Foto: EPA

A South Africa Rugby (federação sul-africana de rugby) entrou em acordo com o governo da África do Sul para que 50% do elenco dos Springboks sejam jogadores negros ou coloureds.

A medida é um aumenta com relação à meta de 45% de negros e coloureds que os Springboks tinham em 2018, mas que não haviam cumprido. No ano passado, os Boks tiveram pouco mais de 38% de atletas negros, o que levou a críticas sobre o técnico Rassie Erasmus.

Siya Kolisi, primeiro capitão negro (e atual capitão) da seleção, foi a público em uma agência de notícias japonesa nesta semana e criticou a medida, dizendo que não gostaria de ser convocado à seleção por meio de cotas. Para Kolisi, o problema racial existe no país e ele deixou claro que se não tivesse a oportunidade de ter estudado em uma escola privada não teria se desenvolvido como atleta de rugby, pois não teria tido o desenvolvimento físico adequado (nutrição, preparação, acompanhamento) se tivesse estudado em uma escola pública, como a maior parte da população negra.

No entanto, para Kolisi, as cotas deveriam se restringir ao primeiro nível profissional do rugby do país, isto é, a Currie Cup, onde os atletas conquistam suas primeiras oportunidades. Para Kolisi, “Mandela não teria aprovado” a medida das cotas, uma vez que lança insatisfação público se os resultados da seleção não forem alcançados.

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