O vice presidente da World Rugby, o argentino Agustín Pichot, ex capitão dos Pumas, deu uma preocupante entrevista ao site de notícias britânico The Guardian.

O dirigente afirmou que o rugby mundial vive um momento delicado do ponto de vista comercial e que é preciso clubes e federações sentarem juntos para terem um projeto para os próximos 10 anos. E logo, antes da Copa do Mundo de 2019. Pichot está preocupado com a situação financeira da modalidade, em especial no Hemisfério Sul, mas também na Europa, como sugere o caso da Premiership inglesa, onde a maioria dos clubes fechou o ano passado no vermelho.

Entre as maiores preocupações de Pichot está a pressão sobre os atletas, sujeitos a uma quantidade pesada de partidas por ano. Como ex-jogador, o argentino deixou claro que 30 jogos por ano, que é algo frequente no mundo profissional do rugby, é muita coisa para os atletas e que o acordo para um novo calendário mundial deveria garantir maior descanso para os jogadores, o que pode não ocorrer.

Com isso, Pichot revelou que haverá novas reuniões em breve para se chegar a uma maior harmonia no calendário entre seleções e clubes, para aliviar a pressão sobre os atletas, bem como modelos comerciais melhores para o rugby de seleções.

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Além disso, o argentino deixou claro que o rugby precisa se abrir a novas nações e dar mais oportunidades.

Isso tudo significa que teremos muitas notícias em breve sobre transformações na ovalada internacional.