Wallabies venceram os All Blacks no primeiro duelo da Bledisloe Cup. Foto; Rugby Australia

Sábado de 10 seleções em campo em preparação para a Copa do Mundo, isto é, metade dos times do Mundial em ação! O primeiro embate opõe Austrália e Nova Zelândia, que decidirão a Bledisloe Cup 2019 (a série que neste ano é de apena 2 partidas). Depois, olhos para a Europa, com Gales recebendo a Inglaterra (3º jogo entre eles no ano), ao passo que na África do Sul na sequência tem a seleção da casa encarando de novo a Argentina, em amistoso. A maratona segue com a Itália se aquecendo contra a Rússia e se encerra com França e Escócia entrando em campo pela primeira vez neste segundo semestre.

Os jogos ainda poderão afetar o Ranking: se a Nova Zelândia perder, o vencedor de Gales e Inglaterra será o líder do Ranking. Mesmo em caso de vitória neozelandesa contra a Austrália, galeses ou ingleses poderão assumir o primeiro lugar, dependendo dos placares.

 

Fim do jejum australiano se aproxima?

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A Austrália não vence a Bledisloe Cup desde 2002, mas em 2019, apesar da vitória acachapante no primeiro duelo (47 x 26, a maior da história sobre os neozelandeses), o título não está tão próximo. O troféu não conta placar agregado, apenas número de vitórias. Com isso, os Wallabies precisarão de nova vitória sobre os All Blacks ou ao menos de um empate para serem campeões. Qualquer vitória neozelandesa garante o título na mão dos All Blacks porque, pelas regras, em caso de série empatada em número de vitórias a taça fica com o campeão do ano anterior.

O problema australiano é que a Nova Zelândia jogará em casa, em Auckland, no estádio Eden Park, onde os All Blacks não perdem nenhum jogo desde 1994 (quando caíram contra a França) e onde os Wallabies não vencem desde 1986.

O técnico neozelandês Steve Hansen manteve Mo’unga de 10 (jogando com o 9 Aaron Smith) e Beuaden Barrett de 15 (com Ben Smith perdendo titularidade), contra os clamores populares. O treinador apostou em dupla de pontas nova, com Bridge e Reece (artilheiro do Super Rugby 2019), ao passo que os centros serão Sonny Bill Williams (de volta) e Lienert-Brown. A terceira linha seguirá com Read, Cane e Savea, enquanto Tuipulotu substituirá na segunda linha Scott Barrett (suspenso por 3 semanas). Laulala é a outra novidade como pilar fechado no posto de Owen Franks.

Já Michael Cheika, técnico dos Wallabies, manteve quase todo o time que venceu os All Blacks, com apenas uma troca na segunda linha com a entrada de Coleman no lugar do lesionado Arnold. O veterano polivalente Adam Ashley-Cooper é a novidade no banco.

Com tais mudanças, os Wallabies têm esperanças de novo sucesso, por uma impressão de um time desarranjado do lado neozelandês, sobretudo com a insistência de Hansen na formação de seus backs e de sua terceira linha. Ainda assim, o Eden Park fala mais alto quando o assunto é atribuir favoritismo aos All Blacks.


Melhor de 3 entre Gales e Inglaterra

No Six Nations, deu Gales. Na semana passada no primeiro amistoso, o triunfo foi inglês. Agora, em Cardiff, Gales e Inglaterra voltam a medir forças, após a Inglaterra, mesmo com um time mais mudado que o Gales, ter vencido bem em Londres e impressionado.

O técnico Eddie Jones, da Inglaterra, escolheu já seus 31 homens para a Copa do Mundo e colocou agora como titular a novidade maior do elenco, o ponta Ruaridh McConnochie. O elenco segue com testes e ainda não será a vez da volta de Owen Farrell, com George Ford jogando com a 10 e Piers Francis novamente de 12. Heinz também agradou e será novamente usado de 9, ao passo que Maro Itoje voltou a ser titular na segunda linha. Já Courtney Lawes estará na terceira linha ao lado de Lewis Ludlam, que agradou no jogo passado, e Billy Vunipola, em uma formação bastante agressiva para o breakdown.

Gales terá apenas 3 trocas no XV titular após a primeira derrota do ano, com Dan Biggar de abertura (após lesão de Anscombe), Jake Ball entrando na segunda linha e James Davies ganhando uma chance na terceira linha. James Davies é o irmão mais novo de Jonathan Davies e os dois jogarão juntos na seleção pela primeira vez. A terceira linha de Ross Moriarty, James Davies e Aaron Wainwright estará em evidência e desafiada por uma poderosa formação inglesa.

Tais mudanças, na abertura e na terceira linha, podem mudar muito a estabilidade de um time galês que vinha bem e começou a temporada ainda devagar – algo natural para seleções saindo do período de férias e nada preocupante no momento. De todo modo, a forma inglesa no jogo passado joga a favoritismo à Rosa.


Springboks e Pumas em rumos diferentes

África do Sul e Argentina duelarão pela segunda vez no ano, agora em solo sul-africano, depois dos Boks venceram por 46 x 13 na Argentina. Sem título em jogo e “apenas” com o Mundial no horizonte, o técnico dos Springboks Rassie Erasmus optou por mudar totalmente seu time e fazer testes. Com isso, o treinador trocou todo o seu XV titular. Kolisi é a novidade retornando de lesão, mas a capitania ficará com o veterano hooker Schalk Brits (o jogador mais velho na história a virar capitão pela primeira vez na carreira, aos 38 anos). O veterano Marcell Coetzee é outro retorno interessante ao time na terceira linha, ao lado de Rynhardt Elstadt, que, aos 29 anos, fará apenas seu segundo jogo com a camisa verde e ouro. Elton Jantjies e Cobus Reinach farão dupla de abertura e scrum-half, ao passo que Warrick Gelant com a camisa 15 é outro teste muito esperado.

Já os argentinos trocaram 11 atletas para o duelo, com o técnico Mario Ledesma mantendo somente de titulares Pablo Matera, Marcos Kremer, Ramiro Moyano e Jeronimo de la Fuente do jogo passado. Os Pumas não agradaram nada na derrota contra os Boks e Ledesma busca um tratamento de choque já se encaminhando para a reta final da preparação. Ezcurra de 9 com Bonilla de 10 será um teste importante, pois a entrada de Sánchez ainda não surtiu o efeito desejado no aspecto criativo da Argentina. Já a volta de Tomas Lavanini era muito aguardada entre os avançados. Lucas Mensa, no centro, após bons jogos na Argentina XV, debutará pelos Pumas.


Itália busca primeira vitória no ano

A Itália ainda não sentiu o sabor de vitória em 2019 e fará seu segundo jogo pré Copa do Mundo contra um adversário que oferece favoritismo aos italianos: a Rússia. A Itália jogará em casa e jamais foi derrotada pela Rússia, com os dois times tendo se enfrentado pela última vez na Copa do Mundo de 2011. Os italianos irão a campo com um elenco todo mudado e mais forte que o derrotado pelos irlandeses no sábado passado, mas todo cuidado é pouco, pois os russos evoluíram e venceram em junho a Argentina XV.

 

O aquecimento vai começar para França e Escócia

França e Escócia saem das férias e treinamentos físicos e vão a campo pela primeira vez na nova temporada, o que significa que ainda será cedo demais para julgamentos sobre as duas equipes. No entanto, há muita expectativa de evolução dos dois lados pelo que apresentaram em alguns momentos no Six Nations.

A Escócia terá a volta de Duncan Taylor  de centro pela primeira vez em dois anos, ao passo que a linha terá Ali Price de scrum-half e Adam Hastings de abertura, em uma formação bastante interessante de dois nomes buscando um lugar na equipe. O hooker Stuart McInally será o capitão, ao passo que John Barclay, Josh Strauss e Jamie Ritchie serão testados juntos na terceira linha.

Les Bleus, por sua vez, irão a campo com um time cheio de novatos. Alivereti Raka debutará na ponta e na terceira linha o estreante será François Cros. O pilar Jefferson Poirot será o capitão e a dupla de 9 e 10 será Antoine Dupont e Camille Lopez (nada unânime). Maxime Médard será o fullback dando experiência para a linha, mas o caráter de teste está claro no time do técnico Jacques Brunel, que ainda corre contra o tempo para ter seu XV ideal definido.


Sábado, dia 17 de agosto

*Horários de Brasília

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04h35 – Nova Zelândia x Austrália, em Auckland – Bledisloe Cup 2Watch ESPN AO VIVO

Árbitro: Jaco Peyper (África do Sul)

Histórico: 165 jogos, 114 vitórias da Nova Zelândia, 44 vitórias da Austrália e 7 empates. Último jogo: Austrália 47 x 26 Nova Zelândia, em 2019 (The Rugby Championship);

Nova Zelândia: 15 Beauden Barrett, 14 Sevu Reece, 13 Anton Lienert-Brown, 12 Sonny Bill Williams, 11 George Bridge, 10 Richie Mo’unga, 9 Aaron Smith, 8 Kieran Read (c), 7 Sam Cane, 6 Ardie Savea, 5 Samuel Whitelock, 4 Patrick Tuipulotu, 3 Nepo Laulala, 2 Dane Coles, 1 Joe Moody;

Suplentes: 16 Codie Taylor, 17 Ofa Tuungafasi, 18 Angus Ta’avao, 19 Jackson Hemopo, 20 Matt Todd, 21 TJ Perenara, 22 Ngani Laumape, 23 Jordie Barrett;

Austrália: 15 Kurtley Beale, 14 Reece Hodge, 13 James O’Connor, 12 Samu Kerevi, 11 Marika Koroibete, 10 Christian Lealiifano, 9 Nic White, 8 Isi Naisarani, 7 Michael Hooper (c), 6 Lukhan Salakaia-Loto, 5 Adam Coleman, 4 Izack Rodda, 3 Allan Alaalatoa, 2 Tolu Latu, 1 Scott Sio;

Suplentes: 16 Folau Fainga’a, 17 James Slipper, 18 Taniela Tupou, 19 Rob Simmons, 20 Liam Wright, 21 Will Genia, 22 Matt To’omua, 23 Adam Ashley-Cooper;

 

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10h15 – Gales x Inglaterra, em Cardiff – ESPN2 AO VIVO

Árbitro: Pascal Gaüzére (França)

Histórico: 133 jogos, 63 vitórias da Inglaterra, 58 vitórias de Gales e 12 empates. Último jogo: Inglaterra 33 x 19 Gales, em 2019 (amistoso);

Gales: 15 Liam Williams, 14 George North, 13 Jonathan Davies, 12 Hadleigh Parkes, 11 Josh Adams, 10 Dan Biggar, 9 Gareth Davies, 8 Ross Moriarty, 7 James Davies, 6 Aaron Wainwright, 5 Alun Wyn Jones (c), 4 Jake Ball, 3 Tomas Francis, 2 Ken Owens, 1 Nicky Smith;

Suplentes: 16 Elliot Dee, 17 Wyn Jones, 18 Dillon Lewis, 19 Aaron Shingler, 20 Josh Navidi, 21 Aled Davies, 22 Jarrod Evans, 23 Owen Watkin;

Inglaterra: 15 Elliot Daly, 14 Ruaridh McConnochie, 13 Jonathan Joseph, 12 Piers Francis, 11 Joe Cokanasiga, 10 George Ford (c), 9 Willi Heinz, 8 Billy Vunipola, 7 Lewis Ludlam, 6 Courtney Lawes, 5 Maro Itoje, 4 Joe Launchbury, 3 Dan Cole, 2 Luke Cowan-Dickie, 1 Ellis Genge;

Suplentes: 16 Jamie George, 17 Joe Marler, 18 Kyle Sinckler, 19 George Kruis, 20 Jack Singleton, 21 Ben Youngs, 22 Owen Farrell, 23 Manu Tuilagi;

 

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12h05 – África do Sul x Argentina, em Pretória – ESPN2 AO VIVO

Árbitro: Luke Pearce (Inglaterra)

Histórico: 29 jogos, 25 vitórias da África do Sul, 3 vitórias da Argentina e 1 empate. Último jogo: Argentina 13 x 46 África do Sul, em 2019 (The Rugby Championship);

África do Sul: 15 Warrick Gelant, 14 Sbu Nkosi, 13 Jesse Kriel, 12 André Esterhuizen, 11 Dillyn Leyds, 10 Elton Jantjies, 9 Cobus Reinach, 8 Marcell Coetzee, 7 Rynhardt Elstadt, 6 Siya Kolisi, 5 Lood de Jager, 4 RG Snyman, 3 Vincent Koch, 2 Schalk Brits (c), 1 Thomas du Toit;

Suplentes: 16 Scarra Ntubeni, 17 Lizo Gqoboka, 18 Wilco Louw, 19 Marvin Orie, 20 Marco van Staden, 21 Kwagga Smith, 22 Faf de Klerk, 23 Frans Steyn;

Argentina: 15 Joaquin Tuculet, 14 Sebastián Cancelliere, 13 Jeronimo de la Fuente, 12 Lucas Mensa, 11 Ramiro Moyano, 10 Joaquín Díaz Bonilla, 9 Felipe Ezcurra, 8 Javier Ortega Desio, 7 Marcos Kremer, 6 Pablo Matera (c), 5 Tomas Lavanini, 4 Guido Petti, 3 Santiago Medrano, 2 Julian Montoya, 1 Mayco Vivas;]

Suplentes: 16 Agustin Creevy, 17 Nahuel Tetaz Chaparro, 18 Juan Figallo, 19 Matias Alemanno, 20 Tomas Lezana, 21 Gonzalo Bertanou, 22 Benjamin Urdapilleta, Santiago Carreras;

 

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13h25 – Itália x Rússia, em San Benedetto del Tronto

Árbitro: Karl Dickson (Inglaterra)

Histórico: 4 jogos e 4 vitórias da Itália. Último jogo: Itália 53 x 17 Rússia, em 2011 (Copa do Mundo);

Itália: 15 Jayden Hayward, 4 Matteo Minozzi, 13 Michele Campagnaro, 12 Luca Morisi, 11 Mattia Bellini, 10 Tommaso Allan, 9 Tito Tebaldi, 8 Sergio Parisse, 7 Jake Polledri, 6 Abraham Steyn, 5 Federico Ruzza, 4 David Sisi, 3 Tiziano Pasquali, 2 Luca Bigi, 1 Andrea Lovotti;

Suplentes: 16 Federico Zani, 17 Simone Ferrari, 18 Marco Riccioni, 19 Alessandro Zanni, 20 Sebastian Negri, 21 Callum Braley, 22 Carlo Canna, 23 Edoardo Padovani;

Rússia: 15 Vasili Artemiev, 14 German Davydov, 13 Vladimir Ostroushko, 12 Dimitri Gerasimov, 11 Kiril Golosnitsky, 10 Ramii Gaisin, 9 Dimitri Perov, 8 Viktor Gresev, 7 Tagir Gadzhiev, 6 Nikita Vavlin, 5 Andrei Ostrikov, 4 Andrei Garbusov, 3 Kiril Gotovtsev, 2 Stanislav Selsky, 1 Valeri Morosov;

Suplentes: 16 Evgeny Matveev, 17 Andrei Polivalov, 18 Vladimir Podresov, 19 Bogdan Fedotko, 20 Vitali Zhivatov, 21 Vasili Dorofeev, 22 Yuri Kushnarev, 23 Vladislav Sozonov;

 

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16h05 – França x Escócia, em Nice – TV5 Monde AO VIVO

Árbitro: Nigel Owens (Gales)

Histórico: 93 jogos, 54 vitórias da França, 36 vitórias da Escócia e 3 empates. Último jogo: França 27 x 10 Escócia, em 2019 (Six Nations);

França: 15 Maxime Médard, 14 Damian Penaud, 13 Gael Fickou, 12 Wesley Fofana, 11 Alivereti Raka, 10 Camille Lopez, 9 Antoine Dupont, 8 Gregory Alldritt, 7 Charles Ollivon, 6 François Cros, 5 Sebastien Vahaamahina, 4 Paul Gabrillagues, 3 Rabah Slimani, 2 Camille Chat, 1 Jefferson Poirot (c);

Suplentes: 16 Peato Mauvaka, 17 Dany Priso, 18 Emerick Setiano, 19 Felix Lambey, 20 Louis Picamoles, 21 Baptiste Serin, 22 Romain Ntamack, 23 Thomas Ramos;

Escócia: 15 Stuart Hogg, 14 Darcy Graham, 13 Huw Jones, 12 Duncan Taylor, 11 Byron McGuigan, 10 Adam Hastings, 9 Ali Price, 8 Josh Strauss, 7 Jamie Ritchie, 6 John Barclay, 5 Grant Gilchrist, 4 Ben Toolis, 3 Simon Berghan, 2 Stuart McInally (c), 1 Jamie Bhatti;

Suplentes: 16 George Turner, 17 Gordon Reid, 18 Zander Fagerson, 19 Scott Cummings, 20 Matt Fagerson, 21 George Horne, 22 Rory Hutchinson, 23 Blair Kinghorn;

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