Pumas lutam, mas vitória, como esperado, é dos All Blacks

ARTIGO COM VÍDEO – A abertura do Rugby Championship 2015 terminou como esperado. Superior, mas ainda abaixo de seu melhor rendimento, a Nova Zelândia garantiu sua a vitória sobre a Argentina no único jogo em casa para os atuais campeões. A partida realizada em Christchurch foi uma feliz despedida para Dan Carter e Richie McCaw da cidade onde brilharam por tantos anos vestindo a camisa dos Crusaders. Vitória neozelandesa por 39 x 18, com alguns sustos, certa indisciplina neozelandesa, mas sem maiores problemas para os All Blacks, que largaram com cinco pontos esperados no torneio.

 

Em campo, a Argentina buscou combater os All Blacks nas formações, e foi bem sucedida, tendo aproveitamento máximo nos scrums e laterais favoráveis. E nos rucks os Pumas conseguiram impor grande pressão, garantindo mais turnovers que os Homens de Preto e alguns bons penais, mas sem qualquer inspiração com a bola em mãos os Pumas não levaram perigo aos All Blacks no jogo aberto, permitindo ao adversário não jogar com toda a sua intensidade.

 

O placar foi aberto aos 5′, com penal de 40 metros bem batido por Carter. A resposta não tardou e, aos 12′, Nico Sánchez devolveu na mesma moeda, em penal de McCaw. Os neozelandeses ganharam prevalência e passaram a acelerar o jogo, primeiro com boa infiltração de Israel Dagg e, depois, aos 20′, com Piutau e Nonu, em lance defendido com penal argentino. Podendo arriscar o chute ou pedir scrum, a Nova Zelândia optou pela jogada ensaiada de lateral. McCaw saiu rapidamente pelo lado cego do lineout e explorou o espaço para cravar o primeiro try neozelandês.

 

Sem grande ganho territorial, a Argentina arriscou aos 28′ com os pés de Sánchez, tentando sem frutos o drop goal. O abertura argentino teve nova chance de penal, mas dessa vez Sánchez foi feliz, pouco depois de Marcelo Bosch ter arriscado sem sucesso penal de mais de 50 metros de distância. Antes do intervalo, Naholo fez estrago, com o fijiano naturalizado rompendo a defesa sul-americana, e, na sequência da jogada, a bola viajou a Ma’a Nonu, que cravou na ponta o segundo try neozelandês.

 

O segundo tempo foi de ampla superioridade dos All Blacks. Carter perdeu um penal logo no início, mas não tardou para o rápido jogo de mãos neozelandês terminar com try na ponta de Charles Piutau, ganhando vantagem sobre o pilar Herrera. Parecia questão de tempo para o try-bônus, e era. Aos 46′, a Nova Zelândia manejou a bola até a outra ponta com rapidez, mas Naholo pisou na linha lateral e cometeu knock-on na hora de finalizar. Sem problemas. Aos 48′, acuada e sem sair de seu campo defensivo, a Argentina errou no manejo, Sonny Bill Williams recuperou a posse e Kieran Read finalizou o aguardado quarto try preto.

 

Depois de ver os All Blacks abrirem 32 x 6, os Pumas se focaram em fazer seu jogo fluir e, aos 55′, o maul nos 22m foi muito bem conduzido e Creevy explorou o lado cego da formação para mergulhar para o primeiro try da equipe. O caminho foi encontrado e, aos 60′, os Pumas voltaram a apostar no lateral seguido de maul e, mais uma vez, Creevy finalizou com o segundo try argentino, deixando apreensiva a torcida de Canterbury.

 

O susto foi dado e a Nova Zelândia voltou a prender o jogo no ataque e a trabalhar mais curto. A Argentina vacilou na formação de scrum, Perenara teve um try anulado pelo giro do scrum, mas, na sequência, outra formação a favor dos neozelandeses resultou em try impactante para os donos da casa, que cravaram com Codie Taylor, estreando pelos All Blacks. A destruição do scrum argentino coincidiu com a saída de Creevy de campo e foi o ato final da vitória neozelandesa. Nos minutos derradeiros, com Hansen dando espaço para mais jogadores do Crusaders – de má temporada – em campo, os Pumas ainda buscaram algo. Em boa jogada de Landajo, a Argentina quase encontrou um try ainda no fim, mas o passe para a conclusão de Bosch foi muito ruim. Vitória bonificada por 39 x 18, em jogo de erros defensivos dos dois lados, mas sobretudo do lado azul, que permitiu espaço aos anfitriões quando não podia.

 

All Blacks e Pumas voltarão a se enfrentar em jogo que possivelmente definirá o primeiro colocado do Grupo C da Copa do Mundo, mas que ocorre logo na primeira rodada da competição, no dia 20 de setembro, em Wembley, Londres. Na próxima rodada do Rugby Championship, no dia 25 de julho, a Nova Zelândia viaja para enfrentar o jogo decisivo contra a África do Sul em Joanesburgo, ao passo que a Argentina faz seu único jogo em casa no torneio contra a Austrália, em Mendoza.

 

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Nova Zelândia 39 x 18 Argentina, em Christchurch

Árbitro: Craig Joubert (África do Sul)

 

Nova Zelândia

Tries: McCaw, Nonu, Piutau, Read e Taylor

Conversões: Carter (4)

Penais: Carter (2)

15 Israel Dagg, 14 Waisake Naholo, 13 Ma’a Nonu, 12 Sonny Bill Williams, 11 Charles Piutau, 10 Daniel Carter, 9 TJ Perenara, 8 Kieran Read, 7 Richie McCaw (c), 6 Jerome Kaino, 5 Brodie Retallick, 4 Luke Romano, 3 Owen Franks, 2 Keven Mealamu, 1 Tony Woodcock.

Suplentes: 16 Codie Taylor, 17 Wyatt Crockett, 18 Nepo Laulala, 19 Jeremy Thrush, 20 Liam Messam, 21 Andy Ellis, 22 Colin Slade, 23 Ryan Crotty.

 

Argentina

Tries: Creevy (2)

Conversões: Sánchez (1)

Penais: Sánchez (2)

15 Joaquin Tuculet, 14 Horacio Agulla, 13 Marcelo Bosch, 12 Jeronimo De la Fuente, 11 Santiago Cordero, 10 Nicolas Sanchez, 9 Tomas Cubelli, 8 Facundo Isa, 7 Juan Martin Fernandez Lobbe, 6 Juan Manuel Leguizamon, 5 Guido Petti, 4 Manuel Carizza, 3 Ramiro Herrera, 2 Agustin Creevy (c), 1 Marcos Ayerza.

Suplentes: 16 Julian Montoya, 17 Lucas Noguera, 18 Nahuel Chaparro Tetaz, 19 Benjamin Macome, 20 Javier Ortega Desio, 21 Martin Landajo, 22 Santiago Gonzalez Iglesias, 23 Lucas Gonzalez Amorosino
 

País Apelido Jogos Pontos
Austrália Wallabies 3 13
Nova Zelândia All Blacks 3 9
Argentina Pumas 3 5
África do Sul Springboks 3 2

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