Está fechada a fase de grupos da Copa do Mundo. A Argentina disse “adeus” ao Mundial, a Nova Zelândia e Inglaterra descansaram as “pernas” e as Fiji encantaram, mas faltou algo mais para chegar a outro patamar. Mas quem é que foram os 23 melhores jogadores das pool stages do Mundial de Rugby 2019? As escolhas do Portal do Rugby e do Fair Play são estas e explicamos particularmente quatro!

Concordas com as nossas opções?

Jake Polledri (7) – o tanque italiano tratou de dar expressão à 3ª linha da Itália, movendo-se com facilidade mesmo com um ou dois placadores encima. Detentor de uma agressividade física de extraordinária qualidade, a forma como abriu caminho para vários ensaios dos transalpinos foi uma das principais notas, para além dos 161 metros conquistados, 27 defesas batidos e 5 quebras-de-linha. Era Polledri ou Michael Hooper… e no final o que restou foi um italiano intratável no ataque e eficaz na defesa;

Shota Horie (2) – Algumas pessoas estranhavam quando apontávamos Shota Horie como um dos principais talonadores deste Campenato do Mundo, mas depois de 5 jogos e de um primeiro lugar inédito do Japão, é impossível fugir à importância do nº2 na estratégia dos Brave Blossoms. Móvel, dotado com a bola em seu poder e uma unidade de excelência nas fases-estáticas, Shota Horie foi um dos principais nomes deste Japão de Jamie Joseph;

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Garry Ringrose (13) – A Irlanda não esteve bem durante a maior parte do Mundial, muito à conta da ausência de Jonathan Sexton e Peter O’Mahony, da má forma de Conor Murray ou Jacob Stockdale, mas ainda assim tem tido alguns heróis como o detentor da camisola 13… Garry Ringrose. O centro conquistou 140 metros em apenas 20 arranques com a oval em seu poder, conferindo uma média de 8 metros. O irlandês de 24 anos foi autor de 2 ensaios, 2 assistências e mais uma série de pormenores na estreia em mundiais;

Beauden Barrett (15) – mudou de camisola dois meses antes do Campeonato do Mundo e manteve exactamente a mesma qualidade, surgindo bem quer a arrancar no espaço ou a comandar a equipa, trocando de posições com Richie Mo’unga de forma constante. Em apenas 2 jogos conquistou 200 metros, foi autor de 4 quebras-de-linha e 14 defesas batidos, para além de 1 ensaio e 2 assistências. Genial a nível táctico, mestre na técnica e uma classe pura no que toca ao físico.

 

Seleção

15 Beauden Barrett (Nova Zelândia), 14 Kotaro Matsushima (Japão), 13 Garry Ringrose (Irlanda), 12 Samu Kerevi (Austrália), 11 Semi Radradra (Fiji), 10 George Ford (Inglaterra), 9 Gareth Davies (Gales), 8 Kazuki Himeno (Japão), 7 Jake Polledri (Itália), 5 Ardie Savea (Nova Zelândia), 5 Guido Petti (Austrália), 4 Alun Wyn Jones (Gales), 3 Tadhg Furlong (Irlanda), 2 Shota Horie (Japão), 1 Keita Inagaki (Japão);

16 Tolu Latu (Austrália), 17 Joe Marler (Inglaterra), 18 Jiwon Koo (Japão), 19 James Ryan (Irlanda), 20 Beka Gorgadze (Geórgia), 21 Romain Ntamack (França), 22 Manu Tuilagi (Inglaterra), 23 Cheslin Kolbe (África do Sul) / Treinador: Jamie Joseph (Japão);

 

Escrito por: Francisco Isaac

Seleção dos 23 atletas por Francisco Isaac e Victor Ramalho