Tupis em dose dupla no Sevens de Londres!

Hora da decisão! Londres recebe nesse fim de semana os melhores do sevens mundial em dois torneios paralelos, o masculino, válido como a última etapa da Série Mundial de Sevens, e o feminino, a penúltima etapa da Série Mundial de Sevens Feminina. E o Brasil estará representado nos dois torneios, com os Tupis e as Tupis encarando mais uma vez os grandes do mundo, em ritmo já de Jogos Olímpicos. A competição masculina terá transmissão de suas finais pelo BandSports, ao passo que o torneio feminina será exibido na íntegra ao vivo pelo www.worldrugby.org!

 

O torneio feminino será disputado na sexta (15) e no sábado (16), no Twickenham Stoop, estádio do Harlequins, enquanto o torneio masculino acontece no sábado (16) e no domingo (17), no majestoso Twickenham Stadium. Apenas a grande final e a disputa de 3º lugar do torneio feminino serão também no Twickenham Stadium.

 

É tudo ou nada entre os homens

Chegou a hora da verdade no sevens masculino. Neste fim de semana, a temporada 2014-15 será encerrada em Londres com o grande campeão, o último classificados aos Jogos Olímpicos e a equipe rebaixada sendo conhecidas oficialmente.

 

A briga mais excitante certamente é a disputa pelo título, com nada menos que três seleções chegando à etapa final com chances de levantar o caneco. Fiji é o favorito após assumir a primeira colocação na penúltima etapa. Os fijianos só venceram o circuito uma vez, em 2005-06, com Serevi ainda em campo, e incrivelmente têm menos conquistas do circuito do que da Copa do Mundo de Sevens (a qual já venceram duas vezes).

 

Campeão de quatro das oito etapas já disputadas, Fiji entrará em campo em Londres com 5 pontos de vantagem sobre a vice-líder África do Sul, que começou a temporada brilhantemente com dois títulos nas três primeiras etapas, mas, desde que o ano mudou de 2014 para 2015, os Boks ainda não conquistaram nenhum título, perdendo na reta final a liderança. Os sul-africanos também contam com apenas um título da Série Mundial de Sevens, em 2008-09, e não dependerão mais de seus esforços unicamente para serem campeões. A diferença de pontos entre o campeão e o vice de uma etapa é de apenas 3 pontos, e do campeão para o terceiro colocado a diferença é de 5 pontos. Como o critério de desempate é o número de etapas conquistadas, a África do Sul, caso vença o torneio de Londres, precisará que Fiji termine no máximo no quarto lugar para se sagrar campeã. Isto é, Fiji precisa terminar apenas em terceiro lugar para comemorar sua conquista.

 

A terceira colocada é a Nova Zelândia, que está 8 pontos abaixo de Fiji e 3 abaixo da África do Sul. O título é, assim, quase impossível para os All Blacks, que precisarão conquistar a etapa e torcer para que Fiji acabe no máximo em quinto lugar. O cruzamento dos grupos nas quartas de final, no entanto, pode produzir a esperada surpresa para os neozelandeses, uma vez que o grupo da Nova Zelândia cruzará justamente com o grupo de Fiji. Além disso, a Nova Zelândia se for campeão invariavelmente ultrapassará a África do Sul na classificação, pois os critérios de desempate favoreceriam os All Blacks, que chegam a Londres buscando seu incrível 13º título do circuito, o quinto consecutivo, completando uma monumental hegemonia nos últimos anos.

 

Fiji, África do Sul e Nova Zelândia já estão matematicamente garantidas nos Rio 2016, mas ainda resta a definição do quarto classificado direto aos Jogos Olímpicos. E a favorita absoluta é a Inglaterra, que deverá classificar a Grã-Bretanha ao Rio 2016 (uma vez que ingleses, escoceses e galeses jogarão juntos nos Jogos Olímpicos). Os ingleses estão hoje em quarto lugar e somam confortáveis 16 pontos a mais que a quinta colocada Austrália, o que significa que qualquer colocação acima do 13º lugar garante a vaga aos britânicos independentemente do resultados dos australianos.

 

Já na luta contra o rebaixamento, destinado ao 15º (último) colocado da temporada, o Japão está quase condenado, precisando somar 10 pontos a mais que Portugal.

 

Rio 2016 na cabeça das mulheres

Entre as mulheres, o torneio de Londres é apenas a penúltima etapa da temporada, com o torneio de Amsterdã, no fim de semana seguinte, encerrando a temporada. Contudo, a disputa na Inglaterra poderá definir o título matematicamente. A emoção já não existe mais na disputa pela conquista da temporada, uma vez que a Nova Zelândia hoje soma 22 pontos a mais que o vice-líder Canadá. Caso a diferença não caia para menos de 20 pontos, o título será matematicamente das Black Ferns, que ainda lutam por um feito histórico: terminarem invictas a temporada. Até o momento, foram 24 vitórias em 24 jogos na temporada para as neozelandesas, que venceram as quatro etapas disputadas até aqui.

 

Na prática, a briga no circuito feminino se resumo a uma intensa e emocionante disputa pelas outras três vagas nos Jogos Olímpicos. A diferença entre a França, quarta colocada, e a Rússia, sétima colocada, é de apenas 6 pontos, enquanto a diferença entre o Canadá e a Rússia é de 12 pontos. Com isso, há para as duas últimas etapas nada menos que seis seleções – além das três citadas, Austrália (3ª), Inglaterra e Estados Unidos (empatados em 5º lugar) – lutando de fato do segundo ao sétimo lugares.

 

Brasil de olho no ano que vem

O Brasil vai a Londres com suas duas seleções e ambas ambicionam feitos inéditos, mas realistas. A seleção feminina terá em Londres sua última etapa na temporada, uma vez que não disputará o torneio de Amsterdã (com sua vaga sendo ocupada pela Holanda), o que significa que a chance do Brasil terminar em oitavo lugar no circuito, ultrapassando Fiji, é quase nula. O Brazil, 9º colocado, tem hoje 5 pontos a menos que Fiji. que disputará uma etapa a mais que as Tupis, ao passo que a 10ª colocada Espanha, que também estará em Amsterdã, soma 7 pontos a menos que o Brasil. Com isso, o objetivo brasileiro será duplo: terminar mais uma vez na frente de Fiji, para sair em alta da disputa, e abrir pontos suficiente para, mesmo não viajando à Holanda, terminar o ano a frente da Espanha e repetir a nona colocação da temporada 2013-14, a melhor da história das Tupis. A missão terá um confronto decisivo já na fase de grupos de Londres, pois Brasil e Espanha caíram no mesmo grupo do torneio.

 

Para alcançarem seu objetivo, as Tupis terão quase força máxima, com Luiza Campos, lesionada, sendo o principal desfalque. Apesar da ausência de Luiza, o time do técnico Chris Neill ganhou um reforço de peso: o retorno tão aguardado de Edninha, recuperada de lesão e em ritmo de voltar ao seu melhor rugby, já de olho nos Jogos Pan-Americanos, que acontecem em julho, no Canadá.

 

Já a seleção masculina busca fazer o que jamais fez: conquistar uma vitória na Série Mundial de Sevens. Os Tupis fizeram boas apresentações nos dois outros torneios da elite mundial para os quais foram convidados, Dubai e Las Vegas, apesar de terminarem ambos no último lugar. Em Hong Kong, na segunda divisão, o Brasil venceu o anfitrião Hong Kong, feito que prova o crescimento da equipe. Para a próxima temporada, os Tupis deverão jogar quase todas as etapas como convidados (não estando somente naquelas que a vaga de convidado precisar ser dada ao país-sede). O que significa que os comandados de Andrés Romagnoli já entrarão no ritmo que se tornará frequente a partir do próximo semestre. A equipe que vai à Inglaterra – e que jogará pela segunda vez na história da seleção no mítico Twickenham, desta vez prometendo um recorde de público para jogos do Brasil – é a força máxima da equipe, não contando ainda com o lesionado australiano David Harvey.

 

A última vez que o Brasil esteve em Twickenham foi no Middlesex Sevens de 2011, torneio do qual participaram clube, seleções e combinados. Naquela oportunidade, o Brasil alcançou o histórico terceiro lugar.

 

Prévia do torneio feminino

O torneio feminino conta com 3 grupos com 4 seleções cada, sendo que as 2 primeiras de cada grupo e as 2 melhores terceiras colocadas avançam às quartas de final. O Brasil caiu no Grupo A, junto da Nova Zelândia (equipe que o Brasil jamais derrotou), França e Espanha. As Black Ferns são as favoritas indiscutíveis da chave, ao passo que as Bleues buscam confirmar com folga a segunda vaga. Brasil e Espanha farão o confronto mais aguardado do grupo, com as Tupis tendo vencido as Leonas em Dubai, mas perdido para as mesmas no último confronto no Canadá, por 14 x 12. As duas seleções ainda terão a missão de reduzir as diferenças de suas prováveis derrotas para neozelandesas e francesas, a fim de garantirem uma das vagas entre as melhores terceiras colocadas.

 

O Grupo C é o grupo sobre o qual o Brasil estará de olho, pois Fiji e China duelarão provavelmente pelo terceiro lugar, enquanto Austrália e Estados Unidos são as favoritas para os dois primeiros postos. Wallaroos e Eagles se enfrentarem nos dois últimos torneios e em ambos a vitória foi das norte-americanas, o que levou à queda da Austrália para o terceiro lugar da temporada.

 

Por fim, no Grupo B, a briga entre Canadá, Inglaterra e Rússia promete, pois se tratam de batalhas diretas pelo Rio 2016. O favoritismo, no papel, é das canadenses, por serem as atuais vice-líderes. mas as inglesas jogam com o apoio da torcida e as russas têm como trunfo a grande campanha obtida em solo canadense, com o vice-campeonato da última etapa. A África do Sul completa a chave na condição de saco de pancadas.

 

Prévia do torneio masculino

O torneio masculino conta com 4 grupos com 4 seleções cada, sendo que as 2 primeiras de cada grupo avançam às quartas de final.  O Brasil caiu no Grupo C e terá pela frente Inglaterra, Escócia e Quênia. A sensação é de que o Brasil poderia ter pego um grupo até mais complicado, pois os Tupis enfrentaram o Quênia em Dubai (perdendo por 22 x 7) e a Escócia em Las Vegas (caindo por 38 x 14). Os adversários, ao menos, são conhecidos, e o Quênia em especial não faz uma grande temporada. O favoritismo da chave é inglesa, sobretudo após a boa arrancada nos últimos torneios, mas ninguém duvida da força da ascendente Escócia, sexta colocada em Glasgow.

 

Fiji, em busca do título, caiu no Grupo A, junto de Samoa, Argentina e Canadá. A chave não é nada complicada para os comandados de Ben Ryan, que vem mostrando sem dúvida o melhor rugby sevens do ano, com uma defesa de arrancar aplausos aliada à qualidade ofensiva de sempre, com um jogo vertical e eficaz. O time de Kolinisau, Kunatani & cia sabe da pressão, mas se apresenta muito mais forte mentalmente que em outros anos. Nenhum dos três oponentes vem se destacando no ano, mas os Pumas apresentaram alguns bons momentos em Glasgow e Samoa sempre tem a rivalidade contra Fiji para lhe dar um impulso extra.

 

A Nova Zelândia terá pela frente a Austrália como principal oponente no Grupo B e, quem acabar em segundo lugar, provavelmente enfrentará Fiji. Uma derrota prematura dos All Blacks poderá colocá-los em rota de colisão com Fiji logo nas quartas, em verdadeira final antecipada. Pelas circunstâncias, o embate até seria bem-vindo para o lado dos All Blacks, mas se impôr sobre os australianos é, evidentemente, a prioridade, porém os desfalques preocupam Gordon Tietjens, que perdeu Mikkelson, Curtis e Webber para o torneio (Lote Raikabula, por outro lado, é a adição animadora à equipe). Gales, insosso, e o desesperado Japão completam o grupo.

 

Por fim, a África do Sul caiu no Grupo D e tem um caminho mais livre que Fiji e Nova Zelândia rumo à final. Os Blitzboks terão nos Estados Unidos seu principal concorrente, já que as Águias vem demonstrando grande forma nesta temporada e lutam para terminarem com sua melhor campanha na história. A França, inconstante, não pode ser descartada, mas tem muito o que provar às vésperas dos Jogos Olímpicos, enquanto Portugal fecha o grupo pensando apenas em voltar a jogar de forma mais convincente e afastar o rebaixamento.

 

london sevens logo

London Sevens – 5ª etapa da Série Mundial de Sevens Feminina / 9ª etapa da Série Mundial de Sevens Masculina – em Londres, Inglaterra

Feminino

Grupo A: Nova Zelândia, França, Espanha e Brasil

Grupo B: Canadá, Inglaterra, Rússia e África do Sul

Grupo C: Austrália, Estados Unidos, Fiji e China

 

Masculino

Grupo A: Fiji, Canadá, Argentina e Samoa

Grupo B: Nova Zelândia, Austrália, Gales e Japão

Grupo C: Inglaterra, Escócia, Quênia e Brasil

Grupo D: Estados Unidos, África do Sul, França e Portugal

 

*Horários de Brasília

Feminino – estádio: Twickenham Stoop (capacidade: 14.500 lugares)

Masculino – estádio: Twickenham Stadium (capacidade: 82.000 lugares)

 

Sexta-feira, dia 15 de maio – das 08h00 às 15h15

Nova Zelândia x Brasil – 08h00

França x Espanha

Austrália x Fiji

Estados Unidos x China

Canadá x Rússia

Inglaterra x África do Sul

Nova Zelândia x Espanha

França x Brasil – 11h06

Austrália x China

Estados Unidos x Fiji

Canadá x África do Sul

Inglaterra x Rússia

Brasil x Espanha – 13h28

Nova Zelândia x França

Fiji x China

Austrália x Estados Unidos

Rússia x África do Sul

Inglaterra x Canadá

 

Sábado, dia 16 de maio – das 05h00 às 15h00

África do Sul x Portugal

Estados Unidos x França

Canadá x Samoa

Fiji x Argentina

Austrália x Japão

Nova Zelândia x Gales

Escócia x Brasil – 07h12

Inglaterra x Quênia

África do Sul x França

Estados Unidos x Portugal

Canadá x Argentina

Fiji x Samoa

Austrália x Gales

Nova Zelândia x Japão

Escócia x Quênia

Inglaterra x Brasil – 10h40

França x Portugal

Estados Unidos x África do Sul

Argentina x Samoa

Fiji x Canadá

Gales x Japão

Nova Zelândia x Austrália

Quênia x Brasil – 13h24

Inglaterra x Escócia

+ Finais Feminino

 

Domingo, dia 17 de maio – das 05h00 às 13h50

Finais Masculino

 

Seleção Brasileira Feminina:

Amanda Araújo (Niterói), Angélica Gevaerd “Binha” (SPAC), Beatriz Futuro “Baby” (Niterói), Edna Santini (São José), Isadora Cerullo (Niterói), Juliana Esteves “Juka” (Band Saracens), Julia Sardá (Desterro), Karina Godoi (São José), Mariana Ramalho (SPAC), Paula Ishibashi (SPAC), Raquel Kochhann (Charrua), Thais Cruz “Xuxu” (SPAC).

 

Seleção Brasileira Masculina:

André Luis Nascimento Silva “Boy” (SPAC), Fernando Henrique Jungers Portugal (São José), Gabriel Bolzan Motta (Charrua), Gustavo Barreiros de Albuquerque “Rambo” (Curitiba), Julino Fiori (Richmond, Inglaterra), Lucas Domingues “Sábados” (São José), Lucas Drudi Romeu (Jacareí), Lucas Muller (Desterro), Lucas Rodrigues Duque “Tanque” (São José), Mateus Estrela (Niterói), Matthew Gardner (Swinton Lions, Inglaterra – Rugby League), Moisés Rodrigues Duque (São José).

 

Classificação da Série Mundial de Sevens Feminina 2014-15

SeleçãoPontos
Nova Zelândia108
Canadá96
Austrália94
Inglaterra76
Estados Unidos76
França72
Rússia60
Fiji32
Espanha26
Brasil20
China13
África do Sul9
Holanda2

– Pontuação: 1º lugar, 20 pontos / 2º, 18 pts / 3º, 16 pts / 4º, 14 pts / 5º, 12 pts / 6º, 10 pts / 7º, 8 pts / 8º, 6 pts / 9º, 4 pts / 10º, 3 pts / 11º, 2 pts / 12º, 1 pt.

– 4 primeiros colocados garantem vaga nos Jogos Olímpicos de 2016

 

Classificação da Série Mundial de Sevens Masculina 2014-15

SeleçãoPontos
Fiji164
África do Sul154
Nova Zelândia152
Inglaterra132
Austrália120
Estados Unidos108
Escócia87
Argentina78
Canadá65
Samoa64
França61
Gales55
Quênia46
Portugal28
Japão21

– 4 primeiros colocados = classificação aos Jogos Olímpicos de 2016;
– 16º colocado = rebaixamento.

Pontuação:
1º – 22 pontos; 2º – 19 pts; 3º – 17 pts; 4º – 15 pts;
5º – 13 pts; 6º – 12 pts; 7º e 8º – 8 pts;
9º – 8 pts; 10º – 7 pts; 11º e 12º – 5 pts;
13º – 3 pts; 14º – 2 pts; 15º e 16º – 1 pt.

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