Springboks erguem a cabeça e se impõem sobre Samoa

ARTIGO COM VÍDEO – Eles renasceram. A derrota desastrosa no último sábado para o Japão fez a África do Sul mudar completamente sua cabeça para a partida decisiva contra Samoa, que vinha de vitória sólida sobre os Estados Unidos. O resultado foi um time dos Springboks completamente revigorado que não deu chances para Samoa, conquistando uma vitória empolgante por 46 x 6, que, para muitos, foi a real estreia dos sul-africanos no torneio. Liderança do Grupo B para os Boks, de volta aos trilhos.

 

O jogo começou com os verdes sérios e focados, arrematando o primeiro penal logo aos 2′, com Pollard, após se apoiar na experiência de Matfield. Mas, Samoa tinha confiança no início e não tardou a arrancar dois penais seguidos para Stanley virar o marcador a favor dos azuis, aos 8′ e aos 11′, no último com os samoanos roubando um scrum dos sul-africanos. Samoa logo se impôs e se mostrava superior em todos os aspectos nos primeiros minutos, mas a vantagem durou pouco, e o banho de água fria veio aos 14′, com JP Pietersen interceptando passe para correr livre para o primeiro try da partida.

 

O jogo se tornou mais aberto e o maul sul-africano passou a funcionar. Aos 19′ e aos 23′, Pollard somou dois penais seguidos para os verdes e, aos 28′, a África do Sul quase somou mais um try, com Habana e Le Roux trocando bolas até o fullback pisar fora de campo. Antes do fim, Pollard somou mais um penal e o primeiro tempo se encerrou com 3 minutos de acréscimos em penal para fora de Samoa, com Stanley arriscando sem sucesso chute de 60 metros.

 

Desde o primeiro tempo, Samoa mostrava grande fragilidade nos laterais – ao final da partida, foram seis roubados pelos Boks – e decisões ruins no desarrumado jogo de chutes, enquanto a África do Sul pouco a pouco dominava o controle da posse de bola e crescia em volume. O segundo tempo foi completamente desigual, com os verdes tomando a frente de todas as ações. Aos 41′, Le Roux arrancou, chutou para o in-goal e mergulhou para o try, mas não conseguiu apoiar a bola, cometendo knock-on. Sem problemas, pois aos 46′ os Boks emplacaram um maul e trabalharam com categoria a bola de mão em mão até Pietersen finalizar na ponta. Try que se provou definitivo para a sorte da peleja.

 

Aos 50′, Stanley teve novo penal para Samoa e chutou para fora. E, aos 57′, em novo erro de lateral azul, Du Preez trabalhou bem a condução e deixou com Schalk Burger, que finalizou o terceiro try sul-africano, merecidamente. Heyneke Meyer começou a efetuar trocas na equipe e Samoa teve um momento para reagir. Aos 61′, o contra-ataque samoano quase resultou no try, mas Lee-lo recebeu passe para frente de Nanai-Williams, que fez grande jogada, e o try foi invalidado. Aos 67′, quase veio o golpe final. Samoa desferiu um chute equivocado e a bola caiu nas mãos de Habana, que serviu Le Roux para arrancar e ser detido muito próximo de mais um try. E, aos 70′, o quarto try saiu, com a África do Sul apostando em lateral após penal. O maul funcionou e Schalk Brits finalizou o bônus sul-africano.

 

O quarto try dos verdes abalou Samoa e a porta se abriu. Aos 77′, Pietersen recebeu na ponta em saída pelo lado fechado do maul e cravou seu hat-trick, ao passo que, aos 83′, depois de Samoa pressionar por seu try de honra, os Boks ganharam turnover e contra-golpearam, com Habana disparando para o try final. 46 x 6, sem discussão. Ole ole ole, Bokke, Bokke. Eles voltaram.

 

No dia 3, sábado, a África do Sul encara a Escócia na partida decisiva do grupo, enquanto Samoa jogo na mesmo dia diante do Japão, em partida também de grande importância, pois todos os quatro times ainda estão vivos na luta pela classificação.

 

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África do Sul 46 x 06 Samoa, em Birmingham

Árbitro: Wayne Barnes (Inglaterra)

Assistentes: JP Doyle (Inglaterra) e Angus Gardner (Austrália) / TMO: Graham Hughes (Inglaterra)

 

África do Sul

Tries: Pietersen (3), Buger, Brits e Habana

Conversões: Pollard (1) e Lambie (1)

Penais: Pollard (4)

15 Willie le Roux, 14 JP Pietersen, 13 Jean de Villiers (c), 12 Damian de Allende, 11 Bryan Habana, 10 Handrá Pollard, 9 Fourie du Preez, 8 Duane Vermeulen, 7 Schalk Burger, 6 François Louw, 5 Victor Matfield, 4 Eben Etzebeth, 3 Jannie du Plessis, 2 Adriaan Strauss, 1 Tendai Mtawarira.

Suplentes: 16 Schalk Brits, 17 Trevor Nyakane, 18 Frans Malherbe, 19 Lood de Jager, 20 Siya Kolisi, 21 Ruan Pienaar, 22 Pat Lambie, 23 Jesse Kriel.

 

Samoa

Penais: Stanley (2)

15 Tim Nanai-Williams, 14 Ken Pisi, 13 Paul Perez, 12 Rey Lee-Lo, 11 Alesana Tuilagi, 10 Mike Stanley, 9 Kahn Fotuali’i, 8 Ofisa Treviranus (c), 7 Jack Lam, 6 TJ Ioane, 5 Joe Tekori, 4 Teofilo Paulo, 3 Anthony Perenise, 2 Motu Matu’u, 1 Zak Taulafo.

Suplentes: 16 Ole Avei, 17 Viliami Afatia, 18 Census Johnston, 19 Faifili Levave, 20 Vavae Tuilagi, 21 Vavao Afemai, 22 Tusi Pisi, 23 George Pisi.

 

 

Clube P J V E D 4+ -7 PP PC SP
Grupo A
Austrália 17 4 4 0 0 1 0 141 35 106
Gales 13 4 3 0 1 1 0 111 67 44
Inglaterra 11 4 2 0 2 2 1 133 75 58
Fiji 5 4 1 0 3 1 0 84 101 -17
Uruguai 0 4 0 0 4 0 0 30 226 -196
Grupo B
África do Sul 16 4 3 0 1 3 1 176 56 120
Escócia 14 4 3 0 1 2 0 142 139 3
Japão 12 4 3 0 1 0 0 98 100 -2
Samoa 6 4 1 0 3 1 1 69 124 -55
Estados Unidos 0 4 0 0 4 0 0 50 156 -106
Grupo C
Nova Zelândia 19 4 4 0 0 3 0 174 49 125
Argentina 15 4 3 0 1 3 0 179 70 109
Geórgia 8 4 2 0 2 0 0 53 122 -69
Tonga 6 4 1 0 3 1 1 70 130 -60
Namíbia 1 4 0 0 4 0 1 70 174 -104
Grupo D
Irlanda 18 4 4 0 0 2 0 135 35 100
França 14 4 3 0 1 2 0 117 64 53
Itália 10 4 2 0 2 1 1 74 88 -14
Romênia 4 4 1 0 3 0 0 60 126 -66
Canadá 2 4 0 0 4 0 2 58 141 -83

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