Fiji é campeão e conquista medalha olímpica histórica

Chega ao fim a primeira e memorável edição de Sevens masculino no Rio 2016 sendo coroada com a excepcional seleção favorita. Um duelo emocionante e um presente maior ainda: a primeira medalha olímpica, em qualquer modalidade da história de Fiji foi de ouro. País campeão das últimas duas temporadas da série mundial de Sevens comprovou o porquê do seu jogo ser tão criativo e diferenciado, confirmando seu favoritismo ao derrotar a Grã-Bretanha por um placar elástico, 43 X 07, no palco de Deodoro.

 

Desde o início da partida, os europeus não tiveram chance. Se a bola for perdida para Fiji, não há dúvidas, a ponta veloz sempre está preparada para o try. Tuwai Vunisa abriu o placar atropelando pela borda do campo sem dar tempo para ser tackleado. O trabalho de offload permaneceu entre os fijianos assim como é de costume. Num rápido encontro de espaços, Vatemo Ravouvou marcou mais um para os fijianos. Ao final do primeiro tempo, numa sequência de 4 tries, o placar já estava em 22 X 0.

 

A Grã-Bretanha, com a sede de ganhar a medalha de ouro que honraria sua história, não teve tantas chances de trabalhar seu passe e seus avanços. Fiji, sem mais problemas, atravessou a linha do in-goal com Jasa Veremalua. A liderança confirmada desde o início do confronto, que além de contar com a originalidade fijiana, teve sua vontade acrescentada à performance. Ainda que o domínio de bola fosse das ilhas Fiji, um try da Grã-Bretanha, com gosto amargo, aconteceu – Dan Norton marcou e Marcus Watson converteu. No entanto, o try foi tardio para o atropelo dos fijianos que, a esta altura do campeonato, já marcava 43 X 07, com Viiliame Mata concluindo o histórico placar.

 

Embora o choro da Grã-Bretanha que conseguiu atravessar a grande África do Sul tenha sido amargo, a vitória de Fiji foi responsável pela notável festa na torcida.

 

Antecedendo a fantástica final, Deodoro também foi palco da disputa pelo bronze entre sul-africanos e japoneses, uma rivalidade que já vem desde a última copa do mundo, quando o Japão bateu os tradicionais Blitzboks, no entanto, vencida, desta vez, pela seleção da África do Sul num placar de grande disparidade: 54 X 14 com Rosko Specman partindo 3 vezes rumo ao in-goal adversário. Kazuhiro Goya e Yusaku Kuwazuru tentaram correr atrás do prejuízo japonês, marcando um try cada, no entanto, não eficiente para saírem com o terceiro lugar no pódio.

 

A disputa de quinto lugar ficou com Nova Zelândia e Argentina, num placar bem próximo de 17 X 14 – com grandes chances do país sul-americano virar o placar. O placar foi aberto pela excelência de Rieko Ioane que ainda marcou o segundo. O sétimo lugar foi da França que bateu a Austrália em 12 X 10, em um dos tries europeus marcado por um incrível lance de sequência de chutes e uma recepção muito bem feita por Julien Candelon.

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