Wallabies ou All Blacks? Campeão do Rugby Championship será conhecido sábado

Sábado de quatro jogos internacionais envolvendo seleções que estarão na Copa do Mundo. Enquanto o Rugby Championship chega ao fim, com Austrália e Nova Zelândia abrindo o dia decidindo o título da competição e África do Sul e Argentina duelando contra a última posição, os amistosos internacionais de preparação para o Mundial têm início na Europa, com um jogo isolado entre Gales e Irlanda, preparando o Velho Continente para o que vem pela frente, com o sábado seguinte repleto de partida entre as principais seleções. Por fim, a Namíbia também vai a campo pela Copa da África, recebendo o Quênia, em jogo que vale a liderança da competição.

 

Torcida pediu, Cheika aprovou: Hooper e Pocock juntos!

Sydney irá parar nesse sábado para a decisão do Rugby Championship 2015. Sem vencer o título mais prestigiado do Hemisfério Sul desde 2011, a Austrália busca sua primeira conquista na nova era da competição, desde a entrada da Argentina, e vai com algumas alterações ao embate com os All Blacks. A principal delas a opção do técnico Michael Cheika por escalar juntos Michael Hooper e David Pocock, dois dos melhores terceiras linhas do mundo. Mas, Cheika não abriu mão de Scott Fardy, apostando, assim, em Pocock como oitavo. Além da terceira linha, os Wallabies também tiveram uma mudança na primeira linha, com a entrada de Scott Sio, ao passo que Dean Mumm entra na segunda linha. Já nos 3/4s o destaque fica pela volta de lesão de Matt Giteau, que ocupará a camisa 12 no lugar de Toomua, fazendo novamente dupla com o 13 Kuridrani. Porém, a 10 não será de Quade Cooper, e sim de Bernard Foley, assim como contra os Pumas, jogando ao lado de Nick Phipps. Isto é, teste interessante no sistema criativo. Por fim, Cheika ainda colocou o Drew Mitchell, finalmente, no XV titular, entrando com a camisa 11.

 

Os All Blacks, por sua vez, terão um debut muito aguardado: a entrada do ponta Milner-Skudder, que ganhou a camisa 14. O ponta terá a companhia no outro lado do campo de Julian Savea, que retorna ao time com a 11, enquanto Ben Smith passa a vestir a camisa 15, no lugar de Israel Dagg, fora de ação. As mudanças na linha de Steve Hansen não param e a dupla de centros será Sonny Bill Williams e Conrad Smith, sendo municiados por Dan Carter de abertura, jogando ao lado de Aaron Smith. Testes e mais testes em um elenco recheado de craques, em busca de uma combinação perfeita. No pack, Jerome Kaino volta com a 6, enquanto Luke Romano retoma a 5.

 

Apesar da Austrália não vencer a Nova Zelândia desde 2011, acumulando 8 derrotas e 2 empates nos últimos 10 jogos, é difícil desta vez falar em favoritismo neozelandês, pois, finalmente, e às vésperas do Mundial, a Austrália parece pronta para recuperar seu orgulho diante dos vizinhos poderosos. A vitória sobre a África do Sul teve um efeito moral muito positivo sobre os Wallabies e a troca de Genia e Cooper por Phipps e Foley, jogando ainda articulado com  mestre Giteau, é extremamente promissora, bem como o retorno de Drew Mitchell, que parecia estar sendo guardado e trabalhado para o desafio final. A terceira linha com Hooper e Pocock é ainda mais animadora, e se Pocock se adaptar, McCaw, Read e Kaino terão muito com o que se preocupar, pois a Austrália virará uma máquina de turnover e de indução de penais. O ponto frágil segue sendo a primeira e a segunda linhas, onde a Nova Zelândia também apresentou algumas falhas nos últimos jogos, mas sem dúvida é superior em ambos os setores. Os All Blacks, mesmo com tantas alterações, seguem muito fortes para serem descartados e Dan Carter e Sonny Bill Williams, que não fizeram boa temporada, serão pressionados a produzirem seu melhor para terem a titularidade no Mundial. O que não é pouca coisa. Depois de muito tempo, chances quase iguais, mas, claro, leve favoritismo para os Homens de Preto, pelo tabu.

 

De Villiers volta a capitanear os Boks

Os Pumas vão nesse sábado ao Tanque dos Tubarões em Durban, onde buscarão uma histórica primeira vitória sobre os Springboks. O time de Daniel Hourcade pouco mudou com relação à equipe derrotada pelos Wallabies, mas teve uma grande perda, que poderá ser muito sentida contra os Springboks: Ramiro Herrera, lesionado, que fará falta na primeira linha sul-americana e poderá fazer a balança pender a favor dos verdes no scrum. O histórico recente dos argentinos contra os sul-africanos é bom, com os Pumas tendo passado muito perto de vitórias sobre o oponente, incluindo na última partida na África do Sul, quando os Pumas por muito pouco não arrancaram uma histórica vitória. A força argentina está no pack, onde também a África do Sul é forte, mas para este ano a evolução sul-africana na linha poderá dificultar ainda mais a situação da Argentina, que ainda sofre com a falta de um camisa 9 confiável e não vem tendo sucesso quando a bola vai a seus homens de trás.

 

Para a partida, a África do Sul comemora o retorno de seu centro e capitão Jean De Villiers, que ganha a camisa 13 no lugar do lesionado JP Pietersen, cuja posição na ponta será ocupada por Jesse Kriel, que troca a 13 pela 14, O restante da linha será a mesma que perdeu para os All Blacks, com De Allende prometendo um trio sensacional com Kriel e De Villiers, ao passo que o pack contará com a volta de Marcell Coetzee no posto do lesionado François Louw na terceira linha, enquanto Victor Matfield segue de fora por lesão, com seu lugar ocupado por De Jager. Por fim, o departamento médico ainda privou os Boks de Jannie Du Plessis na primeira linha, sendo substituído por Vincent Koch.

 

O favoritismo é sul-africano e a necessidade do time de Heyneke Meyer vencer é óbvia, já que após duas derrotas no Championship o sinal de alerta para os Boks pensando no Mundial está aceso. Para a África do Sul, o teste físico que a Argentina imporá será importante para testar o físico contínuo dos sul-africanos, que declinaram contra Wallabies e All Blacks justamente na parte final de suas partidas.

 

Laboratório para Gales e Irlanda

Cardiff recebe nesse sábado o primeiro amistoso preparatório para o Mundial envolvendo equipes europeias. Gales recebe a Irlanda e o técnico Warren Gatland optou por usar a partida para fazer inúmeros testes, escolhendo um elenco jovem e inexperiente. Ganharam pela primeira vez uma chance no XV titular o terceira linha Ross Moriarty (que defendeu a Inglaterra no M20, mas optou por Gales no adulto), o ponta Eli Walker, o centro Tyler Morgan e o segunda linha Dominic Day. Já James Hook e Mike Phillips voltarão a ter uma chance de impressionar Gatland fazendo a dupla de abertura e scrum-half da equipe galesa.

 

A Irlanda, por sua vez, será liderada por Jamie Heaslip, que estará a frente de uma equipe mesclando atletas experientes e nomes sendo testados. Destaques para os retornos de Mike Ross, Keith Earls e Donnacha Ryan, e para a dupla de 9 e 10 escolhida e experimentada no jogo, Eoin Reddan e Paddy Jackson.

 

Sábado, dia 08 de agosto

*Horários de Brasília

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07h00 – Austrália x Nova Zelândia, em Sydney – Bledisloe Cup e The Rugby Championship – ESPN AO VIVO

Árbitro: Wayne Barnes (Inglaterra)

 

Austrália: 15 Israel Folau, 14 Adam Ashley-Cooper, 13 Tevita Kuridrani, 12 Matt Giteau, 11 Drew Mitchell, 10 Bernard Foley, 9 Nick Phipps, 8 David Pocock, 7 Michael Hooper, 6 Scott Fardy, 5 James Horwill, 4 Dean Mumm, 3 Sekope Kepu, 2 Stephen Moore (c) 1 Scott Sio.

Suplentes: 16 Tatafu Polota-Nau, 17 James Slipper, 18 Greg Holmes, 19 Will Skelton, 20 Ben McCalman, 21 Nic White, 22 Matt Toomua, 23 Kurtley Beale.

 

Nova Zelândia: 15 Ben Smith, 14 Nehe Milner-Skudder, 13 Conrad Smith, 12 Sonny Bill Williams, 11 Julian Savea, 10 Daniel Carter, 9 Aaron Smith, 8 Kieran Read, 7 Richie McCaw (c), 6 Jerome Kaino, 5 Luke Romano, 4 Brodie Retallick, 3 Owen Franks, 2 Dane Coles, 1 Tony Woodcock.

Suplentes: 16 Codie Taylor, 17 Ben Franks, 18 Nepo Laulala, 19 Samuel Whitelock, 20 Sam Cane, 21 TJ Perenara, 22 Beauden Barrett, 23 Malakai Fekitoa.

 

Histórico: 152 jogos, 104 vitórias da Nova Zelândia, 7 empates e 41 vitórias da Austrália. Último jogo: Austrália 28 x 29 Nova Zelândia, 2014 (Bledisloe Cup)

 

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10h30 – Gales x Irlanda, em Cardiff – Amistoso

Árbitro: Glen Jackson (Nova Zelândia)

 

Gales: 15 Hallam Amos, 14 Alex Cuthbert, 13 Tyler Morgan, 12 Scott Williams (c), 11 Eli Walker, 10 James Hook, 9 Mike Phillips, 8 Dan Baker, 7 Justin Tipuric, 6 Ross Moriarty, 5 Dominic Day, 4 Jake Ball, 3 Aaron Jarvis, 2 Richard Hibbard, 1 Nicky Smith.

Suplentes: 16 Rob Evans, 17 Kristian Dacey, 18 Scott Andrews, 19 James King, 20 Taulupe Faletau, 21 Lloyd Williams, 22 Gareth Anscombe, 23 Matthew Morgan.

 

Irlanda: 15 Felix Jones, 14 Andrew Trimble, 13 Keith Earls, 12 Darren Cave, 11 Fergus McFadden, 10 Paddy Jackson, 9 Eoin Reddan, 8 Jamie Heaslip (c), 7 Tommy O’Donnell, 6 Jordi Murphy, 5 Donnacha Ryan, 4 Iain Henderson, 3 Mike Ross, 2 Richardt Strauss, 1 Jack McGrath.

Suplentes: 16 Rory Best, 17 Dave Kilcoyne, 18 Michael Bent, 19 Dan Tuohy, 20 Chris Henry, 21 Kieran Marmion, 22 Ian Madigan, 23 Simon Zebo

 

Histórico: 121 jogos, 66 vitórias de Gales, 6 empates e 49 vitórias da Irlanda. Último jogo: Gales 23 x 16 Irlanda, em 2015 (Six Nations)

 

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11h00 – Namíbia x Quênia, em Windhowk – Copa da África

 

Namíbia: 1. Jaco Engels, 2. Torsten van Jaarsveld, 3. AJ de Klerk, 4. Tjiuee Uanivi, 5. Janco Venter, 6. Jacques Burger (c), 7. Wian Conradie, 8. Leneve Damens, 9. Damien Stevens , 10. Theuns Kotzè, 11. Conrad Marais, 12. Darryl de la Harpe, 13. Heinrich Smit, 14. David Philander, 15. Chrysander Botha.

Suplentes: 16. DG. Wiese, 17. Johannes Coetzee, 18. Johnnie Redelinghuys, 19. Renaldo Bothma, 20. PJ van Lill, 21. Eugene Jantjies, 22. Johan Tromp.

 

Quênia: 1. Moses Amusala, 2. Samuel Warui, 3. Isaiah Nyariki, 4. Curtis Lilako, 5. Peter Karia, 6. Ronnie Mwenesi, 7. Oliver Mang’eni, 8. Wilson Kopondo, 9. Michael Okombe, 10. Brian Nyikuli (c), 11. Joshua Chisanga, 12. Lawrence Buyachi, 13. Edwin Achayo, 14. Robert Aringo, 15. Samuel Oliech

Suplentes: 16. Isaac Adimo, 17. Kelvin Omiyo, 18. Nicodemus Barasa, 19. Darwin Mukidza, 20. Jacob Ojee, 21. Vincent Mose, 22. Dennis Muhanji

 

Histórico: 7 jogos, 5 vitórias da Namíbia e 2 vitórias do Quênia. Último jogo: Quênia 29 x 22 Namíbia, em 2014 (Copa da África)

 

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12h00 – África do Sul x Argentina, em Durban – The Rugby Championship – ESPN AO VIVO

Árbitro: Romain Poïte (França)

 

África do Sul: 15 Willie le Roux, 14 Jesse Kriel, 13 Jean de Villiers (c), 12 Damian de Allende, 11 Bryan Habana, 10 Handré Pollard, 9 Ruan Pienaar, 8 Schalk Burger, 7 Marcell Coetzee, 6 Heinrich Brüssow, 5 Lood de Jager, 4 Eben Etzebeth, 3 VIncent Koch, 2 Bismarck du Plessis, 1 Tendai Mtawarira.

Suplentes: 16 Adriaan Strauss, 17 Trevor Nyakane, 18 Marcel van der Merwe, 19 Pieter-Steph du Toit, 20 Siya Kolisi, 21 Cobus Reinach, 22 Pat Lambie, 23 Lwazi Mvovo.

 

Argentina: 15 Joaquin Tuculet, 14 Horacio Agulla, 13 Marcelo Bosch, 12 Jeronimo de la Fuente, 11 Juan Imhoff, 10 Juan Martin Hernandez, 9 Tomas Cubelli, 8 Leonardo Senatore, 7 Juan Manuel Leguizamon, 6 Pablo Matera, 5 Tomas Lavanini, 4 Guido Petti, 3 Nahuel Tetaz Chaparro, 2 Agustin Creevy (c), 1 Marcos Ayerza.

Suplentes: 16 Julian Montoya, 17 Lucas Noguera, 18 Matias Diaz, 19 Matias Alemanno, 20 Tomas Lezana, 21 Martin Landajo, 22 Santiago Gonzalez Iglesias, 23 Lucas Amorosino.

 

Histórico: 19 jogos, 18 vitórias da África do Sul e 1 empate. Último jogo: Argentina 31 x 33 África do Sul, em 2014 (The Rugby Championship)

 

PaísApelidoJogosPontos
AustráliaWallabies313
Nova ZelândiaAll Blacks39
ArgentinaPumas35
África do SulSpringboks32

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