Fiji e Grã-Betanha se encontrarão na grande final masculina

Uma competição repleta de grandes confrontos finalmente teve seus finalistas definidos: Fiji x Grã-Betanha. O favoritismo confirmado da seleção fijiana já lhe garante a primeira medalha olímpica do país. Já a Grã-Betanha, bem desenvolvida, ultrapassa o estrelato neozelandês e alcança um imenso feito. Fiji dispensou por 20 X 05 o inusitado Japão, enquanto a Grã-Betanha realizou jogo equilibrado contra a África do Sul com apenas uma conversão favorecendo os europeus no placar de 07 a 05. Com isso, a disputa do bronze ficará entre japoneses e sul-africanos que reeditam uma rivalidade vinda do XV, da última Copa do Mundo, quando os japoneses saíram vitoriosos no confronto, naquela que é considerada a maior zebra da história do esporte.

 

Fiji atestou seu favoritismo com um jogo extremamente controlado sobre o Japão. O offload rápido da seleção fijiana encontrava sempre o apoio, e a técnica dos chutes contava com a busca rápida pela bola que chegou à ponta em todas as oportunidades. Os japoneses ainda fizeram seu try logo no primeiro tempo, com a intenção do jogo ficar um pouco mais equilibrado, mas antes do fim do primeiro tempo, os fijianos rasgaram pela ponta mais uma vez com Vatemo Ravouvou. No segundo, não houve chance de reação japonesa. Passes muito bem trabalhados que eram mais rápido que o tackle, levaram Josua Tuisova a mais 5 pontos. Ao final, Semi Kunatani concluiu o jogo chegando à linha do in-goal e completando o 20 X 05.

 

Na segunda disputa pela final, Grã-Betanha e África do Sul mostraram grande equilíbrio. O clima do jogo era de tensão e, logo no primeiro tempo, Kyle Brown marcou o try sul-africano ao sair em alta velocidade e furar uma defesa; a conversão não foi realizada, o que traria consequências ao final de jogo. O segundo tempo começou com arrancadas da África do Sul e com mais uma chance de try, de novo, de Brown sendo tackleado na linha das 5. Com poucas oportunidades de furar a defesa, os europeus, com Dan Norton, conseguiram atravessar a linha adversária e marcar o seu. A chance de marcar uma conversão não poderia ser desperdiçada e, com os 2 pontos garantidos por Tom Mitchell, a seleção da Grã-Bretanha entrou na final. Um mínimo erro europeu quase colocou em risco a garantia na final. O último lance, com um chute para fora, o juiz interpretou uma demora no chute e concedeu line-out para os sul-africanos, mas não conseguiram aproveitar a última posse de bola.

 

Foto: Twitter – @englandrugby

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