Inglaterra e Nova Zelândia fecham séries com grandes vitórias

ARTIGO COM VÍDEOS – As séries na Oceania chegaram ao fim com desfechos bem distintos para os anfitriões. A Nova Zelândia garantiu sua terceira vitória sobre Gales, e desta vez a mais tranquila, por 46 x 6, sem sustos, voando em céu de brigadeiro. A Austrália, por outro lado, precisará se repensar e muito para o próximo semestre após fechar a série contra a Inglaterra com três derrotas, a última em um verdadeiro dilúvio de tries encerrado em 44 x 40 para o time de Eddie Jones, que segue imbatível no comando da Rosa.

 

All Blacks passeiam em Dunedin

A terceira e última partida da série de Gales na Nova Zelândia era encarada como o jogo da redenção galesa, após duas derrotas em jogos bem disputados e um tabu a quebrar pela frente – Gales jamais venceu os All Blacks na Nova Zelândia. Porém, na fria Dunedin, no extremo sul da terra dos kiwis, a história foi categórica: atropelo. A Nova Zelândia não deu chances à zebra e bateu Gales por 46 x 6, sem chances de reação aos Dragões.

 

O duelo começou parelho, com Biggar colocando Gales na frente com 2 penais, respondidos com apenas 1 chute de Barrett. 6 x 3 em 18′ de jogo. Mas durou apenas um quarto de jogo o equilíbrio. Aos 23′, a troca de passes neozelandesa encontrou Ben Smith para fazer o primeiro try na ponta. A jogada se repetiria com ainda mais categoria aos 34′ para Moala cair para o segundo try dos donos da casa, levando o duelo ao intervalo em 18 x 6, que ainda permitiam Gales sonhar, afinal, os vermelhos conseguiram fechar a primeira etapa com um volume de 63% de posse de bola e 60% de território. Faltava eficiência.

 

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E o segundo tempo foi um banho de eficiência: neozelandesa. Os All Blacks mostraram que posse de bola não é tudo. Seguiram com menos bola em mãos que os galeses, mas atropelaram. Aos 43′, após scrum, Barrett insistiu e fez seu try, pisando para dentro após o passe de Aaron Smith. Aos 25′, saiu mais um try de set peice, agora criado a partir de lateral, com a bola viajando até a ponta onde estava o abertura Barrett, trocando de posição e recebendo de Sopoaga, que entrara no segundo tempo.

 

O passeio seguia e, aos 62′, Sam Cane deixou com Dane Coles em outra rápida troca de passes para o hooker corre para mais um try. E, já com o tempo esgotado, contra-golpe e lindo try de Israel Dagg, fechando a conta para os All Blacks. 46 x 6. Agora, a Nova Zelândia põe sua cabeça no Rugby Championship, que largará em agosto, enquanto Gales discute seu futuro.

 

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Nova Zelândia 46 x 06 Gales, em Dunedin

Árbitro: Jérôme Garcès (França)

 

Nova Zelândia

Tries: Barrett (2), Ben Smith, Moala, Coles e Dagg

Conversões: Barrett (6)

Penais: Barrett (2)

15 Israel Dagg, 14 Ben Smith, 13 George Moala, 12 Ryan Crotty, 11 Julian Savea, 10 Beauden Barrett, 9 Aaron Smith, 8 Kieran Read (c), 7 Sam Cane, 6 Elliot Dixon, 5 Sam Whitelock, 4 Brodie Retallick, 3 Charlie Faumuina, 2 Dane Coles, 1 Joe Moody.

Suplentes: 16 Codie Taylor, 17 Wyatt Crockett, 18 Ofa Tu’ungafasi, 19 Luke Romano, 20 Liam Squire, 21 Tawera Kerr-Barlow, 22 Lima Sopoaga, 23 Waisake Naholo.

 

Gales

Penais: Biggar (2)

15 Rhys Patchell, 14 Liam Williams, 13 Jonathan Davies, 12 Jamie Roberts, 11 Hallam Amos, 10 Dan Biggar, 9 Rhys Webb, 8 Taulupe Faletau, 7 Sam Warburton (c), 6 Ross Moriarty, 5 Alun Wyn Jones, 4 Luke Charteris, 3 Tomas Francis, 2 Ken Owens, 1 Rob Evans.

Suplentes: 16 Scott Baldwin, 17 Aaron Jarvis, 18 Samson Lee, 19 Jake Ball, 20 Ellis Jenkins, 21 Gareth Davies, 22 Rhys Priestland, 23 Scott Williams

Inglaterra ergue a Cook Cup com perfeição

Em Sydney, a Austrália fez de tudo para não dar uma vitória na série de 3-0 para a Inglaterra, mas fracassou, em jogo que cruzou o in-goal mais vezes, mas viu a Rosa vencer clinicamente o jogo depois de verdadeira avalanche de tries dos dois lados. A Cook Cup, a taça disputada pelos dois países, foi inglesa com estilo: 44 x 40 no placar e três vitórias em três jogos em solo australiano pela primeira vez na história. Eddie Jones elevou à Inglaterra à perfeição em menos de um ano.

 

Os tries surgiram logo no começo da partida, como esperado. Aos 10′, a Inglaterra bateu nas fases nas 22 e o pilar Dan Cole rompeu para o primeiro try da partida. Mas, a resposta dos Wallabies foi rápida, com contra-ataque e corrida de Foley aos 12′. Os amarelos cresciam e dominavam o território, com pressão sólida aos 20′ finalizada com try na ponta de Haylett-Petty. Porém, a alegria australiana não parecia determinada a durar. Farrell reduziu logo depois com penal e, aos 29′, Watson recebeu na ponta, chutou e Mike Brown aproveitou a cobertura deficiente dos Wallabies para virar o marcados pr os visitantes. Antes do intervalo, contudo, Foley chutou penal que deu a frente aos Wallabies, 18 x 17, em um primeiro tempo mais posse de bola para os donos da casa, que, no entanto, mostraram deficiência no lateral.

 

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O segundo tempo largou perfeito para os visitantes, com scrum e try de Mako Vunipola aos 43′. O try seria sentido e os Wallabies cederiam penal logo depois para Farrell, mas a resposta nçao tardaria. Hooper rompeu a defesa branca aos 50′ e apoiou o terceiro try australiano. A virada veio aos 57′, com Folau arrancando na ponta em momento que os Wallabies eram sensivelmente superiores, aproveitando o atípico baixo índice de tackles certos dos ingleses, 83%.

 

Entretanto, a Austrália seguia indisciplinada. Aos 61′, Farrell chutou mais um penal e o rendimento aussie caía perigosamente. Aos 66′, Jamie George fez o try – com um pouco de sorte – depois de sequência de fases da Rosa, colocando 38 x 32 no placar. Na reta final, a Austrália não sustentou seu rendimento e Farrell chutou mais um penal que abria mais de um try de frente aos visitantes. Foley, aos 71′, respondeu com penal para os aussies, mas a Inglaterra teve mais território e deu o golpe final aos 79′, com Farrell não desperdiçando o penal final. Com o tempo esgotado, Naiyaravoro ainda faria o quinto try australiano, mas em vão. Inglaterra 44 x 40 Austrália. E muita dor de cabeça para Michael Cheika, que agora tem que pensar no Rugby Championship.

 

Já Eddie Jones projeta um ano perfeito para a Inglaterra, que terá seu desfecho nos amistosos de novembro em casa, quando os ingleses receberão África do Sul, Fiji, Argentina e Austrália novamente.

 

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Austrália 40 x 44 Inglaterra, em Sydney

Árbitro: Nigel Owens (Gales)

 

Austrália

Tries: Foley, Haylett-Petty, Hooper, Folau e Naiyaravoro

Conversões: Foley (3)

Penais: Foley (3)

15 Israel Folau, 14 Dane Haylett-Petty, 13 Tevita Kuridrani, 12 Matt Toomua, 11 Rob Horne, 10 Bernard Foley, 9 Nick Phipps, 8 Sean McMahon, 7 Michael Hooper, 6 Scott Fardy, 5 Rob Simmons, 4 Will Skelton, 3 Sekope Kepu, 2 Stephen Moore (c), 1 James Slipper.

Suplentes (a definir): Tatafu Polota-Nau, Scott Sio, Greg Holmes, Adam Coleman, Dean Mumm, Wycliff Palu, Nick Frisby, Christian Leali’ifano, Taqele Naiyaravoro.

 

Inglaterra

Tries: Cole, Brown, M Vunipola e George

Conversões: Farrell (3)

Penais: Farrell (6)

15 Mike Brown, 14 Anthony Watson, 13 Jonathan Joseph, 12 Owen Farrell, 11 Jack Nowell, 10 George Ford, 9 Ben Youngs, 8 Billy Vunipola, 7 Teimana Harrison, 6 Chris Robshaw, 5 George Kruis, 4 Maro Itoje, 3 Dan Cole, 2 Dylan Hartley (c), 1 Mako Vunipola.

Suplentes: 16 Jamie George, 17 Matt Mullan, 18 Paul Hill, 19 Joe Launchbury, 20 Courtney Lawes, 21 Jack Clifford, 22 Danny Care, 23 Elliot Daly

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