Springboks lavam a alma e batem Pumas em Buenos Aires

ARTIGO COM VÍDEO – O Hemisfério Sul voltou a seu eixo. No sábado passado, a Argentina foi às nuvens ao sair vencedora fora de casa contra a África do Sul pela primeira vez na história e terminar o Rugby Championship ineditamente na terceira colocação. Neste sábado, com as duas equipes voltaram a se enfrentar em Buenos Aires, no estádio do Velez Sarsfield, e os Springboks se impuseram, não deram chances aos Pumas e garantiram uma indiscutível vitória, sem sustos, por 26 x 12, dominando a partida do começo ao fim.

 

Quem deu as cartas logo no início foi Pat Lambie, que assumiu a camisa 10 e logo aos 6′ arrematou com precisão um penal de 40 metros para inaugurar o marcador para os Springboks, 3 x 0. Nico Sánchez, que reassumiu a 10 argentina, devolveu na mesma moeda aos 14′, mas a intensa pressão sul-africana no pack logo rendeu frutos aos visitantes, que arrancaram novo penal, aos 17′, para Lambie devolver a frente aos Boks, 6 x 3.

 

Dominante no scrum e no lateral, a África do Sul manteve a posse de bola na zona de ataque e Pienaar desferiu um passe longo preciso para deixar Bryan Habana, aos 20′, livre para o primeiro try sul-africano. Os sul-africanos cresceram e, aos 29′, Schalk Burger matou a defesa argentina entregando limpa a bola para Mvovo arrancar na ponta, quebrar os tackles e fazer o segundo try do jogo. Um duro golpe nas pretensões dos Pumas, que perdiam um número alarmante de scrums e laterais – ao final da partida, a Argentian teria perdido nada menos que 5 scrums e 4 laterais para os Springboks. O jogo parado, até então a grande arma argentina, se transformou em seu calcanhar de Aquiles em Buenos Aires.

 

Antes do intervalo, os Pumas voltaram a ter suas oportunidades e arrancaram dois penais seguidos para Sánchez manter as chances argentinas na partida, com o jogo indo ao intervalo em 20 x 9 para os sul-africanos. Sem Ayerza e Hernández, a Argentina se viu frágil nas formações e sem criatividade com a bola em mãos, enquanto a segunda e terceira linhas dos Boks dominavam a partida, com Brussouw e Burger mandando metro a metro no jogo de atrito.

 

Na volta dos vestiários, a África do Sul deu o recado com apenas dois minutos. Lambie não teve dúvidas e, aos 42′, chutou com precisão um drop goal, para esfriar a reação argentina. Sánchez descontou aos 51′ com penal, mas Lambie anotou mais um penal aos 56′ para os visitantes. Aos 62′, Lavanini recebeu amarelo e as chances argentinas foram para o espaço. A África do Sul, no entanto, puxou o freio de mão e o placar não voltou a ser mexido. 26 x 12, placar final.

 

A África do Sul não tem mais nenhum amistoso marcado até o início do Mundial, e com uma atitude transformada os Boks podem ir à Copa do Mundo com parte de sua confiança revitalizada após o sucesso no Estádio José Amalfitani. Já a Argentina tem mais uma partida pela frente, em Leicester contra o clube da casa, no dia 5 de setembro.

 
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Argentina 12 x 26 África do Sul, em Buenos Aires

Árbitro: Glen Jackson (Nova Zelândia)

 

Argentina

Penais: Sánchez (4)

15 Joaquín Tuculet, 14 Santiago Cordero, 13 Matías Moroni, 12 Juan Martín Hernández, 11 Juan Imhoff, 10 Nicolás Sánchez, 9 Martín Landajo, 8 Juan Manuel Legiuzamón, 7 Juan Martín Fernández Lobbe, 6 Tomás Lezana, 5 Tomás Lavanini, 4 Benjamin Macome, 3 Nahuel Tetaz Chaparro, 2 Agustín Creevy (c), 1 Marcos Ayerza.

Suplentes: 16 Julián Montoya, 17 Lucas Noguera, 18 Juan Pablo Orlandi, 19 Matias Alemanno, 20 Pablo Matera, 21 Tomás Cubelli, 22 Juan Pablo Socino, 23 Lucas González Amorosino.

 

África do Sul

Tries: Habana e Mvovo

Conversões: Lambie (2)

Penais: Lambie (3)

Drop goals: Lambie (1)

15 Zane Kirchner, 14 Lwazi Mvovo, 13 Jesse Kriel, 12 Damian de Allende, 11 Bryan Habana, 10 Pat Lambie, 9 Ruan Pienaar, 8 Schalk Burger, 7 Willem Alberts, 6 Heinrich Brüssow, 5 Victor Matfield (c), 4 Eben Etzebeth, 3 Marcel van der Merwe, 2 Adriaan Strauss, 1 Trevor Nyakane.

Suplentes: 16 Schalk Brits, 17 Tendai Mtawarira, 18 Frans Malherbe, 19 Flip van der Merwe, 20 Pieter-Steph du Toit, 21 Cobus Reinach, 22 Handré Pollard, 23 Jan Serfontein

 

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