A Copa do Mundo de Rugby League está a todo vapor e entre sexta e domingo terá seus jogos de quartas de final. Mas a competição reserva uma atração a mais: o Mundial Feminino, que será disputado em paralelo ao masculino a partir dessa quinta-feira, dia 16.

A ideia é simples: aproveitar a atração que o Mundial tem para também promover o Rugby League Feminino. A competição terá a participação de 6 seleções – Austrália, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Inglaterra, Ilhas Cook e Canadá – que se enfrentarão na Austrália, com todos os jogos, exceto a final, sendo realizados em Sydney. As equipes foram divididas em 2 grupos com 3 times cada e farão na fase de grupos 3 jogos, sendo 2 contra times de seu grupo e 1 contra uma equipe do outro grupo. As duas primeiras colocadas de cada grupo avançarão às semifinais e a grande final será no dia 2 de dezembro, em Brisbane, em rodada dupla com a grande final do torneio masculino.

A atual campeã é a Austrália (as Jillaroos), mas a maior campeã é a Nova Zelândia (as Kiwi Ferns).

 

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Copa do Mundo Feminina de Rugby League – na Austrália

Grupo A: Austrália, Inglaterra e Ilhas Cook

Grupo B: Nova Zelândia, Papua Nova Guiné e Canadá

 

Quinta-feira, dia 16 de novembro

Austrália x Ilhas Cook

Nova Zelândia x Canadá

Inglaterra x Papua Nova Guiné

 

Domingo, dia 19 de novembro

Austrália x Inglaterra

Papua Nova Guiné x Canadá

Nova Zelândia x Ilhas Cook

 

Quarta-feira, dia 22 de novembro

Inglaterra x Ilhas Cook

Nova Zelândia x Papua Nova Guiné

Austrália x Canadá

 

Domingo, dia 26 de novembro

Semifinais

 

Sábado, dia 02 de dezembro

Final

 

Lista de campeões da Copa do Mundo Feminina de Rugby League

2000 – Nova Zelândia

2005 – Nova Zelândia

2008 – Nova Zelândia

2013 – Austrália

 

Vídeo da final de 2013 entre Austrália e Nova Zelândia

O que é o Rugby League?

O Rugby League é uma modalidade do rugby que nasceu em 1895 no Norte da Inglaterra. Na época, o rugby (o Rugby Union) proibia o profissionalismo no mundo todo, mas um grupo de clubes ingleses se opôs à proibição de pagamentos a jogadores e romperam com a federação inglesa, formando uma liga independente. A fim de mudar a dinâmica do jogo e torná-lo mais aberto, a liga passou a promover mudanças nas suas regras, criando uma modalidade distinta, jogada com regras diferentes e organizada por entidades distintas do Union. O League, no entanto, se difundiu fortemente apenas no Norte da Inglaterra e na Austrália, onde é mais popular que o Union. O esporte ganhou popularidade ainda na Papua Nova Guiné (país da Oceania onde é o League e não o Union que reina) e, em menor dimensão, na Nova Zelândia e em algumas partes da França, onde segue bem abaixo do Union.

Quais as principais diferenças?

  • O League é jogado por 2 times de 13 jogadores cada, com 4 reservas, sendo que um atleta que foi substituído poderá retornar a campo;
  • No League, o try vale 4 pontos, a conversão 2, o penal 2 e o drop goal (chamado também de field goal) 1 ponto;
  • Não é usado sistema de pontos bônus nas tabelas de classificação. A vitória vale 2 pontos, o empate 1 e a derrota 0;
  • Não existem rucks. Quando um atleta sofre o tackle, é seguro e vai ao chão o jogo é parado. O atleta com a bola é liberado, rola a bola com os pés para trás e o jogo é reiniciado. É o chamado “play the ball”;
  • Cada equipe tem direito a realizar 5 vezes o play the ball e, na sexta vez que um atleta é derruba, a posse da bola troca de equipe. É a chamada “Regra dos 6 tackles”. Com isso, é comum após o 5º tackle a equipe com a posse da bola chutá-la;
  • Se a equipe defensora tocar na bola entre um play the ball e outro a contagem de tackles é zerada. Quando uma equipe com a posse de bola comete um erro de manuseio e a bola troca de posse o primeiro tackle é considerado “tackle zero” e a contagem se inicia apenas após ele;
  • Não há lineouts. A reposição da bola que saiu pela lateral é feita a partir de um scrum. Penais chutados para a lateral são cobrados com free kick;
  • Na prática, os scrums não possuem disputas, pois a equipe que introduz a bola na formação pode introduzi-la diretamente no pé de sua segunda linha. Porém, a equipe sem a bola pode tentar empurrar a formação para roubar a bola (o que é raro de acontecer);
  • Não existe o mark. Com isso, chutes no campo ofensivo são frequentes;
  • Um chute dado atrás da linha de 40 metros do campo de defesa que saia pela lateral após a linha de 20 metros do campo ofensivo é chamado de “40/20” e premia a equipe chutadora com a manutenção da posse da bola e com a contagem de tackles zerada;
  • A numeração dos atletas no League muda. Os números mais altos são para os forwards e os números menos são para a linha. O fullback é o camisa 1 e o pilar o 13, por exemplo;

 

Foto: Austrália x Nova Zelândia 2017 – NRL.com