A espera acabou e a liga mais legal do mundo para se assistir (bom, é o que muita gente diz!) está voltando! Vai começar nesse sábado o Super Rugby 2018! Você sabe: Super Rugby, a liga que reúne equipes de Argentina, África do Sul, Nova Zelândia, Austrália e Japão! A competição deverá passar no Watch ESPN.

Neste ano, o Super Rugby terá formato novo. Isto porque a competição foi reduzida de 18 times para 15, com as exclusões dos sul-africanos Kings e Cheetahs, que migraram para o PRO14, e dos australianos do Force.

Com isso, 2018 contará com 15 times divididos em 3 conferências com 5 times cada:

  • Conferência África do Sul/Argentina: Stormers, Sharks, Lions, Bulls (todos da África do Sul) e Jaguares (da Argentina);
  • Conferência Austrália/Japão: Reds, Waratahs, Brumbies, Rebels (todos da Austrália) e Sunwolves (do Japão);
  • Conferência Nova Zelândia: Blues, Chiefs, Hurricanes, Crusaders e Highlanders (todos da Nova Zelândia);

Cada time fará 16 jogos na temporada regular, sendo:

  • 8 jogos contra equipes de sua conferência (ida e volta contra todos os oponentes);
  • 8 jogos contra equipes das demais conferências (4 jogos em casa e 4 fora, sendo 4 jogos contra times de uma conferência e 4 contra times da outra conferência).
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Avançarão ao mata-mata: os campeões de cada uma das 3 conferências e os 5 melhores entre os demais na classificação geral de todas as conferências. Isso significa que uma conferência poderá classificar de 1 a 5 times para o mata-mata.

 

A temporada 2018

No sábado, dia 17, somente 2 jogos serão disputados, com os Stormers recebendo os Jaguares e com os Lions fazendo dérbi sul-africano com os Sharks. Os times de Austrália, Nova Zelândia e Japão somente estrearão entre os dias 23 e 24.

Como sempre ocorre, o Super Rugby será interrompido entre junho para os amistosos. A primeira fase se encerrará no dia 14 de julho, com as quartas de final acontecendo no dia 21 de julho, as semifinais no 28 e a grande final será no dia 4 de agosto.

Clique aqui para conferir a tabela completa de jogos de 2018.

 

Os Times

Argentina

Jaguares

Cidade: Buenos Aires

2017: 10º colocado geral

2018: Já se passaram 2 temporadas desde a entrada da equipe argentina no Super Rugby – na prática, os Pumas. E até agora eles não corresponderam às mínimas expectativas. Em 2018, o time argentino tem técnico novo, o ídolo Mario Ledesma, que promete mudar a cara e a atitude dos Jaguares. A vinda de Tomás Cubelli foi comemorada, mas as perdas de Santiago Cordero, na linha, e dos pilares Ramiro Herrera e Nogeuera Paz preocupam. Chegar às quartas de final é o objetivo – plausível, pela qualidade do time, mas que exigirá um amadurecimento dentro e fora de campo da franquia.

 

África do Sul

Bulls

Cidade: Pretória

2017: 15º colocado geral

2018: Mais vitoriosos entre os sul-africanos do Super Rugby, os Bulls são hoje os mais fracos da terra dos Springboks. O técnico é novo, o neozelandês John Mitchell, mas os problemas são velhos, com poucos destaques de peso no elenco, que perdeu Jan Serfontein. A esperança é Handré Pollard, que busca voltar à melhor forma, e a liderança de Adriaan Strauss. Dificilmente melhoras reais serão vistas em Pretória.

 

Lions

Cidade: Joanesburgo

2017: 1º colocado geral – Vice-campeão

2018: Melhor time sul-africano no momento, a equipe de Joanesburgo voou baixo no ano passado, jogando um rugby aberto, ofensivo e bem distinto do visto nos Boks. Os Lions funcionaram e revelaram ótimos nomes, mas em 2018 terão a missão de darem sequência ao trabalho com técnico novo, já que Johan Ackermann será substituído por seu assistente Swys de Bruin. A base do elenco foi mantido e olhos na dupla criativa Jantjes e Cronje, em finalizadores como Skosan e Combrinck, e no pack inteligente de Mosterst, Marx & cia. Maior esperança de título para a África do Sul.

 

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Sharks

Cidade: Durban

2017: 7º colocado geral – Eliminado nas Quartas

2018: Os Sharks decepcionaram nos últimos anos, mas seguem sendo fortes candidatos a irem ao mata-mata. O técnico Robert du Preez fará sua segunda temporada em Durban e agora conhece bem seu elenco, que pode não jogar um rugby vistoso, mas sabe ser eficiente no jogo de contato, mesclando veteranos como Mtawarira com jovens promessas como Thomas Toit. Na linha, o time promete melhoras, contratando a revelação dos Kings, Makoze Mapimpi, para jogar com promessas como Curwin Bosch e Robert du Preez Jr (o filho do técnico, abertura).

 

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Stormers

Cidade: Cidade do Cabo

2017: 6º colocado geral – Eliminado nas Quartas

2018: Juntos dos Sharks, os Stormers prometem ser os maiores perseguidores dos Lions e têm plenas chances de mata-mata. O time do Cabo perdeu nomes importantes, sobretudo em sua linha, como Juan De Jongh e Huw Jones, mas apostou no astro do sevens Senatla e nas revelações do Cheetahs, Rhule, Petersen e Barry. No pack, Kolisi comandará o time ao lado de Etzebeth, Piet-Steph Du Toit e outros gigantes. O grupo do técnico Robbie Fleck é forte, não deve ganhar o título, mas tem condições de subir com relação a 2017.

 

Nova Zelândia

Blues rugby team logo

Blues

Cidade: Auckland

2017: 8º colocado geral

2018: Em qualquer conferência, o elenco dos Blues, do técnico Tana Umaga, seria impressionante. Mas, na Nova Zelândia, o time de Auckland, maior cidade do país, segue sendo o mais frágil, tendo muito a mostrar. O time promete evolução com relação 2017 e já começou confirmando isso com o título de pré temporada do Brisbane Tens. Os Blues têm um time de jovem valores, como Rieko Ioane e Caleb Clarke atrás, Ofa Tu’ungafasi e Akira Ioane na frente. A eles se somam veteranos valiosíssimos, como Sonny Bill Williams, Goerge Moala ou Jerome Kaino. As perdas de Faumuina e Luatua serão sentidas, mas não se surpreenda se esse time dos Blues quebrar a má fase e avançar ao mata-mata.

 

Chiefs

Chiefs

Cidade: Hamilton

2017: 4º colocado geral – Eliminado na Semifinal

2018: Todos os demais times neozelandeses são candidatos a título, mas há dúvidas sobre os Chiefs em 2018. O time de Waikato tem o elenco para tal, mas entram em uma nova fase e podem perder força e competitividade, sem o técnico Dave Rennie, apostando agora em Collin Cooper, que fez fama levando o pequeno Taranaki ao título nacional em 2016, tendo ainda Tabai Matson (lembra dele? Ex Crusaders, com passagem pelos Tupis) como auxiliar. Além da troca de comando, os Chiefs perderam a dupla Kerr-Barlow e Aaron Cruden na criação. Retallick, Sam Cane e Damian McKenzie serão essenciais para os Chiefs manterem suas ambições.

 

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Crusaders

Cidade: Christchurch

2017: 2º colocado geral – Campeão

2018: Atuais campeões e maiores campeões, os Crusaders, do técnico Scott Robertson (ex Tupis) serão novamente favoritos ao títulos. Os maiores favoritos, junto dos Hurricanes. Os ‘Saders mantiveram a base de seu time vencedor, unindo veteranos como Kieran Read, Sam Whitelock e a estrelada primeira linha de Moody, Crockett e Owen Franks, além de Israel Dagg e Ryan Crotty nos 3/4s, com jovens revelações, da qualidade de Drummond, Mo’unga, Goodhue, Jordan, Havili, Tamanivalu, entre outros. Qualidade em todos os setores, poder de reação e muito potencial para crescer ainda mais.

 

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Highlanders

Cidade: Dunedin

2017: 5º colocado geral – Eliminado nas Quartas

2018: Os Highlanders têm time para brigarem por título, mas ainda estão um degrau abaixo de Crusaders e Hurricanes. Mas, assim como os Chiefs, os Highlanders terão o desafio de começarem trabalho novo com o técnico Aaron Mauger, ídolo dos All Blacks, mas que não começou bem a carreira de técnico, indo mal no Leicester Tigers. Mauger não terá mais o astro Fekitoa, a base do time foi mantida, com Aaron Smith e Lima Sopoaga prontos para uma última temporada juntos, com ainda Ben Smith e Naholo por lá. O time do extremo sul joga livre e de forma ousada, mas vem tendo problemas em clássicos e com lesões, para manter seu rendimento. Desafio nas mãos de Mauger.

 

Hurricanes

Cidade: Wellington

2017: 3º colocado geral – Eliminado na Semifinal

2018: Melhor time do Super Rugby junto dos Crusaders, os Hurricanes prometem ser uma máquina de vitórias, na busca pelo seu segundo título na história. O técnico Chris Boyd contará com todos os seus principais craques, como Vaea Fifita, Ardie Savea, TJ Perenara, Ngani Laumape, Julian Savea, Jordie Barrett e, claro, o melhor do mundo Beauden Barrett. A linha entregará o prometido, sendo uma das melhores e mais perigosas do Super Rugby, mas o pack de forwards ainda é o ponto fraco do time da capital kiwi se os ‘Canes quiserem arrancar o título dos Crusaders. Há espaço para melhoras – e para otimismo.

 

Austrália

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Brumbies

Cidade: Canberra

2017: 9º colocado geral (Eliminado nas Quartas)

2018: O rugby australiano viveu um 2017 trágico no Super Rugby e os Brumbies foram os menos piores. O time da capital, no entanto, perdeu seu treinador, Stephen Larkham, novo auxiliar dos Wallabies, mas o trabalho deverá ter continuidade nas mãos de seu assistente Dan McKellar. Os Brumbies comemoraram o retorno de David Pocock, mas lamentaram a perda de Scott Fardy. Poucos nomes de peso vieram. Os Brumbies brigarão para serem de novo os melhores da Austrália, mas sem chances reais de título.

 

Rebels

Cidade: Melbourne

2017: 18º colocado geral

2018: Pior time do Super Rugby passado, os Rebels se salvaram de serem excluídos da liga por conta de Melbourne ser um mercado importante de TV. Os Rebels jamais foram ao mata-mata e estão sob pressão de justificarem por que eles permaneceram no Super Rugby, ao invés do Force. E o time da segunda cidade australiana trouxe muitos bons valores do Force, segundo melhor time da Austrália no ano passado. A começar pelo técnico David Wessels. Haylett-Petty, ex Force, chama a atenção na linha, assim como o promissor Hutchinson, ex seleção de sevens, que se somam aos bons Reece Hodge e Koroibete. A grande contratação é o scrum-half dos Wallabies Will Genia, para dar a experiência necessária à evolução do grupo, enquanto para o pack chegaram o inglês Geoff Parling e Adam Coleman, ex Force. Trata-se de um time totalmente novo e que pode sim brigar por mata-mata.

 

Reds

Cidade: Brisbane

2017: 14º colocado geral

2018: Com a melhora dos Rebels, a desconfiança maior na Austrália recai sobre o Queensland Reds, que também terá técnico novo, o ex All Black Brad Thorn, que vai trilhando uma interessante carreira desde a aposentadoria como atleta. Thorn afastou Quade Cooper e promete mudanças na atitude dos Reds, mas não ganhou reforços de peso e ainda perdeu o líder Stephen Moore, aposentado. Samu Kerevi e Eto Nabuli são sempre promessas de bons momentos, mas o elenco deixa a desejar para qualquer sonho de mata-mata. A menos no papel.

 

Waratahs

Cidade: Sydney

2017: 16º colocado geral

2018: Os Waratahs viveram um 2017 desastroso, mas a expectativa em Sydney é de melhoras, com o técnico Daryl Gibson esperando não sofrer tanto com lesões, para fazer seu elenco, que tem qualidade, entregar aquilo que é capaz. Os ‘Tahs não perderam muitos nomes importantes, trouxeram Rob Simmons e Kurtley Beale e mantiveram Israel Folau, Bernard Foley, Rob Horne e Michael Hooper. Se a sorte não jogar contra, Sydney poderá voltar a sonhar com os playoffs. Isso se resolverem seus sérios problemas defensivos, que tanto custaram à equipe no ano passado.

 

Japão

Sunwolves

Cidade: Tóquio

2017: 17º colocado geral

2018: Agora comandados pelo ex técnico da seleção japonesa Jamie Joseph, neozelandês campeão do Super Rugby em 2015 pelos Highlanders, os Sunwolves planejam subirem mais um degrau. O time japonês estará cada vez mais sob os olhares por concentrar boa parte da seleção do país, que receberá no ano que vem a Copa do Mundo. No Super Rugby, após duas temporadas, os asiáticos só sofreram, mas em 2018 o calendário finalmente será mais humano para eles, trocando a Conferência Sul-Africana pela Australiana. Foram muitas mudanças no elenco com relação a 2017 e, entre os destaques, está a vinda do capitão do Japão, Michael Leitch, do hooker georgiano Bregvadze e do abertura kiwi Hayden Parker, com os Sunwolves seguindo com a política de misturarem japoneses e estrangeiros. Playoffs não seriam uma meta realista, mas a empolgação está em Tóquio. Espera-se que os Sunwolves não sejam mais o saco de pancadas de antes.

 

Histórico:

AnoCampeãoPaís
Era Amadora
1993 (Super 10)Lions (Transvaal)África do Sul
1994 (Super 10)RedsAustrália
1995 (Super 10)RedsAustrália
Era Profissional
1996 (Super 12)BluesNova Zelândia
1997 (Super 12)BluesNova Zelândia
1998 (Super 12)CrusadersNova Zelândia
1999 (Super 12) CrusadersNova Zelândia
2000 (Super 12)CrusadersNova Zelândia
2001 (Super 12)BrumbiesAustrália
2002 (Super 12)CrusadersNova Zelândia
2003 (Super 12)BluesNova Zelândia
2004 (Super 12)BrumbiesAustrália
2005 (Super 14)CrusadersNova Zelândia
2006 (Super 14)CrusadersNova Zelândia
2007 (Super 14)BullsÁfrica do Sul
2008 (Super 14)CrusadersNova Zelândia
2009 (Super 14)BullsÁfrica do Sul
2010 (Super 14)BullsÁfrica do Sul
2011 (Super Rugby - 15)RedsAustrália
2012 (Super Rugby - 15)ChiefsNova Zelândia
2013 (Super Rugby - 15)ChiefsNova Zelândia
2014 (Super Rugby - 15)WaratahsAustrália
2015 (Super Rugby - 15)HighlandersNova Zelândia
2016 (Super Rugby - 18)HurricanesNova Zelândia
2017 (Super Rugby - 18)CrusadersNova Zelândia
2018 (Super Rugby - 15)--
Resumo - Era Profissional
8 títulosCrusadersNova Zelândia
3 títulosBluesNova Zelândia
BullsÁfrica do Sul
2 títulosBrumbiesAustrália
ChiefsNova Zelândia
1 títuloHighlandersNova Zelândia
HurricanesNova Zelândia
RedsAustrália
WaratahsAustrália
Resumo - Era amadora
2 títulosRedsAustrália
1 títuloLionsÁfrica do Sul

 

Foto: Super Rugby – Crusaders x Lions, Final 2017