ARTIGO COM VÍDEO – A estreia não foi boa. O campeoníssimo Guy Novès comandou pela primeira vez a seleção francesa e o quadro foi preocupante. Os Bleus não convenceram e passaram perto de uma derrota em Paris para a Itália que, depois deu um ano terrível, mostrou evolução com uma seleção renovada e teve tudo para vencer. 23 x 21 para o XV de France, mas muito a evoluir para os franceses.

 

Ciente da necessidade de abrir logo o placar e jogar a pressão para cima dos anfitriões, a Itália teve ousadia no começo. Aos 7′, Carlo Canna arrematou um drop goal perfeito e mostrou que a Itália está encontrando nele um abertura mais competente. Aos 13′, o debutante Bézy teve a chance de igualar, mas perdeu penal para os Galos. Porém, os italianos reduziram a pressão defensiva e levaram o troco imediato, com a França trabalhando a bola de mão em mão até a ponta para o estreante Vakatawa pisar para dentro e anotar o primeiro try francês. Sem dúvida, Vakatawa foi o grande acerto de Novès para o jogo, levando perigo à defesa italiano, mesmo sem jogar XV desde 2013. Bézy, no entanto, jogou para fora a conversão, 5 x 3.

 

Pouco depois do try, a França perdeu Louis Picamoles, lesionado, e sua forma declinou. A Itália sentiu seu momento, Odieto quase cravou o que seria um belo try após chute para o in-goal de Canna, mas o penal já havia sido marcado. Os Azzurri optaram pelo lateral e emplacaram um devastador maul finalizado por Parisse. 8 x 5 para os visitantes.

 

A resposta francesa veio logo, com a Itália dando pouco combate no breakdown. Parisse cometeu penal e a defesa italiana se desconcentrou, permitindo que a França cobrasse um rápido free kick e Chouly finalizasse o segundo try dos Bleus. 10 x 8, com Bézy perdendo outra conversão. Antes do intervalo, a Itália ainda buscou o ataque com velocidade, mostrando qualidade na linha, mas o primeiro tempo se encerrou assim, e com preocupação para o XV de France. Canna ainda perdeu um último penal, 10 x 8.

 

O segundo tempo começou perfeito para os Azzurri, com Canna arrematando um penal aos 44′ e deixando na frente os visitantes, 11 x 10. A França sentiu o golpe e o volume foi todo italiano e dois minutos mais tarde Canna cravou o try dos visitantes, em jogada iniciada atrás após interceptação de Sarto – em atuação ruim de Plisson. Gori e Parisse aritcularam em velocidade o contra-golpe e o abertura finalizou, abrindo 18 x 10 para os Azzurri.

 

A virada francesa ainda seria construída, com a equipe “acordando”. O “efeito Vakatawa” foi sentido com o ponta fijiano causando novo estrago na defesa azul. A bola foi aberta rapidamente e Danty carregou até servir Bonneval na ponta, para reduzir aos 60′. Itália 18 x 17 França, e tudo novamente em aberto. A virada veio, com a Itália perdendo o volume de jogo e a França crescendo. Aos 69′, Plisson chutou penal e devolveu a frente aos Bleus, mas por pouco tempo, porque Haimona não desperdiçou penal aos 74′ para os italianos, jogando a pressão brutal sobre os donos da casa. A torcida, no entanto, cresceu a apoiou. Parisse reclamou de tackle alto de Camara, mas JP Doyle deu penal para a França no meio campo e Plisson, que não esteve bom, salvou sua atuação arrematando penal perfeito para dar a vitória aos franceses.

 

No fim, a Itália teve tudo para virar, fazendo um grande trabalho de fases no campo ofensivo. Mas, sem Canna, Haimona se omitiu de arriscar um drop goal e, com o penal não aparecendo, Parisse perdeu a paciência com o tempo esgotado chutando sem sucesso um drop goal final. França respira, mas a vitória foi no detalhe. O Troféu Giuseppe Garibaldi segue nas mãos francesas, pela oitava vez.

 

Na próxima rodada, no 13, a França recebe a Irlanda e a Itália recebe a Inglaterra.

 

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França 23 x 21 Itália, em Paris

Árbitro: JP Doyle (Inglaterra)

 

França

Tries: Vakatawa, Chouly e Bonneval

Conversões: Plisson (1)

Penais: Plisson (2)

15 Maxime Médard, 14 Hugo Bonneval, 13 Gaël Fickou, 12 Jonathan Danty, 11 Virimi Vakatawa, 10 Jules Plisson, 9 Sébastien Bezy, 8 Louis Picamoles, 7 Damien Chouly, 6 Wenceslas Lauret, 5 Yoann Maestri, 4 Paul Jedrasiak, 3 Rabah Slimani, 2 Guilhem Guirado (c), 1 Eddy Ben Arous.

Suplentes: 16 Camille Chat, 17 Uini Atonio, 18 Jefferson Poirot, 19 Alexandre Flanquart, 20 Yacouba Camara, 21 Maxime Machenaud, 22 Jean-Marc Doussain, 23 Maxime Mermoz.

 

Itália

Tries: Canna e Parisse

Conversões: Canna (1)

Penais: Canna (1) e Haimona (1)

Drop goals: Canna (1)

15 David Odiete, 14 Leonardo Sarto, 13 Michele Campagnaro, 12 Gonzalo Garcia, 11 Mattia Bellini, 10 Carlo Canna, 9 Edoardo Gori, 8 Sergio Parisse (c), 7 Alessandro Zanni, 6 Francesco Minto, 5 Marco Fuser, 4 George Fabio Biagi, 3 Lorenzo Cittadini, 2 Ornel Gega, 1 Andrea Lovotti.

Suplentes: 16 Davide Giazzon, 17 Matteo Zanusso, 18 Martin Castrogiovanni, 19 Valerio Bernabo, 20 Andries van Schalkwyk, 21 Guglielmo Palazzani, 22 Kelly Haimona, 23 Luke McLean.

 

Seleção Jogos Pontos
Inglaterra 5 10
Gales 5 7
Irlanda 5 5
Escócia 5 4
França 5 4
Itália 5 0

Vitória = 2 pontos;
Empate = 1 ponto;
Derrota = 0 pontos

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