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ARTIGO COM VÍDEOS – O material foi coletado por Larissa Batajelo, na coletiva de imprensa dos All Blacks, no pós-jogo contra a França.

Após a partida que aconteceu no sábado (9), entre All Blacks e França, o técnico Steve Hansen concedeu uma entrevista coletiva ao lado do capitão Sam Whitelock e do assistente técnico Ian Foster.

Durante a entrevista, Hansen admitiu o primeiro tempo ruim dos All Blacks, com reações lentas e muitos erros. Mas se disse satisfeito com a melhora gradual na atuação que garantiu um grandioso 52 a 11 em cima dos franceses.

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Apesar da vitória, o técnico ainda mantém os pés no chão e diz que não se deve ficar muito animado quanto ao resultado, pois ainda faltam duas partidas para o final da Steinlager Series. Hansen ainda diz que durante uma revisão desse jogo, esperasse coisas negativas e positivas com o objetivo de se ter uma boa preparação para as batalhas que virão.

Ian Foster falou um pouco da performance Beauden Barret, que jogou os 80 minutos de partida. Foster elogiou Barret, dizendo que o atleta ouve bem os outros jogadores e tem a liberdade de ver e dizer certas coisas, e foi isso que ele fez na partida dessa noite. Contudo, a comissão técnica parece não estar tão feliz com algumas decisões tomadas por ele durante o jogo. O auxiliar técnico não citou nenhuma situação especifica, mas disse que tudo será revisto, e que a reação de Barret foi boa. Em um geral, ele mostrou uma boa atitude: a de ir e fazer acontecer, ao invés de ficar pensando muito em detalhes.


Filmado por: Larissa Batajelo

Destaques: A estreia do prop Karl Tu’inukuafe e o incrível tackle de Aaron Smith

Alguns jogadores também concederam entrevista aos jornalistas. Entre eles, o estreante Karl Tu’inukuafe, que fez grande partida. Karl falou sobre um dos maiores desafios: o merecimento de usar a camisa dos All Blacks. Admitiu que muitas pessoas acreditam nele, até mais do que ele mesmo, porém estando lá (em campo, fazendo o que sabe de melhor) e vendo a confiança que todos estão depositando nele é o que faz com que fique mais confortável com a situação. Vale lembrar que Karl, logo após entrar em jogo, garantiu a penalidade a favor dos All Blacks durante um scrum logo no comecinho do segundo tempo, que foi convertida por Barret, empatando a partida em 11 a 11.

Damian Mckeinze trocou algumas palavras com os jornalistas sobre o companheiro de time (ambos jogam o Super Rugby pelo Chiefs) e estreante Karl. Mckeinze rasgou elogios para o desempenho do companheiro, tanto nos jogos pelos Chiefs, tanto no desempenho da estreia e citou a jogada do scrum.

Por ultimo, Aaron Smith não deixou de reconhecer boa fase da defesa francesa, e disse que as vezes é necessário ter paciência para encontrar o caminho certo até o try. O jogador teve alguns problemas com a arbitragem e foi responsável por algumas penalidades a favor da França. Ele brincou com o incrível tackle que deu no francês Kevin Gourdon, impedindo o avanço para do atleta. Smith admitiu nunca ter dado um tackle daqueles em um número 8 e que se exaltou um pouco na comemoração. Questionado sobre o cartão amarelo recebido pelo lock francês Paul Gabrillagues no segundo tempo, o jogador disse que é algo que eles têm que estar preparados e que acontecer a qualquer minuto da partida, pois eles se colocam em risco com alguns tackles que acabam sendo altos (motivo de penalidade). Na jogada que gerou a punição, Smith explica que caso um tackle normal tivesse sido dado, existiriam outras opções para continuar a jogada e os All Blacks teriam grandes chances de converter o try.