Foto: Jaguares

Sexta e sábado, dias 28 e 29, serão de muita emoção no Super Rugby, com as semifinais da competição rolando. Na noite de sexta, os Jaguares argentinos receberão os Brumbies australianos, com Buenos Aires sediando pela primeira vez uma semifinal da grande liga do Hemisfério Sul. Já no comecinho de sábado os olhares estarão sobre a Nova Zelândia, que terá um grande clássico nacional entre Crusaders e Hurricanes, em Christchurch.

Os dois jogos serão exibidos pelo Watch ESPN ao vivo.

Em caso de vitória de Jaguares e Hurricanes, a final será na Argentina. Mas se os Crusaders avançarem a final será necessariamente na Nova Zelândia.

 

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Buenos Aires vai ferver com Jaguares e Brumbies

Os Jaguares prometem abarrotar o Estadio José Amalfitani para a histórica semifinal contra os Brumbies. E o time argentino, base da seleção do país, tem o favoritismo para alcançar a inédita final. Isso porque os Jaguares tiveram campanha levemente superior a dos Brumbies até aqui, com 11 vitórias, contra 10 dos australianos, e triunfo no confronto entre os dois times na temporada regular: 20 x 15, também em Buenos Aires, em abril. O mando de jogo é o grande trunfo dos Jaguares, mas claramente a diferença entre os dois times é bem pequena.

No comparativo ainda, os Brumbies tiveram um ataque superior (o time australiano tem o segundo melhor ataque de todo o certame, contra o quinto ataque dos Jaguares) e uma defesa levemente inferior (tendo sofrido apenas 2 pontos a mais que os argentinos). Apesar do ataque positivo, o time de Canberra (capital da Austrália) foi o segundo pior em linhas quebradas e o time que menos metros ganhou em corridas com a bola, além de ser o que menos offloads fez em todo o Super Rugby – seu ataque se valeu enormemente de uma impressionante efetividades nos mauls, que fizeram seu hooker Folau Fainga’a o inesperado maior artilheiro de tries de toda a liga, com 11. Porém, tanto Tevita Kuridrani como Marty Banks, destaques da linha de Canberra, figuram entre os atletas com mais linhas corridas e metros ganhos da competição. O perigo existe vindo de trás.

Já nas formações, enquanto os dois times têm desempenhos parelho no lateral, o scrum australiano é superior, com os Jaguares figurando na última colocação da liga em scrums ganhos – algo atípico para a Argentina. O scrum dos Brumbies, por outro lado, aparece como o segundo mais efetivo do Super Rugby. Mesmo no lateral, a forma do segunda linha Rory Arnold é impressionante do lado dos Brumbies, com o atleta liderando em laterais ganhos. Outro bem colocado nas estatísticas é Sam Carter, segundo maior tacleador da liga.

Ainda que sem atletas no topo das estatísticas, o conjunto dos Jaguares impressiona sob o comando do técnico Gonzalo Quesada e a última vitória de 21 x 16 contra os Chiefs garante a moral elevada para o time laranja. Entre os avançados, a única troca foi a saída de Kremmer para a entrada de Lezana na terceira linha, ao passo que de 9 a 15 o time está inalterado, com o camisa 12 Jerónimo de la Fuente como capitão. Boffelli, Cancelliere, Orlando e Moroni formam hoje um dos fundos de campo mais temíveis do Super Rugby. O único porém da equipe é ainda a dificuldade de afirmação do abertura Bonilla, que fará um duelo interessante com o camisa 10 australiano Christian Lealiifano, de boa temporada. Os argentinos não têm espaço para um jogo que não seja inspirado na linha, uma vez que o embate no contato físico e nas formações será particularmente duro pelo momento vivido pelos Brumbies.


Os Brumbies, por sua vez, perderam o oitavo Pete Samu, que vinha sendo homem crucial para o time no contato. Mas o técnico Dan McKellar ainda terá a base do time que voou baixo vencendo em Canberra os Sharks por 38 x 13.


Titãs em colisão: Crusaders e Hurricanes na terra dos All Blacks

Já na Nova Zelândia não se fala de outra coisa. Crusaders e Hurricanes farão uma aguardadíssima semifinal nas Ilha do Sul, com os dois times sendo os donos das duas melhores campanhas até o momento do Super Rugby. No entanto, o favoritismo dos atuais campeões Crusaders é indiscutível, não só pela campanha superior – de 58 pontos contra 53 – mas por conta dos Crusaders terem derrotado os Hurricanes nos últimos 4 confrontos de Super Rugby, incluindo sonoros 32 x 08 na casa dos Hurricanes em março e 38 x 22 em Christchurch em fevereiro. A última vitória no duelo para o time de Wellington foi em março de 2018, 29 x 19, mas em casa. O último triunfo em Christchurch para os ‘Canes se deu em 2016, 35 x 10


No entanto, apesar da melhor campanha, os Crusaders venceram menos partidas que os Hurricanes: foram 12 triunfos dos ‘Saders e 13 dos ‘Canes em 17 jogos até aqui. O ataque dos ‘Saders é superior, com 78 tries, contra 64 dos ‘Canes, assim como a defesa rubronegra também tem números melhores. Com a bola em mãos, os Crusaders são verdadeira máquina, liderando estatísticas de corridas e metros ganhos, mas sempre com os Hurricanes na cola. Para completar, enquanto os Crusaders venceram bem nas quartas de final (38 x 14 sobre o arquirrival Highlanders), os Hurricanes suaram para despacharem os Bulls (35 x 28).

Mas ninguém dúvida que o que capturará as atenções serão os duelos diretos entre grandes nomes dos All Blacks. A batalha de aberturas promete ser épica, com Beauden Barrett do lado aurinegro e Richie Mo’unga do lado rubronegro. Mo’unga vem sendo uma sombra a Barrett e nesta temporada tem até números superiores, mas ninguém dúvida que em seu melhor Beauden segue dominante.

Na batalha de scrum-halves, TJ Perenara voa baixa pelos Hurricanes e leva vantagem sobre Bryn Hall no comparativo. No fundo, Jordie Barrett e David Havili farão um belo duelo de camisas 15 de características bem distintas, mas com Havili em momento precioso, ao passo que nas pontas os ágeis George Bridge e Sevu Reece (artilheiro em tries da temporada) vão jogar contra Ben Lam (sempre atropelador) e Wes Goosen e a vantagem parece estar levemente do lado da casa. Onde os ‘Saders levarão real vantagem é com sua dupla de centros Jack Goodhue e Ryan Crotty, que criam sinfonicamente. Ainda assim, O trator aurinegro Ngani Laumape levará problemas aos ‘Saders.

No pack, a vantagem é também dos ‘Saders. A terceira linha colocará o desafio a Ardie Savea na batalha contra Matt Todd e Kieran Read, mas certamente a balança está a favor dos donos da casa, assim como na segunda linha, com Sam Whitelock e Scott Barrett (que jogará contra seus irmãos). Na primeira linha, Dane Coles é estrela do lado dos ‘Canes, mas a superioridade de um trio de Joe Moody, Codie Taylor e Owen Franks do lado anfitrião é inegável.

 

Super Rugby 2019

Semifinais

*Horários de Brasília

Sexta-feira, dia 28 de junho

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20h00 – Jaguares (Argentina) x Brumbies (Austrália), Buenos Aires – Watch ESPN AO VIVO

Árbitro: Mike Fraser (Nova Zelândia)

Jaguares: 15 Emiliano Boffelli, 14 Sebastian Cancelliere, 13 Matias Orlando, 12 Jeronimo de la Fuente (c), 11 Matias Moroni, 10 Joaquin Diaz Bonilla, 9 Tomas Cubelli, 8 Javier Ortega Desio, 7 Tomas Lezana, 6 Pablo Matera, 5 Tomas Lavanini, 4 Guido Petti, 3 Santiago Medrano, 2 Agustin Creevy, 1 Mayco Vivas;

Suplentes: 16 Julian Montoya, 17 Nahuel Tetaz Chaparro, 18 Enrique Pieretto, 19 Marcos Kremer, 20 Francisco Gorrissen, 21 Feliipe Ezcurra, 22 Domingo Miotti, 23 Ramiro Moyano;

Brumbies: 15 Tom Banks, 14 Henry Speight, 13 Tevita Kuridrani, 12 Irae Simone, 11 Toni Pulu, 10 Christian Lealiifano (c), 9 Joe Powell, 8 Lachlan McCaffrey, 7 Tom Cusack, 6 Rob Valetini, 5 Sam Carter, 4 Rory Arnold, 3 Allan Alaalatoa, 2 Folau Fainga’a, 1 Scott Sio;

Suplentes: 16 Connal Mcinerney, 17 James Slipper, 18 Leslie Leuluaialii-Makin, 19 Darcy Swain, 20 Murray Douglas, 21 Jahrome Brown, 22 Matt Lucas, 23 Tom Wright;

 

Sábado, dia 29 de junho

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04h35 – Crusaders (Nova Zelândia) x Hurricanes (Nova Zelândia), em Christchurch – Watch ESPN AO VIVO

Árbitro: Nic Berry (Austrália)

Crusaders: 15 David Havili, 14 Sevu Reece, 13 Jack Goodhue, 12 Ryan Crotty, 11 George Bridge, 10 Richie Mo’unga, 9 Bryn Hall, 8 Kieran Read, 7 Matt Todd, 6 Whetu Douglas, 5 Samuel Whitelock (c), 4 Scott Barrett, 3 Owen Franks, 2 Codie Taylor, 1 Joe Moody;

Suplentes: 16 Andrew Makalio, 17 George Bower, 18 Michael Alaalatoa, 19 Luke Romano, 20 Jordan Taufua, 21 Mitchell Drummond, 22 Mitchell Hunt, 23 Braydon Ennor;

Hurricanes: 15 Jordie Barrett, 14 Salesi Rayasi, 13 Peter Umaga-Jensen, 12 Ngani Laumape, 11 Ben Lam, 10 Beauden Barrett, 9 TJ Perenara, 8 Gareth Evans, 7 Ardie Savea, 6 Reed Prinsep, 5 Isaia Walker-Leawere, 4 James Blackwell, 3 Jeff To’omaga-Allen, 2 Dane Coles (c), 1 Toby Smith;

Suplentes: 16 Asafo Aumua, 17 Xavier Numia, 18 Ben May, 19 Kane Le’aupepe, 20 Vaea Fifita, 21 Richard Judd, 22 James Marshall, 23 Jonah Lowe;