Sexta e sábado de decisão na Série Mundial de Sevens Feminina!

Entre sexta e sábado, Amsterdã atrairá os olhares de todo o rugby para a decisão da Série Mundial de Sevens Feminina 2014-15, com a última etapa sendo jogada na Holanda para definir as três equipes que se garantirão nos Jogos Olímpicos de 2016. O título já é da Nova Zelândia, mas as vagas de segundo a quarto lugar estão em aberto, com pelo menos seis seleções brigando diretamente pelo Top 4, que garante o sonhado lugar no Rio.

 

Canadá e Austrália chegam à Holanda em situação confortável, com 14 pontos acima do quinto colocado Estados Unidos, o que significa que só um desastre tira as duas equipes do Rio 2016. A briga está centrada entre França, quarta colocada, com o mesmo número de pontos dos Estados Unidos, e Inglaterra, com apenas 2 pontos abaixo das concorrentes. A Rússia, sétima colocada, precisará de um milagre para encerrar em quarto, estando hoje 8 pontos em desvantagem para as francesas.

 

Em Amsterdã, a novidade é a ausência do Brasil, que vinha jogando o circuito como convidado e, por isso, teve sua vaga passada para a seleção da casa, a Holanda. Dessa forma, as Tupis torcem para não perderem a nona colocação no circuito. Contudo, o mais provável é que o Brasil encerre a temporada em décimo lugar, já que a ascendente Espanha necessita apenas de um 11º lugar para se igualar em ponto às brasileiras.

 

Com 10 mil lugares, o Estádio Nacional de Rugby de Amsterdã será o palco do torneio mais uma vez. Todo o torneio poderá ser assistido ao vivo online pelo www.worldrugby.org.

 

Grupo a grupo

O Grupo A opõe Nova Zelândia, Estados Unidos, Fiji e África do Sul. As Black Ferns jogam sem pressão o torneio, mas evidentemente não querem acabar em baixa a temporada, ainda mais depois de conhecerem duas derrotas em Londres. As neozelandesas são as favoritas, mas terão que segurar a gana dos EUA, que buscam desesperadamente terminar a frente de França e Inglaterra, o que significa que o cruzamento de quartas de final será crucial. Folayan, terceira maior pontuadora do circuito, é uma das armas das americanas, enquanto a Nova Zelândia conta com a líder em pontos e tries da temporada, a insaciável Portia Woodman. Enquanto isso, Fiji entra no grupo com a meta de assusta os EUA, perder de pouco das Black Ferns e atropelar a África do Sul, saco de pancadas do grupo, para chegar às quartas de final e se firmar no oitavo lugar da temporada.

 

Austrália, Inglaterra e Rússia formam o “grupo da morte”. O Grupo B é um desafio grande para a Inglaterra, que em sua busca pelos Jogos Olímpicos terá pela frente o único time que conquistou uma etapa da Série Mundial de Sevens Feminina além da Nova Zelândia: a Austrália. As Wallaroos saíram da crise e voltaram e encontrar seu melhor rugby em Londres, chegando em alta para Amsterdã. A Rússia também será um adversário complexo para a Inglaterra, uma vez que as Ursas chegam como francas-atiradoras, cientes de que a classificação direta ao Rio 2016 é quase impossível, mas de qualquer maneira fortes e perigosas, com um time muito físico. A experiência e liderança de Abi Chamberlain e a qualidade definidora de Joanne Watmore serão cruciais para as inglesas passarem bem pela primeira prova. A China, por outro lado, tem tudo para acabar em último.

 

Por fim, no Grupo C, França e Canadá fazem um embate direto pelo primeiro lugar, com Espanha e Holanda correndo por fora. As canadenses, vice-campeãs de Londres, são as favoritas, com Jen Kish liderando o time que conta com destaques como Paquin, Landry, Farella e Moleschi. Um time que estranhamente ainda não faturou uma etapa e sabe que às vésperas dos Jogos Olímpicos o momento do passo adiante chegou, para ganhar confiança na próxima temporada. A França, de Marjorie Mayans e Caroline Ladagnous, tem a mesma situação dos EUA e tem de qualquer maneira que terminar bem a fase de grupos já de olho no cruzamento que pode ser decisivos das quartas de final. Para Canucks e Bleues, o grupo é indesejável pela presença da Espanha, que venceu a Nova Zelândia em Londres e se reergueu. As Leonas são perigosas e recuperaram a confiança de um time quarto colocado da Copa do Mundo de Sevens em 2013. Já a Holanda é uma incógnita, pois, após tantos meses longe de torneios junto da elite mundial, não se sabe com qual nível as laranjas – que até ano passado frequentavam o Top 8 do mundo – chegarão para o torneio em casa. O apoio da torcida certamente tornará as “Dames” perigosas a suas oponentes.

 

Vale lembrar que as duas primeiras colocadas de cada grupo e as duas melhores segundas colocadas avançarão às quartas de final.

 

Brasil na Holanda

Apesar de não estar no torneio principal, o Brasil enviou uma seleção para Amsterdã. As Amazonas, a seleção brasileira de desenvolvimento, jogarão o Amsterdam Invitational, torneio aberto a clubes, combinados e seleções que não estão no torneio principal. Com nada menos que dez campo no complexo do Estádio Nacional de Rugby, os torneios paralelos – masculino, feminino e de veteranos – darão um toque especial ao evento como um todo. O segundo torneio feminino terá nada menos que 32 times, divididos em 8 grupos de 4 seleções. As Amazonas terão pela frente as suecas do West Coast Vikings, que derrotaram as brasileiras no ano passado no mesmo torneio, e as holandesas do Westmills (seleção de desenvolvimento da Holanda) e do The Bassets (clube local). Estão no torneio ainda outras seleções nacionais: as seleções principais de Irlanda, Gales, Escócia, Finlândia, Alemanha, Polônia, Suíça, Romênia e Geórgia, e as seleções de desenvolvimento do Canadá (Maple Leafs) e da França (France Developpement) e outra seleção de desenvolvimento da Holanda (as Dukkies).

 

O formato do torneio será cansativo. Após as três partidas da primeira fase no sábado, as duas primeiras colocadas de cada grupo serão divididas no domingo em outros quatro grupos com quatro times. Os vencedores dos grupos da segunda fase se classificarão às semifinais, e os vencedores jogarão a final. Com isso, no domingo, os times finalistas terão disputado cinco partidas no mesmo dia.

 

amsterdam sevens

Amsterdam Sevens – 6ª etapa da Série Mundial de Sevens Feminina – em Amsterdã, Holanda

Grupo A: Nova Zelândia, Estados Unidos, Fiji e África do Sul

Grupo B: Austrália, Inglaterra, Rússia e China

Grupo C: Canadá, França, Espanha e Holanda

 

Seleção Pontos
Nova Zelândia 108
Canadá 96
Austrália 94
Inglaterra 76
Estados Unidos 76
França 72
Rússia 60
Fiji 32
Espanha 26
Brasil 20
China 13
África do Sul 9
Holanda 2

– Pontuação: 1º lugar, 20 pontos / 2º, 18 pts / 3º, 16 pts / 4º, 14 pts / 5º, 12 pts / 6º, 10 pts / 7º, 8 pts / 8º, 6 pts / 9º, 4 pts / 10º, 3 pts / 11º, 2 pts / 12º, 1 pt.

– 4 primeiros colocados garantem vaga nos Jogos Olímpicos de 2016

 

*Horários de Brasília

Sexta-feira, dia 22 de maio – das 07h20 às 15h00

Austrália x Rússia

Inglaterra x China

Nova Zelândia x Fiji

Estados Unidos x África do Sul

Canadá x Espanha

França x Holanda

 

Austrália x China

Inglaterra x Rússia

Nova Zelândia x África do Sul

Estados Unidos x Fiji

Canadá x Holanda

França x Espanha

 

Austrália x Inglaterra

Rússia x China

Nova Zelândia x Estados Unidos

Fiji x África do Sul

Canadá x França

Espanha x Holanda

 

Sábado, dia 23 de maio – das 05h00 às 12h50

Finais

 

Amsterdam Invitational Sevens

Grupo 1: Irlanda, Finlândia, Norwegian Vikingettes e Ushizi Warriors

Grupo 2: Alemanha, Polônia, Berlin e Dambusters

Grupo 3: Gales, República Tcheca, Paarse Rebellen e Movers n Shaikhas

Grupo 4: Geórgia, Maple Leafs, Paris e Susies

Grupo 5: Romênia, France Developpement, NRV e Vixens

Grupo 6: Suíça, Dukkies, Tribe 7s e AAC Amsterdam

Grupo 7: Brasil, Windmills e West Coast Vikings

Grupo 8: Escócia, Lorena, Wooden Spoon Marauders e Helvetian Hawkbit

 

Jogos do Brasil – sábado, dia 23 (hora de Brasília)

05h20 – Amazonas x The Bassets

07h40 – Amazonas x Windmills

10h20 – Amazonas x West Coast Vikings

 

Amazonas: Isadora Cerullo (Niterói), Edna Santini (São José), Karina Godoi (São José), Cláudia Jaqueline (Niterói), Bianca Santos (Leões da Paraisópolis), Juliana de Menezes (Charrua), Maíra Behrendt (SPAC), Katrina Santilly (Band Saracens), Bruna Lotufo (Band Saracens), Amanda Macedônio (Urutau), Cleice Fernanda (São José), Juliana Michele (Curitiba) e Jessica Aidar (SPAC).

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