Japão e Samoa largam com vitórias, mas é EUA que chama a atenção

ARTIGO COM VÍDEOS – A Copas das Nações do Pacífico começou na madrugada de sexta para sábado com a vitória de Fiji sobre Tonga, e continuou na noite de sábado para domingo, com o Japão ganhando do Canadá sem sustos e com Samoa sofrendo para vencer os Estados Unidos, em franca evolução. O dia contou ainda com amistosos, com um massacre da Namíbia sobre a Rússia, com a vitória do Quênia sobre a Rússia e com o embate entre os neozelandeses aspirantes a All Blacks, que teve o New Zealand Barbarians superando o Maori All Blacks. Por fim, ainda rolou M19 com a final do Campeonato da NACRA, que teve o México se sagrando campeão e assegurando um lugar no próximo Sul-Americano B Juvenil, que ocorre em agosto, na Colômbia.

 

Japão e Samoa vencem na Califórnia

A cidade de San Jose, na região metropolitana de San Francisco, recebeu rodada dupla da Copa das Nações do Pacífico, com Japão e Canadá, primeiro, e Samoa e Estados Unidos, na sequência, sendo assistindo por um ótimo público que preencheu as arquibancadas do Avaya Stadium.

 

A primeira partida opôs Japão e Canadá, confronto que historicamente é de favoritismo canadense, mas cujas feições mudaram recentemente. No último embate entre os dois times, na América do Norte, a vitória havia sido japonesa. E, desta vez, o fato se repetiu, com os asiáticos mostrando tremenda evolução e se firmando como uma seleção já um pouco acima dos norte-americanos, graças ao cenário profissional que seu rugby desfruta.

 

O jogo começou todo a favor do Japão, que primeiro se safou com try anulado do Canadá após Van der Merwe pisar na linha lateral em corrida pela ponta. Mas, na sequência, Matushima quebrou o tackle canadense e serviu Fujita, que cravou o primeiro – e que viria a ser único – try do jogo a favor dos japoneses. Tradicionalmente mais forte no pack, o Canadá falhou em se impor sobre o Japão, cuja terceira linha, toda de atletas naturalizados, foi dominante. Sem alternativas de ataque e com o Japão, depois dos primeiros sustos, neutralizando as jogadas dos perigosos pontas dos Canucks, o Canadá viu sua situação ir se deteriorando com os penais se seguindo. O capitão Goromaru foi quase impecável, convertendo cinco de seus seis penais favoráveis, que deram o triunfo de 20 x 6 aos Brave Blossoms.

 

Na outra partida, fechando a rodada dupla, Samoa enfrentou os Estados Unidos, na melhor partida da rodada. Apesar do favoritismo de Samoa e de seu temível pack, os Estados Unidos souberam enfrentar o forte oponente e praticamente igualaram as ações durante boa parte da partida, revelando um time muito físico e em melhor forma que outras equipes recentes das Águias. Nas primeira etapa, Fa’apale abriu 9 x 3 de vantagem nos 23 primeiros minutos apenas na base dos penais. E, em questão de dois minutos, aos 32′ e aos 38′, Samoa cravou dois tries, com o veterano Alesana Tuilagi e com o fullback Tuala, dando a impressão de que deslancharia. Mas, não foi o que ocorreu, com os americanos dominando de ponta a ponta a segunda etapa e conseguindo dois penais para MacGinty converter e, aos 75′, seu try, com Lamositele finalizando após longa pressão das Águias que, apesar do físico, mostraram deficiência nas conclusões. O tempo ficou curto e os pontos da virada não vieram, mas a derrota por 21 x 16 ainda rendeu aos Estados Unidos o bônus defensivo.

 

Na próxima rodada, no dia 24, o Japão enfrenta em solo norte-americano os Estados Unidos, em Sacramento, enquanto o Canadá recebe Tonga na região de Vancouver. Samoa, por sua vez, enfrentará Fiji também em Sacramento, em partida que poderá ser decisiva.

 

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Canadá 6 x 20 Japão, em San Jose (EUA)

Árbitro: Luke Pearce (Inglaterra)

 

Canadá

Penais: McRorie (2)

15 Matt Evans, 14 Jeff Hassler, 13 Ciaran Hearn, 12 Connor Braid, 11 DTH van der Merwe, 10 Liam Underwood, 9 Gordon McRorie, 8 Tyler Ardron, 7 Richard Thorpe, 6 Thyssen de Goede, 5 Jon Phelan, 4 Brett Beukeboom, 3 Doug Wooldridge, 2 Ray Barkwill, 1 Hubert Buydens.

Suplentes: 16 Aaron Carpenter, 17 Djustice Sears-Duru, 18 Andrew Tiedemann, 19 Tyler Hotson, 20 Callum Morrison, 21 Phil Mack, 22 Nathan Hirayama, 23 Phil Mackenzie.

 

Japão

Try: Fujita (1)

Conversão: Goromaru (1)

Penais: Goromaru (5)

15 Ayumu Goromaru (c), 14 Yoshikazu Fujita, 13 Kotaro Matsushima, 12 Yu Tamura, 11 Kenki Fukuoka, 10 Harumichi Tatekawa, 9 Atsushi Hiwasa, 8 Hayden Hopgood, 7 Michael Broadhurst, 6 Justin Ives, 5 Luke Thompson, 4 Hitoshi Ono, 3 Hiroshi Yamashita, 2 Shota Horie, 1 Hisateru Hirashima.

Suplentes: 16 Keita Inagaki, 17 Takeshi Kizu, 18 Shinnosuke Kakinaga, 19 Kazuhiko Usami, 20 Tsuyoshi Murata, 21 Keisuke Uchida, 22 Toshiaki Hirose, 23 Tim Bennetts.

 

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Estados Unidos 16 x 21 Samoa, em San Jose

Árbitro: JP Doyle (Inglaterra)

 

Estados Unidos

Try: Lamositele

Conversão: MacGinty (1)

Penais: MacGinty (3)

15 Chris Wyles, 14 Taku Ngwenya, 13 Seamus Kelly, 12 Thretton Palamo, 11 Blaine Scully, 10 Alan MacGinty, 9 Shalom Suniula, 8 Danny Barrett, 7 John Quill, 6 Cam Dolan, 5 Greg Peterson, 4 Hayden Smith, 3 Matekitonga Moeakiola, 2 Phil Thiel, 1 Eric Fry.

Suplentes: 16 Zach Fenoglio, 17 Chris Baumann, 18 Titi Lamositele, 19 Scott Lavalla, 20 Andrew Durutalo, 21 Mike Petri, 22 Andrew Suniula, 23 Zach Test.

 

Samoa

Tries: Tuilagi e Tuala

Conversões: Fa’apale (1)

Penais: Fa’apale (3)

15 Ahsee Tuala, 14 Sinoti Sinoti, 13 Paul Perez, 12 Faialaga Afamasaga, 11 Alesana Tuilagi, 10 Patrick Faapale, 9 Vavao Afemai, 8 Sanele Vavae Tuilagi, 7 Jack Lam, 6 TJ Ioane, 5 Faatiga Lemalu, 4 Filo Paulo, 3 Anthony Perenise, 2 Manu Leiataua, 1 Sakaria Taulafo.

Suplentes: 16 Motu Matu’u, 17 Viliamu Afatia, 18 Jake Grey, 19 Maselino Paulino, 20 Oneone Faafou, 21 Pele Cowley, 22 Johnny Leota, 23 Fa’atoina Autagavaia.

 

Seleção Jogos Pontos
Fiji 3 11
Samoa 3 11
Tonga 3 8
Japão 3 6
Estados Unidos 3 5
Canadá 3 1

 

New Zealand Barbarians provam superioridade sobre os maoris

Um jogo de gala entre postulantes a All Blacks. Nesse sábado, o Eden Park, em Auckland, abrigou um jogo para lá de interessante entre a seleção maori da Nova Zelândia, os Maori All Blacks, e o tradicional New Zealand Barbarians, equipe que segue a ideologia dos Barbarians e veste um icônica camisa vermelha, com um carneiro estampado. Em campo vários atletas que ficaram de fora da convocação dos All Blacks, mas que ainda sonham em ir ao Mundial. O público foi muito ruim para um jogo desse nível, mas quem prestigiou a partida presenciou um ótimo embate, aberto e de muitas opções. Cinco tries para os Barbarians, mas o ponto triste foi a lesão de Cory Jane dos lado vermelho.

 

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Maori All Blacks 17 x 34 New Zealand Barbarians, em Auckland

Árbitro: Kane McBride (Nova Zelândia)

 

Maori All Blacks

Tries: D McKenzie e Rei

Conversões: M McKenzie (1)

Penais: M McKenzie (1) e Black (1)

15 Damian McKenzie, 14 Rieko Ioane, 13 Sean Wainui, 12 Charlie Ngatai (c), 11 Matt Proctor, 10 Marty McKenzie, 9 Tawera Kerr-Barlow, 8 Elliot Dixon, 7 Mitchell Croswell, 6 Blade Thomson, 5 Joe Wheeler, 3 Brendon Edmonds, 2 Ash Dixon, 1 Joe Moody.

Suplentes: 16 Quentin MacDonald, 17 Joe Royal, 18 Marcel Renata, 19 Akira Ioane, 20 Joe Edwards, 21 Brad Weber, 22 Otere Black, 23 Cordey Rei.

 

New Zealand Barbarians

Tries: Gibson, Drummond, Tamanivalu, Osborne e Taylor

Conversões: Taylor (3)

Penais: Taylor (1)

15 Andrew Horrell, 14 Cory Jane, 13 Seta Tamanivalu, 12 George Moala, 11 11 Patrick Osborne, 10 Tom Taylor, 9 Mitchell Drummond, 8 Luke Whitelock, 7 Blake Gibson, 6 Brad Shields (c), 5 Dominic Bird, 4 Alex Ainley, 3 Ofa Tu’ungafasi, 2 Liam Coltman,  1 Mitchell Graham.

Suplentes: 16 James Parsons, 17 Reg Goodes, 18 Ben Tameifuna, 19 Mark Reddish, 20 Jordan Taufua, 21 Te Toiroa Tahuriorangi, 22 Ihaia West, 23 Richard Buckman.

Namíbia se agiganta e detona Rússia

Um resultado que poucos esperavam. A vantagem, é verdade, era da Namíbia, que jogava em casa e já havia derrotado a Rússia na primeira da série de duas partidas entre as duas seleções no sábado passado. Mas que diria que os Welwítschias, cotados por muitos como uma das seleções mais fracas da Copa, bateriam a Rússia por 43 x 5? Os russos perderam a vaga no Mundial com derrota para o Uurguai, e também não contavam com vários titulares, que estavam na seleção de sevens, enquanto a Namíbia jogou completa, com Jacues Burger e Chrysander Botha em ação, mas o atropelo foi notável e dará ânimo novo para a Namíbia buscar seu primeiro ponto em Mundiais.

 

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Namíbia 43 x 5 Rússia, em Windhoek

Árbitro: Marius van der Westhuizen (África do Sul)

 

Namíbia: 15 Chrysander Botha, 14 Conrad Marais, 13 JC Greyling, 12 Johan Deysel., 11 Russel van Wyk, 10 Theuns Kotzè, 9 Eugene Jantjies, 8 Zana Botes, 7 Tinus du Plessis, 6 Jacques Burger (c), 5 Janco Venter, 4 Tjiuee Uanivi, 3 Raoul Larson, 2 Torsten van Jaarsveld, 1. Casper Viviers

Suplentes: 16 Louis van der Westhuizen, 17 Jaco Engels, 18 AJ de Klerk, 19 Renaldo Bothma, 20 Rohan Kitshoff, 21 Arthur Bouwer, 22 Darryl de la Harpe, 23 Heinrich Smit.

 

Rússia: 1 Andrey Polivalov, 2 Evgeny Matveev, 3 Innokenty Zykov, 4 Alexey Panasenko, 5 Andrey Garbuzov, 6 Andrey Temnov (c), 7 Pavel Butenko, 8 Viktor Gresev, 9 Rushan Yagudin, 10 Yuri Kushnarev, 11 Igor Galinovskiy, 12 Vladimir Rudenko, 13 Dimitry Gerasimov,, 14 Andrey Otrokov, 15 Anton Ryabov.

Suplentes: 16 Alexey Volkov, 17 Vladimir Podrezov, 18 Evgeny Pronenko, 19 Dimitry Krotov, 20 Daniel Chegodaev, 21 Alexey Shcherban, 22 Evgeny Kolomiytsev, 23 Andrey Lizogub.

 

 
Quênia fala mais alto em confronto inédito

Quênia e Espanha jamais haviam se enfrentado e não irão à Copa do Mundo. Ainda assim, a oportunidade de terem um amistoso de bom nível deu a graça à partida, que mostrou a evolução da seleção queniana. Jogando em casa, os Simbas aproveitaram o apoio de sua fanática torcida, que lotou o estádio da União Queniana de Rugby. e garantiram uma excelente vitória por 36 x 27, em jogo de muitos pontos e aberto, que que permitiu ao Quênia fazer seis tries, contra apenas três dos Leões espanhóis, e comemorar mais um degrau escalado no rugby XV internacional. A Espanha não deve mais jogar neste ano, ao passo que o Quênia ainda enfrenta em agosto a Namíbia pela última rodada da Copa da África.

 

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Quênia 36 x 27 Espanha, em Nairóbi

Árbitro: Greg Garner (Inglaterra)

 

México é o melhor de sua região no M19

Por fim, ao longo da semana, Orlanda, na Flórida, recebeu o Campeonato da NACRA M19, competição que reúne os times juvenis dos países da América do Norte e Caribe, porém sem a participação de Canadá e da seleção principais dos Estados Unidos. Os estadunidenses sediaram o torneio e optaram por colocar em campo sua seleção de desenvolvimento do sul do país, o USA South, que disputou o torneio com duas seleções. O México falou mais alto, passou pelo USA South B nas quartas de final, derrotou no sufoco Trinidad e Tobago na semifinal e se impôs sobre o USA South A para faturar o título. Com isso, as Jovens Serpentes irão disputar no mês que vem o Campeonato Sul-Americano B Juvenil, que ocorre na Colômbia, como convidadas, e enfrentarão, além da seleção da casa, Peru e Venezuela.

 

NACRA

U19 NACRA Championship – Campeonato da América do Norte e Caribe M19 – em Orlando, Estados Unidos

Quartas de final

Barbados 43 x 7 Ilhas Turks e Caicos

México 29 x 8 USA South B

Trinidad e Tobago 47 x 5 Ilhas Cayman

USA South 24 x 0 Bermuda

 

Semifinais

1º a 4º: México 15 x 13 Trinidad e Tobago

1º a 4º: USA South 32 x 7 Barbados

5º a 8º: Ilhas Turks e Caicos 17 x 11 Bermuda

5º a 8º: Ilhas Cayman 20 x 8 USA South B

 

Finais

7º lugar: USA South B 17 x 0 Bermuda

5º lugar: Ilhas Cayman 29 x 26 Ilhas Turks e Caicos

3º lugar: Trinidad e Tobago 34 x 11 Barbados

Final: México 24 x 0 USA South (Sul dos Estados Unidos)

 

 

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