Foto: NRL

ARTIGO COM VÍDEO – Hoje a Austrália viveu seu grande evento de Rugby League – o rugby de 13 jogadores. Foi a primeira partida (da série de 3 jogos) do State of Origin, o confronto entre as seleções estaduais mais poderosas do país, Queensland (Maroons) e Nova Gales do Sul (Blues).

O primeiro jogo da série foi em Brisbane, capital de Queensland, e os Maroons falaram mais alto, largando na frente com 18 x 14 no marcador. O jogo foi de tirar o fôlego, como sempre, com os Blues (campeões do State of Origin 2018) abrindo frente e levando a virada.

Nathan Cleary marcou os primeiros pontos com penal para os Blues e a resposta dos Maroons não saiu como o esperado, com try de Oates sendo anulado. O veterano Josh Morris respondeu e cravou o primeiro try do jogo para os visitantes, abrindo 8 x 0.

Foi somente no segundo tempo que Queensland reagiu – e com dominação. Corey Oates marcou o try dos anfitriões aos 52′ e, aos 57′, os Blues foram reduzidos a 12 homens por amarelo a Latrell Mitchell. Kalyn Ponga chutou penal para os Maroons, empatando a batalha. E, em momento crucial logo na sequência, Dane Gagai explodiu em contra ataque e marcou o try da virada dos Maroons. Nocaute. Gagai ainda correu mais uma vez na ponta e fez o try decisivo aos 70′. Trbojevic ainda marcou um último try para os Blues, mas o jogo já estava perdido.

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Os dois times voltarão a campo no dia 23 de junho em Perth, campo neutro, com Nova Gales do Sul com a obrigação de vencer para decidir o título em casa, em Sydney, no dia 10 de julho.

 

Queensland Maroons 18 x 14 NSW Blues, em Brisbane

Queensland Maroons

Tries: Gagai (2) e Oates

Conversões: Ponga (2)

Penais: Ponga (1)

1 Kalyn Ponga (Newcastle Knights), 2 Corey Oates (Brisbane Broncos), 3 Michael Morgan (North Queensland Cowboys), 4 Will Chambers (Melbourne Storm), 5 Dane Gagai (South Sydney Rabbitohs), 6 Cameron Munster (Melbourne Storm), 7 Daly Cherry-Evans (c) (Manly Sea Eagles), 8 Jai Arrow (Gold Coast Titans), 9 Ben Hunt (St. George Illawarra Dragons), 10 Josh Papalii (Canberra Raiders), 11 Felise Kaufusi (Melbourne Storm), 12 Matt Gillett (Brisbane Broncos), 13 Josh McGuire (North Queensland Cowboys);

Interchange: 14 Moses Mbye (Wests Tigers), 15 Joe Ofahengaue (Brisbane Broncos), 16 Dylan Napa (Canterbury Bulldogs), 17 David Fifita (Brisbane Broncos);

NSW Blues

Tries: Morris e Trbojevic

Conversões: Cleary (2)

Penais: Cleary (1)

1 James Tedesco (Sydney Roosters), 2 Nick Cotric (Canberra Raiders), 3 Latrell Mitchell (Sydney Roosters), 4 Josh Morris (Cronulla Sharks), 5 Josh Addo-Carr (Melbourne Storm), 6 Cody Walker (South Sydney Rabbitohs), 7 Nathan Cleary (Penrith Panthers), 8 David Klemmer (Newcastle Knights), 9 Damien Cook (South Sydney Rabbitohs), 10 Paul Vaughan (St. George Illawarra Dragons), 11 Boyd Cordner (c) (Sydney Roosters), 12 Tyson Frizell (St. George Illawarra Dragons), 13 Jake Trbojevic (Manly Sea Eagles);

Interchange: 14 Jack Wighton (Canberra Raiders), 15 Payne Haas (Brisbane Broncos), 16 Cameron Murray (South Sydney Rabbitohs), 17 Angus Crichton (Sydney Roosters);

 

O que é o Rugby League?

O Rugby League é uma modalidade do rugby que nasceu em 1895 no Norte da Inglaterra. Na época, o rugby (o Rugby Union) proibia o profissionalismo no mundo todo, mas um grupo de clubes ingleses se opôs à proibição de pagamentos a jogadores e romperam com a federação inglesa, formando uma liga independente. A fim de mudar a dinâmica do jogo e torná-lo mais aberto, a liga passou a promover mudanças nas suas regras, criando uma modalidade distinta, jogada com regras diferentes e organizada por entidades distintas do Union. O League, no entanto, se difundiu fortemente apenas no Norte da Inglaterra e na Austrália, onde é mais popular que o Union. O esporte ganhou popularidade ainda na Papua Nova Guiné (país da Oceania onde é o League e não o Union que reina) e, em menor dimensão, na Nova Zelândia e em algumas partes da França, onde segue bem abaixo do Union.

Quais as principais diferenças do League para o Union?

  • O League é jogado por 2 times de 13 jogadores cada, com 4 reservas, sendo que um atleta que foi substituído poderá retornar a campo. A modalidade reduzida principal é o Nines, de 9 jogadores de cada lado;
  • No League, o try vale 4 pontos, a conversão 2, o penal 2 e o drop goal (chamado também de field goal) 1 ponto;
  • Não existem rucks. Quando um atleta sofre o tackle, é seguro e vai ao chão o jogo é parado. O atleta com a bola é liberado, rola a bola com os pés para trás e o jogo é reiniciado. É o chamado “play the ball”;
  • Cada equipe tem direito a realizar 5 vezes o play the ball e, na sexta vez que um atleta é derrubado, a posse da bola troca de equipe. É a chamada “Regra dos 6 tackles”. Com isso, é comum após o 5º tackle a equipe com a posse da bola chutá-la;
  • Se a equipe defensora tocar na bola entre um play the ball e outro a contagem de tackles é zerada. Quando uma equipe com a posse de bola comete um erro de manuseio e a bola troca de posse o primeiro tackle é considerado “tackle zero” e a contagem se inicia apenas após ele;
  • Não há lineouts. A reposição da bola que saiu pela lateral é feita a partir de um scrum. Penais chutados para a lateral são cobrados com free kick;
  • Na prática, os scrums não possuem disputas, pois a equipe que introduz a bola na formação pode introduzi-la diretamente no pé de sua segunda linha. Porém, a equipe sem a bola pode tentar empurrar a formação para roubar a bola (o que é raro de acontecer);
  • Não existe o mark. Com isso, chutes no campo ofensivo são frequentes;
  • Um chute dado atrás da linha de 40 metros do campo de defesa que saia pela lateral após a linha de 20 metros do campo ofensivo é chamado de “40/20” e premia a equipe chutadora com a manutenção da posse da bola e com a contagem de tackles zerada;
  • A numeração dos atletas no League muda. Os números mais altos são para os forwards e os números menos são para a linha. O fullback é o camisa 1 e o pilar o 13, por exemplo;