Samoa venceu logo na primeira partida de seu grupo a seleção de Gales, em Cardiff, por 16 x 13, e ainda venceria a Argentina na mesma competição, perdendo na primeira fase apenas para a Austrália, que viria a conquistar o título, por magros 9 x 3, em jogo sem tries. Na quartas de final, contudo, a algoz de Samoa foi a Escócia, que despachou o time do Pacífico. No Mundial seguinte, em 1995, Samoa voltaria às quartas de final, vencendo Argentina e Itália na primeira fase para cair diante da África do Sul nas quartas. Em 1999, Samoa novamente venceria Gales em Cardiff na primeira fase, mas perderia para os Pumas e cairia diante novamente da Escócia, não chegando às quartas. Desde então, Samoa nunca mais conseguiu chegar ao mata-mata, mas sua força segue inequívoca. Já sem Brian Lima, único atleta até hoje a jogar cinco Mundiais (1991, 1995, 1999, 2003 e 2007), Samoa fez jogos duros em 2011 contra África do Sul e Gales, mas não foi capaz de avançar. Em 2011, Samoa, antes do Mundial, havia derrotado em Sydney a Austrália, uma zebra história de 32 x 23.

 

Em 2015, Samoa terá novamente pela frente a África do Sul, favorita indiscutível do grupo, a quem os samoanos jamais venceram, e a Escócia, de más lembranças em Mundiais para os oceânicos. A única vitória na história de Samoa sobre a Escócia ocorreu em quadrangular amistoso disputado na África do Sul, com os escoceses desfalcados de seus nomes mais destacados servindo os British and Irish Lions. Esse foi o último jogo entre as duas seleções, o que pode oferecer maior confiança a Samoa, pelo tabu quebrado recentemente. Além da Escócia, Samoa terá pela frente na luta pelas quartas duas seleções que ela enfrentou recentemente pela Copa das Nações do Pacífico: Japão e Estados Unidos. Enquanto os americanos jamais derrotaram os samoanos, apesar da boa partida que os EUA fizeram neste mês contra Samoa, o Japão vem sendo uma equipe dura de vencer para os azuis, que perderam seu último jogo diante dos nipônicos, em 2014, por 33 x 14. É verdade que Samoa não contou com força máxima na partida, mas ficou claro que o Japão não tem receios ao enfrentar os azuis e certamente colocará dificuldades aos samoanos.

 

Como ocorre com Fiji e Tonga, Samoa vem sendo vítima dos grandes clubes europeus, que dificultam a participação de atletas samoanos em sua seleção nacional, fato já denunciado exaustivamente. Daniel Leo, do London Irish, confirmou recentemente em entrevista que para alguns atletas samoanos jogar a Copa do Mundo significará perder 40% de seus salários. A situação, no entanto, não deverá impedir Samoa de ter um time competitivo, apesar de levantar um problema tenebroso que o World Rugby terá que enfrentar pensando em 2019. Samoa não contou com força máxima na disputa da Copa das Nações do Pacífico neste ano, mas o elenco de treinos para o Mundial anunciado é forte, como foi a equipe que Samoa colocou em campo contra os All Blacks, em jogo histórico em solo samoanos, que quase terminou com uma vitória inédita do time da casa – o qual jogou de igual para igual durante boa parte da partida, pressionando longamente os neozelandeses. Naquele grupo, Samoa contou com um pack de alto nível, com a volta de Census Johnston, além de nomes de calibre como Fa’osiliva e Kane Thompson. Já a parelha criativa tem qualidade com Kahn Fotuali’i jogando com a camisa 9 e o veterano Tusi Pisi, ao passo que a linha contou com os veteranos Paul Perez e Alesana Tuilagi e com os ascendentes Tim Nanai-Williams e Alofa Alofa.

 

Qualidade a Samoa não falta para encerrar entre os oito melhores do mundo. O que falta é um calendário e tempo decente de preparação ao longo dos outros três anos do ciclo internacional.

 

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