Domingo terá início a Repescagem Mundial para a Copa do Mundo de 2019. Quatro nações lutarão pela última vaga em disputa no Mundial, com o vencedor carimbando passaporte para o Grupo B da competição, onde encarará Nova Zelândia, África do Sul, Itália e Namíbia.

A Repescagem será realizada na cidade francesa de Marselha, campo neutro, no pequeno mas aconchegante Stade Delort (com 5 mil lugares) e os jogos terão transmissão ao vivo do World Rugby.

Colidirão no sistema de todos contra todos Canadá (que tem em seu currículo participação em todos os Mundiais até hoje, tendo alcançado as quartas de final em 1991), Quênia, Alemanha e Hong Kong (que jamais alcançaram a Copa do Mundo). Portanto, favoritismo amplo dos canadenses, mas chances reais de haver um debutante no próximo Mundial.

 

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O que esperar?

  • O Canadá levou à França o que tem de melhor, com o técnico galês Kingsley Jones contando com 4 atletas que atuam em grandes ligas mundiais: Tyler Ardron (Chiefs, do Super Rugby), Taylor Paris (Castres, do Top 14 francês), Matt Tierney (Pau, do Top 14) e DTH van der Merwe (Glasgow Warriors, do PRO14), além de Conor Trainor (Never, da Pro D2 francesa), Josh Larsen (do Otago, da Mitre10 Cup neozelandesa), Evan Olmstead (Auckland, também Mitre10 Cup), Ciaran Hearn (London Irish, do Championship, a 2ª divisão inglesa), Brett Beukeboom (Cornish Pirates, do Championship), Matt Evans (Cornish Pirates) e Shane O’Leary (Nottingham, do Championship também). O maior desfalque é Jeff Hassler, ponta que jogou pelo Ospreys, do PRO14, mas
  • Outros 4 atletas canadenses disputaram em 2018 a Major League Rugby dos EUA: Ray Barkwill e Phil Mack (ambos do Seattle Seawolves), Hubert Buydens e Eric Howard (ambos do New Orleans Gold). O restante dos atletas atuam no rugby amador canadense, sendo que Kingsley Jones optou por deixar de fora atletas do sevens, alegando falta de rodagem no XV;
  • Os Canucks canadenses jamais enfrentaram Alemanha ou Quênia, mas têm 6 vitórias em 6 jogos na história contra Hong Kong;
  • Ironicamente, o Canadá (23º do mundo no Ranking) não é o melhor ranqueado entre os participantes. O melhor ranqueado é talvez o time menos badalado: Hong Kong (21º);
  • Os Dragões de Hong Kong são quase inteiramente formados por atletas que atuam no próprio país, recebendo salários profissionais da federação do país. Apenas um atleta atua na 3ª divisão inglesa (o hooker Alexander Post, do Esher);
  • O técnico galês Leigh Jones conta com um elenco vem jogando junto e se firmou como a segunda força da Ásia, mas que ainda peca na falta de jogos fora da Ásia. Entretanto, recentemente Hong Kong viajou ao Quênia e venceu o time da casa;
  • O Quênia vai à França reforçado por atletas importantes de seu aclamado sevens, entre eles o maior craque da história do país, Collins Injera, e o também laureado Willy Ambaka;
  • O maior problema dos Simbas quenianos é o foco excessivo do rugby do país no sevens, com a formação no XV sendo deixada de lado. Isso se revela na prevalente fragilidade do time nas formações fixas e nas deficiência defensivas. Com a bola em mãos, o Quênia é letal. Sem ela, ainda não é time de Copa do Mundo. Além disso, nenhum atleta do país atua no exterior, o que não ajuda o trabalho do técnico neozelandês Ian Snook;
  • Já a Alemanha viveu o inferno recentemente com o racha entre a federação local e o principal patrocinador, que privou os alemães dos atletas profissionais de seu melhor clube, o Heidelberg RK e levou a resultados desastrosos. A Alemanha só está na Repescagem porque Romênia, Espanha e Bélgica foram punidas por uso de atletas irregulares na zona que se instaurou no Rugby Europe Championship deste ano. Caso contrário, a Alemanha poderia estar até mesmo rebaixada;
  • A Federação Alemã se rearrumou, adotou finalmente um apelido para sua seleção (Schwarze Adler, ou Águias Negras) e conseguiu formar seu time ideal;
  • O técnico inglês Mike Ford chamou Eric Marks (2ª linha que atua no La Rochelle, do Top 14 francês) e Ayron Schramm (3ª linha do Houston SaberCats, da Major League Rugby), além de todos os jogadores que queria do Heidelberg RK. A grande novidade é Kurt Haupt, hooker nascido na África do Sul, com passagem pelos Bulls no Super Rugby e que jogou até o meio de 2018 no Worcester Warriors, da Premiership inglesa. Já o desfalque principal é Maxime Oltmann (do Carcassonne, da França). Ao contrário das especulações, Toby Flood não foi chamado;

E então, em quem você aposta para ir ao Mundial 2019?

Domingo, dia 11 de novembro

*Horários de Brasília

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10h00 – Canadá x Quênia, em Marselha (França) – World Rugby TV AO VIVO

Árbitro: Wayne Barnes (Inglaterra)

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13h00 – Hong Kong x Alemanha, em Marselha (França) – World Rugby TV AO VIVO

Árbitro: Pascal Gaüzère (França)

 

Sábado, dia 17 de novembro

Hong Kong x Quênia

Canadá x Alemanha

 

Sexta-feira, dia 23 de novembro

Quênia x Alemanha

Canadá x Hong Kong